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1056 Palavras
Capítulo 71 Nolasco narrando A gente invade o quarto de Antonella e Toco, e expulsamos a mãe de Toco e a irmã do morro, eu entro para dentro e começo a vasculhar todo o quarto, mas só encontro cinzas e mais cinzas, ela era esperta, eu subestimei de mais a Antonella. Encontramos uma porta atrás de um espelho falso e eu desço vendo que era por ali que ela tinha saído no dia que colocou fogo, encontro as roupas e algumas coisas que não era tão relevantes. Toco, a gente ainda não sabia para onde tinha ido também, ele tinha saído com uma facilidade enorme do morro porque ele conhecia mutio bem esse lugar e provavelmente ele iria voltar para pegar o morro de volta. Então, começamos a fechar todos os lugares que tinha e deixar somente a saída e entrada principal, tuneis, casas com lugares como esses, substerraneos todos estão sendo fechados, não queria nada que fosse fora do meu olhar e da minha visão. — Nossos filhos – eu olho para Carina e ela me encara – eu quero eles fora do morro. — De novo? – ela me pergunta – quer que eu vá embora, não é. — Toco fugiu, ele vai querer vingança, nossos filhos são vulneráveis – eu falo para ela – você realmente quer que algo aconteça com eles? — Você quer se livrar de mim – ela fala me encarando – para arrumar outra amante. — Antonella foi embora, relaxa. — Eu não vou embora. — É a segurança dos nossos filhos, se você quer ficar, fica, mas eles vão sair daqui. — Não – ela fala – eles não vão sair daqui. Eles vão ficar comigo. — Não afrouxa Carina – eu olho para ele – eu estou dizendo que eles vão ir para casa do seu pai e acabou. — Eu to dizendo que não, nem eu e nem eles – ela fala — Não arruma confusão c*****o, se algo acontecer com eles, vai vir para cima de mim, mas quer impedir deles ficarem seguros. — Você quer ficar longe de mim. — Não, eu quero a segurança deles. — Até parece – ela sai rindo e debochando de dentro do quarto e eu passo a mão pela cabeça. Eu desço e encontro os três olhando filme, dou um beijo na testa dos três e saio para fora, vejo Ryan de longe conversando com Salve. Salve estava com a gente o tempo todo, difícil ele ter ajudado Antonella a fugir, mas Ryan estava de olho nele a todo momento. Capítulo 72 Antonella narrando Uma semana depois... Eu tinha pegado carona com um cliente da noite anterior até uma cidade vizinha, porque queria a confirmação da gravidez e realmente eu tive, eu estava bem no começo dela, com somente 6 semanas de gestação o que indicava que a criança era de Nolasco. Eu ainda tinha o cartão que eu trouxe e sabia que ele tinha dinheiro, mas estava achando arriscado de mais usar ele, então vou até o banco e retiro uma quantia somente e quebro ele jogando fora, eu vou até um salão e p***o o cabelo de preto, mas um preto bem escuro, passo na farmácia compro algumas vitaminas que tinha que comprar e pego uma carona com outro caminhoneiro de volta para a balsa. Aqui era uma cidade pequena que ligava outra cidade, no norte do Pará, não tinha energia elétrica, nem mesmo água encanada, por mais que fosse uma cidade pequena era uma rota bem movimentada de caminhões, na verdade nem chegava a serr uma cidade, era um vilarejo em volta do rio e da área da balsa, com algumas casas de pescadores, um pequeno hotel antigo, que m*l tinha coberto e janelas, um restaurante bem pequeno que servia o básico para ninguém morrer de fome quando tinha rio cheio e os caminhoneiros não conseguiam parar e tinha o lugar onde eu estava, comandado por dona Yeta, que me viu crescer. Eu cresci nesse lugar, minha mãe era uma p**a de zona quando engravidou de mim e das minhas irmãs, era como se fosse minha maldição, eu estava grávida e no mesmo lugar que era. Eu não podia dizer que estava grávida a ninguém, somente minha mãe sabia e provavelmente eu acredito que ela não contaria nada, se eu falsse Yeta na mesma hora me expulsava daqui. Eu iria esconder a gravidez até onde eu conseguisse e depois deixaria o meu destino e dessa criança nas mãos de Deus. — VocÊ demorou – Yeta fala – o rio ficou cheio, encheu de cliente, você precisa faturar Antonella – eu tiro dinheiro do bolso e entrego a ela. — Isso deve pagar a minha semana – ela encara – ou até duas. — Paga duas – ela fala me encarando. – agora se apronte, daqui a pouco enche de cliente de novo. Já tem gente do retorno procurando você, está deixando as meninas nervosa. — Tem cliente para todas. — VocÊ sabe que é especial – ela me encara e eu encaro ela – você é de fora, cidade grande, aqui são rueiras do vilarejo, você é bonita, é bem cuidada, pele bonita. Mas nada que ficar mais uns, dois, três meses não faça ficar que nem elas. Eu olho para ela e apenas saio andando, quando meu pai faleceu, eu fui para o interior de Minas e trabalhei em um lugar assim, foi lá que conheci Toco, era quase da mesma situação, foi de lá que ele me tirou e me levou para o Rio de Janeiro, os meses que passei lá, arquitetei várias coisas na minha cabeça. Toco jamais me encontraria aqui porque ele nem imaginava esse lugar. Se teve uma coisa que eu fui esperta foi de selecionar as informações que eu queria entregar a ele. Só tinha uma pessoa que eu confiei essas informações e no momento não sentia medo dela me entregar. Dessa vez não conseguia pensar em plano, essa vingança literalmente acabou com a minha vida. Eu me dediquei a ela durante dez anos e as pessoas fizeram a minah vida um inferno, Toco me usou o tempo todo, eu nem sabia descrever o quanto eu tinha sido i****a e burra, eu só queria mesmo que ele tivesse morrido pelas mãos de Nolasco. Nolasco era outro filho da p**a!
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