ANNA NARRANDO Andar de moto agarrada em Mattia é realmente libertador. Eu me senti a rainha do mundo todo. Abri meus braços no meio da avenida, sentindo o vento massagear meu corpo e dei um grito. Liberdade, pela primeira vez, é o que sinto dentro de mim. Aquela conversa com meu pai me fez ver que se eu tivesse deixado a Bella pra lá, ela teria se derrubado sozinha há tempos. Eu estou longe, e ela continua fazendo merda. Chegamos à empresa dos Moretti, e eu fiquei confusa. Desci da moto e entreguei o capacete para Mattia. — O que estamos fazendo aqui? — Questionei, confusa. — Achei que fôssemos passear. — E vamos. A próxima parada é o heliporto. — Eu arregalei os olhos, e o acompanhei para dentro da empresa. — Vamos andar de helicóptero? — Sim, vamos. Quero te mostrar um empreendi

