Capítulo 10

1227 Palavras
Dentro de um quarto de hotel, Pietro acessou a internet. Ele sabia o sobrenome de David, e o primeiro nome da sua filha, se ele desse sorte, ela teria alguma rede social, e foi exatamente isso o que aconteceu. Lá estava ela, uma morena linda de olhos tão escuros como a noite, pele branca e cabelos compridos. Seu corpo parecia ser escultural, e aqueles lábios... Sim, lábios tão grossos que o fez querer beijá-la. Era normal sentir excitação por uma mulher, ainda mais uma como Laura. — Laura Cooper. — Pietro parecia experimentar som do nome da mulher que o fez ficar com uma enorme e potente ereção. Ele sabia que não conseguiria dormir naquela noite, não apenas pelo fato de ter brigado com sua mãe e saído de casa, também porque havia ficado hipnotizado pela beleza de Laura. Não aguentava mais, seu m****o pulsando dentro de sua calça jeans pedindo para ser libertado. Ele fechou o notebook, abriu o zíper da calça e com rapidez seu m****o já estava livre. Suas mãos o envolveram e assim começou os movimentos de vai e vem, lentamente. Pietro estava totalmente entregue ao prazer que ele mesmo estava se proporcionando. De olhos fechados, ele imaginou como seria Laura sem roupa, em como seria sentir o sabor dos beijos dela. Ele gemeu. Um gemido tão profundo que parecia que eram as mãos dela que estavam ali, o tocando carinhosamente.Pietro sabia que aquilo não seria o bastante, ele necessitava estar dentro dela. Ele estava enlouquecendo de todas as maneiras. Louco de prazer, e louco por estar se masturbando ao imaginar uma mulher que ele ainda nem conhecia, mas tinha certeza de que logo se encontrariam. Se antes ele estava disposto a ir atrás da filha do homem que estava com sua mãe para ajudá-la, agora então, ele sabia que não passaria mais nenhuma noite sem pensar em como seria tê-la cavalgando sobre ele com seus s***s balançando conforme seus movimentos. Pensar isso só aumentou ainda mais sua excitação. Pietro voltou a abrir o notebook, clicou sobre uma foto onde Laura estava sorrindo para a lente da câmera. Na foto, ela vestia um short curto e uma blusa de alça. Seus s***s estavam desenhados sobre o tecido roxo da blusa. Ele levantou, abaixou ainda mais sua calça e intensificou seus movimentos, tudo isso sem deixar de olhar para a foto de Laura. Gemendo, gemendo e gemendo feito louco, Pietro começou a sentir os primeiros sinais de que não demoraria logo para que ele gozasse. Suas mãos eram ágeis, elas subiam e desciam segurando firme o membro que parecia mais com uma rocha de tão duro que estava. “Gostosa.” Como ele queria estar por cima dela agora, estocando forte em seu sexo a fazendo gritar de prazer. Ele não era o tipo de homem que saía transando com qualquer mulher, tinha que ser algo mais íntimo. Não bastava abrir as pernas, tinha que ter uma conexão, e isso era exatamente o que ele sentiu quando viu a foto de Laura. Alguns homens achariam isso estranho, mas Pietro havia sido criado assim, respeitando as mulheres. Envolvido por uma nuvem de prazer, ele gozou, urrando feito um louco. Ficou ali parado por alguns segundos recuperando o fôlego perdido. O suor descia por sua testa, suas pernas estavam bambas, ele realmente havia se libertado, por enquanto. Depois de um banho e ter arrumando a sujeira que havia feito ao homenagear Laura, deitou-se. No dia seguinte ele iria atrás dela, oferecia ajuda e tentaria se aproximar. Cansado, o sono foi o atingindo devagar. Seu corpo já estava relaxado sobre a cama e seus olhos começavam a ficar pesados. Ele deixou de lado o celular, enrolou seu corpo nos lençóis e dormiu com a imagem dela em seus pensamentos. *** Laura já tinha percorrido quase toda a Nova Iorque atrás de um emprego, mas eram sempre as mesmas respostas. Ela já estava entrando em desespero, tantas dívidas a serem pagas, porém, Laura não tinha como quitá-las.Cabisbaixa, caminhou até a escola de sua irmã. Já estava quase na hora de Nicolle sair. Laura escorou na árvore que havia na frente da escola azul e esperou. Algumas mães que estava ali, a olhavam diferente. Algumas cochichavam e outras se distanciavam como se ela estivesse com mau cheiro. Laura ignorou, seu dia já estava sendo r**m demais para ficar se estressando com coisas pequenas ou melhor pessoas pequenas. Ao longe, ela avistou a menina de blusa branca, short azul escuro e maria-chiquinha, correndo em sua direção. Apenas Nicolle conseguia a proeza de arrancar um sorriso dela nos piores momentos. — Você veio. Você veio! — Animada, ela pulou em seu colo e beijou as bochechas da irmã. — Eu disse que viria. — Sorriu. — Já almoçou? — Sim. “Graças a Deus.” Laura estava um pouco mais aliava por saber que pelo menos o almoço de sua irmã estava garantindo enquanto ela estivesse na escola, agora ele teria de correr atrás da janta. Com sua irmã nos braços, Laura andou. Sua cabeça estava em um turbilhão, seus pensamentos não se encaixavam e ela tinha a sensação de que a qualquer momento iria desabar. Ela já não estava mais aguentando aquela situação. Todas as dúvidas e sofrimento. O universo, definitivamente, estava conspirando contra ela. Não era possível ir em vários locais e não conseguir nenhum trabalho. Tudo bem que a falta de experiência atrapalhava um pouco, mas nunca aprenderia nada se não a dessem uma chance. — Laura, você me ouviu? — Uma voz conhecida a traz de volta de seus devaneios. — Você sumiu das aulas. O que houve? Era Paty, a menina mais fofoqueira da escola de artes. Laura não a suportava pelo simples fato de que ela não conseguia segurar a língua dentro da boca. Quando elas eram amigas, Laura confidenciou para Christina e Paty, que havia perdido sua virgindade com Caio, um músico que conheceu através em um pub. Não demorou muito para que a escola toda ficasse sabendo. Aquele foi o estopim para que Laura nunca mais contasse nada para Paty. — Nada. Estou apenas ocupada com algumas coisas — respondeu, voltando a andar. — Foi bom te ver. — Tchau! Laura andou o mais depressa possível com Nicolle em seus braços. Ela não queria ter que ficar dando explicações para alguém que não podia ficar sabendo de nenhuma fofoca. Ao mesmo tempo que ela, praticamente, corria pela calçada, seu corpo se arrepiava. Ela tinha a sensação de estar sendo seguida. Laura sentiu que a observavam desde o momento em que saiu para procurar emprego, porém, ignorou achando ser paranoia de sua cabeça. Ela ainda estava abalada com a invasão da noite passada. Faltava apenas alguns metros para que elas chegassem ao prédio que moravam. Nicolle desceu do colo da irmã, pegou em sua mão e continuaram andando. — Que menina mais bonita. Laura congelou. Ela conhecia aquela voz, sabia muito bem quem era o dono. Nem se passasse anos ela conseguiria esquecer o pavor que lhe foi dado pelo dono da voz. E lá estava ele outra vez, com seus óculos escuros, braços tatuados amostra. Laura puxou Nicolle para mais perto de si. — O que você quer? Eu já disse que não sei onde ele está. Juan sorriu, mas não era um sorriso amigável, e sim de quem estava planejando alguma coisa.
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