Pietro já havia chegado a algumas horas em Nova Iorque, e se encaminhava para onde Laura estaria aquela noite. Seu amigo que era um dos
melhores detetives, conseguiu encontrá-la, o que para Pietro havia sido ótimo. Ele queria vê-la, saber como ela estava depois de seu pai a ter deixado.
Como seu amigo havia informado, o local era apenas uma fachada para a verdadeira boate. Pietro pagou o valor necessário e entrou. Sentou em um dos sofás de canto e ficou ali, esperando.
Quando Laura subiu no palco e começou a dançar, Pietro sentiu que seu coração saltaria para fora de seu peito. Ela estava se despindo, lentamente, e
de uma maneira sensual que faria todos os homens daquele lugar explodirem de desejo. Quando ela terminou de se apresentar, ele teve que conter seu m****o, estava duro e sua cabeça latejava. Ele a queria, mas, não poderia tê-la, não naquele momento, mas um dia a teria.
***
Alguns dias haviam se passado desde a primeira vez que Laura dançou na boate de Juan. Aquela sensação de estar sendo observada por vários olhos desconhecidos, a fazia se sentir diferente, mais forte, segura de si, empoderada.
Era uma manhã de sexta-feira do mês de agosto, o sol brilhava no céu de Nova Iorque, iluminado o quarto de Laura. Ela, ainda deitada em sua cama,
reviveu a cena de quando desceu do palco. Juan a esperava com um sorriso nos lábios e a abraçou entregando o robe roxo. Aquela havia sido a primeira vez que ela deixava ser abraçada por ele, sem questionar. Poderia ser o efeito da adrenalina percorrendo seu corpo.
— Você foi incrível! — Juan vibrou. — A boate lotou. Não sobrou nenhum espaço vazio.
— Isso é bom, não é?
— Ótimo! — Rindo, ele a puxou pela mão e a levou até o camarim. — Troque de roupa, vou levá-la para casa, seu serviço já está feito.
Juan fechou a porta e deixou que Laura vestisse sua roupa. Ela ainda estava seminua, apenas um robe roxo de seda cobria suas curvas. Laura vestiu
suas peças intimas, sua calça jeans, colocou a blusa branca de alças e calçou seus tênis. Ela viu seu reflexo no espelho e sorriu. Algo havia mudado, ela não se sentia tão suja como pensou que ficaria depois que subisse no palco.
Com sua bolsa no ombro, desligou as luzes do camarim e saiu. Juan à esperava do lado de fora, escorado na parede. Ele também estava diferente,
algo dentro dele tinha mudado também. O jeito como Laura dançou o encantou. As curvas perfeitas da mulher que, ele a poucos dias invadiu a casa, o
seduziram. Ela era perfeita.
— Vamos?
— Sim.
A volta para casa fora feita em total silêncio. Laura não sabia o que dizer, Juan por outro lado, não parava de passar a cena em sua cabeça, dela se
despindo delicadamente, pouco a pouco até seu corpo está nu. Ele queria provar o sabor dos s***s fartos de Laura, queria sentir o calor de sua pele. Ele agradeceu mentalmente aos céus quando estacionou o carro em frente ao prédio. Juan já não aguentava mais ficar ao lado da moça. Seu desejo por ela era tão grande que ele juraria que gozaria se ela o olhasse.
— Bom, como fica o assunto da dívida do meu pai? — Laura perguntou ao sair do carro.
— Você trabalha para mim a partir de agora. Descontarei uma parte da dívida toda vez que você receber — Juan falou firme. — Eu não sou um
homem caridoso. Não desculpo ninguém e muito menos dou oportunidades como lhe dei. Então, faça tudo direito. Não quero ter que mudar as coisas entre nós.
“Entre nós?”
Laura queria confrontá-lo, mandá-lo ir à procura de seu pai e exigir o pagamento da dívida, porém, ela sabia que ao fazer isso colocaria a sua vida e
de sua família em risco. Ela engoliu seu orgulho, e entrou no prédio. Subiu os degraus até o seu andar. Assim que entrou no apartamento, Laura viu a babá
com Nicolle nos braços, dormindo.
— Ela dormiu agora? — sussurrando, Laura perguntou. — Uns dez minutos. Vou colocá-la na cama — disse Cléo, a babá. Ela era uma mulher de meia idade. Sorriso largo no rosto e um bom-humor que chegava a ser contagiante. Alguns segundos depois, Cléo reapareceu na sala.
Laura havia tirado seus tênis e agora desligava a televisão.
— Ela é um amor de criança. Espero ser chamada mais vezes.
— Pode ter certeza que será chamada. — “Com muita frequência”. Laura quis dizer, mas preferiu se calar.
— Não se preocupe com o dinheiro, seu namorado já pagou.
— Namorado? — Franzindo as sobrancelhas, Laura perguntou confusa. — Que namorado?
— O moço dos olhos azuis. Aquele com as tatuagens no corpo.
Cléo achava que Juan e Laura eram um casal, e aquilo chegou a ser engraçado na mente um tanto perturbada de Laura, mas não passava de um
mal-entendido. Ela jamais se envolveria com alguém igual a Juan, ele era mais do que um agiota, e ela sabia muito bem do que agiotas eram capazes de fazer quando seus clientes não os pagavam. Ela também achou melhor não contrariar
Cléo, tinha sido Juan quem a contratara, e ela não queria provocar a fúria dele com coisas pequenas.
Depois que a mulher saiu de seu apartamento, ela pôde respirar aliviada. Seu corpo ainda tremia devido a sensação de horas atrás. Ela nunca
havia se sentindo tão poderosa, tão desejada e tão forte. Ela tinha certeza de que, depois daquela dança, ela poderia fazer qualquer coisa.
Com um sorriso no rosto, Laura caminhou até seu quarto. Um banho e sua cama quente eram tudo o que ela queria.