Capítulo 6

554 Palavras
— Vamos ver um filme de princesa. Eu pego. — Correndo animada, Nicolle sumiu em seu quarto. Laura sentia-se na obrigação de fazer sua irmã esquecer a cena que viu há alguns dias. Não queria que a irmã crescesse com algum trauma. — Achei! Mandando a tristeza embora, Laura sorriu ao ler o título do filme. — Rapunzel, de novo? — E que você tem o cabelo grande igual ao dela. E eu acho tão bonito. Vamos ver esses por favor. — Laura sabia que seria inútil discutir com ela, quando Nicolle usava a sua voz infantil não tinha para ninguém. As duas se aconchegaram com seus pratos de macarrão no sofá e começaram a comer enquanto a música inicial do filme tocava. Recordou-se da última vez que havia dançado sem ser nas aulas. Quando a música tocava, Laura era tomada por uma energia imensa, que a fazia flutuar feito uma pluma de tão leve. Era bom se sentir leve em meio ao caos. Ela se perguntou se voltaria a dançar outra vez. Sua vida estava corrida e a tendência era piorar. — Olha como ela é linda! — Nicolle exclamou, fazendo com que Laura se assustasse. — Ela parece com você, só que ela é loira. — Sim, meu anjo. Agora coma. Quem as olhassem agora chegaria à conclusão de que eram mãe e filha. Mas elas sempre se trataram dessa maneira, com ternura e afeto. O filme nem tinha chegado na metade e Nicolle já havia dormido no sofá. Deu tempo apenas de comer e beber água. Laura riu da cena, desligou a televisão e a levou para o quarto. Voltou para a sala e fechou as portas. Elas não tinham nada de muito valor, mas não era por isso que elas passariam a noite com a porta aberta. Fechou as janelas e desceu as cortinas verdes. Com todas as luzes desligadas, Laura se encaminhou ao banheiro onde fez sua higiene e se preparou para dormir. O cansaço do dia já pesava em seus ombros. Ela precisava descansar para no dia seguinte começar tudo de novo. Caminhou até seu quarto de sua irmã, puxou as cobertas de sua cama e deitou-se esticando bem o seu corpo e relaxando todos os seus músculos. Não demorou muito para que seus sonhos fossem embalados pela escuridão. *** Longe dali, Juan pressionava seus capangas. Ele estava furioso com a demora para encontrar uma pessoa. Era a primeira vez que tentavam fazê-lo de otário, e aquilo o fez jurar que mataria o desgraçado. — Senhor, não encontramos nada. Parece que ele sumiu da face da terra. — Não quero saber! — Irritado, ele socou o saco de areia pendurado em sua sala. — Eu quero informações sobre àquele filho da p**a. Qualquer coisa! — Ele tem duas filhas. — disse o capanga, temeroso. Juan o olhou furioso pela demora para lhe passar aquela informação. — Onde elas moram? Quero nomes, p***a! — No centro de Nova Iorque. A mais velha se chama Laura e a pequena Nicolle. “Laura, bonito nome.” — Então, vamos hoje mesmo fazer uma visita a nossa mais nova amiga, Laura. — Com um plano em mente, Juan secou o rosto com uma toalha vermelha. Sorriu diabolicamente para os demais homens que ali estavam e então partiram rumo à casa de Laura.
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