Capítulo 13

1167 Palavras
- Seja bem vindo a minha casa, meu amor. Sorrindo ele me diz com um sorriso de orelha orelha. - Por que você me trouxe aqui ? Pergunto levantando um tom de ironia. Vejo que o seu semblante muda ao ver que uma coisa da qual Benjamim , achava que me faria bem e acabaria com todas as duvidas que eu tinha, soou como um esforço;o que ele não obteve os resultados que ele tanto esperava. - Eu imaginei que você iria gostar da surpresa Théo. Ele responde com uma voz calma e recuada. - Claro que , que, que.... Gaguejo. Gostei. Finalizo! Só não esperava que você fosse tão rápido. Respondo logo em cima de sua resposta. Uffa, cheguei a tomar um susto, falou de uma maneira como se eu estivesse fazendo algo que poderia trazer complicações para nós. O pacato bairro de casas formosas e grandes transformava aquele ambiente em um lugar de pessoas refinadas e de poder aquisitivo elevado. Embora a gente conversasse sobre basicamente tudo, nunca perguntei como ele e sua família levavam a vida. Jamais seria evasivo em perguntar como Benjamin e toda a família vivia, seria grosseiro e hostil. Sempre tive em mente, que cada um merecia o seu próprio espaço e ele precisava do seu, aos poucos quando a gente menos esperasse as coisas começariam a fluir e e tudo que precisavámos saber viria a tona. Admito que o meu coração estava batendo mais forte que o normal, meu corpo estava um fervo e mesmo que tentasse mostrar para ele que estava tudo bem minha testa suava feito atletas correndo em uma manhã de verão. As mãos suadas que enxugava na calça e e sempre engolindo em seco antes de responder qualquer coisa. - Não precisa ficar nervoso, minha mãe é uma mulher incrível e o meu pai é super tranquilo. Vocês vão se dar bem. Sorrindo, sinto meu Benjamin me fazer se sentir confortável e confiante. Um pequeno jardim com flores e uma fonte ao leste da casa, um senhor de meia idade regando as tulipas e uma garotinha de cabelos escuros e lisos brincando com uma cadelinha. - Não acredito no que estou vendo , é a Aurora, sua irmã ? Digo com uma voz eufórica. - Sim sim, é ela mesma. - Oi, oi. Sem entender a doce e meiga garotinha me responde dando um tchau e logo em seguida corre atrás de Fluferina a sua cadelinha. Cada passo que dava parecia que minha ansiedade e vontade de voltar atrás me consumia, mas sem deixar que ele percebesse tamanha emoção contive toda a agonia e seguir ao seu lado até entrarmos em sua casa. Não estava errado quando imaginei que Benjamin e sua família tinham dinheiro, eles não eram ricos, mas tenho certeza que tinham mais do quê os meus pais e o suficiente para viverem bem. Uma sala confortável cheia de enfeites elegantes e uma TV gigante. Um sofá extenso e em veludo um tapete em estampa chevron, quadros e no meio da sala um centro que mais parecia um tronco. Sem enfeites, apenas ele transformando o ambiente em um cenário de novelas. - Olá, querido. Por onde esteve ? Disse Verônica a sua mãe. - E quem é esse belo rapaz ? Ela pergunta com uma voz doce e gentil. - Eu sou o Théo. Respondo sorrindo e estendendo a mão cumprimentando-a. - Não me diga que você é o namorado do meu filho ? Sem saber o que falar ou responder apenas sorrir sem graça olhando para Benjamin, que me olhava com os olhos miúdos me dando um sorrisinho safado com os lábios colados um no outro. Me sentindo reprimido, olhava para Verônica dos pés a cabeça. Alta e de pele clara trasnpassava um ar de elegância e superioridade. Embora, ela não fosse aquele tipo de mulher , suas atitudes nos mostrava do contrário. Bonita, inteligente, e carismática. Para mim, seria sogra perfeita. Ainda sem saber o que falar ou como agir, apenas acenava com a cabeça concordando com tudo que ela falava. - Parece que o gato comeu sua lingua. Diz ela com um sorrindo enlarguecedor e cheio de empatia. - Desculpe! Senhora! - Ah não, por favor! Sem tantas formalidades, pode me chamar de Verônica mesmo. Amigo do Benjamim também é nosso amigo. Será que ela não sabia a respeito do próprio filho ? O que será que ela queria dizer quando mencionou que eu era só amigo dele ? Não era possivel que as minhas supostas paranóias estavam se ligando umas com as outras, ele não poderia estar mentindo para mim e quanto todo aquele papo furado que me amava? Que eu era tudo para ele, que juntos passaríamos a vida inteira juntos ? Tantas perguntas para eu ter que assimilar ao mesmo tempo, tantas questões se passando em minha cabeça. E a pior parte daquilo era que quando estava frente a frente com ele ,as vezes não conseguia falar tudo que estava me incomodando porque as palavras simplesmente desapareciam. Me permitindo viver o momento aos poucos, ouvia a mãe de Benji. Era como ela costumava chama-lo. Falar sobre ele e sua família enquanto seguíamos até a sala de estar e nos sentarmos. Falou sobre a sua adolescência, seu casamento suas paixões senti que ela estava me vendo como uma amiga e não como o "amigo" do seu filho. A única coisa que faltou foi ela me levar até a cozinha e juntos fazemos um delicioso chá com bolachas e darmos continuidade ao assunto. Já estava impaciente , tudo que mais desejava era que Benjamin fizesse com que ela parasse de falar. Porque só assim ele tomaria a iniciativa de falar e deixar bem claro o que eu era dele. Isso aconteceu, mas até lá , tive que me sentar e ouvir pacientemente a dona Verônica falando sobre uma trajetória de vida de qual eu não estava dando a mínima importância, mas com um sorriso de lado demonstrando estar interessado onde na verdade tudo que mais desejava era sair dali e deixar ela sozinha conversando com as paredes. - Mãe, eu, eu, Benjamim gagueja.... - Estou falando demais, querido ? Depois de tanto falar ela realmente tinha percebido o quanto tinha se empolgado conversando com gente. Só depois descobri a razão de tanto gostar de jogar conversa fora meu querido e amado namorado não era um filho pródigo. Tinha um vida dentro do próprio quarto de qual m*l conseguia manter um vínculo com os próprios pais. - É bom saber que você não é tão perfeito assim, não é ? Verônica me olha arqueando as sobrancelhas com um leve sorrisinho enquanto Benjamin, nos olha envergonhado. Embora estivesse gostando do momento, tirando o fato de sua mãe gostar tanto de conversar. Já não me sentia mais envergonhado nem retraído, quando menos percebi estava me envolvendo com ela cada vez mais , mas não ignorava o fato de que Benji ainda não tinha tomado nenhuma iniciativa para falar o que éramos de verdade.
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