Amor Imortal

1606 Palavras

Aquela noite estava quente. Uma dessas noites abafadas, onde o ar parece parado e qualquer movimento exige mais esforço. Helena tinha passado o dia bem, mas reclamando de um leve cansaço. Achei normal — os médicos disseram que era comum nessa fase — então preparei o jantar sozinho, fiz algo leve, e esperei por ela na varanda, enquanto o céu escurecia devagar. Ela apareceu com um vestido largo, os cabelos presos num coque bagunçado e aquele brilho cansado nos olhos. — Tô me sentindo meio mole hoje, amor... mas com fome — disse, sentando devagar. — Então é bom sinal. Fome é vida. Ela sorriu fraco e começou a comer. A gente conversava sobre coisas bobas: vizinhos, a série que começamos e ainda não terminamos, a playlist pro quarto do bebê. De repente, Helena parou a garfada no ar. Ficou p

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