Mochi

2896 Palavras
Chutes, chutes e mais chutes... essa é minha rotina agora. — Você odeia o papai, jiwan? — alisei minha barriga mais uma vez, o sentindo mudar de posição, deformando totalmente minha barriga, me fazendo gemer de dor. — Ei meu amor... — Hyun tocou minha barriga. — Não chute tanto o papai Minnie. — Quando a Lalisa chega? — Daqui a uns minutos, ela acabou de pousar em Seul. — Que bom que esteja vindo, faz três semanas que a esperamos... — Ela teve uns imprevistos Minnie, e se desculpou por não ter vindo quando marcamos. — Aqui mochi — jungkook apareceu me chamando por seu novo apelido para mim, que significa bolinho de arroz, segurando a máquina de massagens para os pés que havíamos comprado recentemente e que vinha me salvando muito, posicionando a minha frente. — Obrigado, Kookie. — sorri e ele sentou ao meu lado. — Deixa eu te ajudar Minnie. — Hyun buscou meus pés e retirou as meias que estava calçado. Estranhamente isso vinha se tornando normal na minha vida, ter jungkook e kihyun no mesmo ambiente, cuidando de mim. Eles ainda não se falavam como amigos de anos, mas tentavam se dar bem, e até conversavam entre si, quando eu não estava por perto, e na última semana isso vinha melhorando mais. — Obrigado. — posicionei meus pés e jungkook a ligou. Trinta e uma semanas de gravidez, e tudo está piorando. Comecei sentir algumas contrações leves, e até me assustei, mas depois do exame, o doutor Kim me tranquilizou e disse serem apenas contrações de treinamento, e que o corpo já se preparava para o parto. Aproveitamos e conversamos um pouco sobre as formas do bebê nascer. O parto natural ou normal, por melhor que seja na maioria das situações, no meu não era uma opção por todos os riscos que traria para mim e o bebê. Então resolvemos logo marcar a data do parto para uma cesariana, para que todos os papéis fossem autorizados. O incômodo sempre vinha, mas a pior parte é que virei literalmente um bolo nas últimas semanas. Minha barriga está enorme, e eu nem sabia minha pele podia tanto esticar, e que graças aos cremes milagrosos de Kim Seokjin, nenhuma estria havia aparecido ainda, mas não que eu me importasse, porque sinceramente, o que são estrias, perto de sentir o que estou sentindo? Os chutes, as mexidas fortes mesmo doloridas, as conversas em particular entre pai e filho. Tudo, absolutamente tudo, vale a pena. — Você está sentindo alguma dor? — Jungkook perguntou ao meu lado. — Estou bem. — sorri para jungkook, e olhei para frente, onde Kihyun estava sentado no chão, olhando para baixo, observando a máquina de massagem espremer meu pé, fazendo uma caretinha. — Como anda o acompanhamento médico, Hyun? — Na mesma. — deu ombros. — E a empresa? — No comando do Chae. — Chae Hyungwon? Como ele está? — Acho que bem... Nós não conversamos muito. A campainha tocou, findando nosso assunto. — Acho que é a Lalisa. Jungkook desligou a máquina e a colocou no canto. Kihyun levantou do chão, e me ajudou a ficar de pé. Fui até a porta, com os dois em meu encalço, e a abri. — Olá, Park Jimin? — ela sorriu, e estendeu a mão. — Oh, Sim! — me apressei em apertar sua mão, vendo o rosto bonito e famoso, logo ali, à minha frente. — Lisa! — Hyun falou logo atrás e a garota abriu um sorriso enorme. — Entre. Dei passagem para ela, que entrou e logo abraçou forte kihyun, sorrindo. Fechei a porta devagar e os observei, no momento deles de sorrisos e abraços, no canto da sala. Jungkook também olhava para o outro canto, em silêncio. — Quanto tempo seu pirralho! — ela o abraçou novamente. — Não me chame assim, eu já tenho 30 anos. — Hyun sorriu. — Não muda nada, continuo sendo mais velha! — Ela disse e virou para mim. — Então... Você é Park Jimin? O homem no qual laçou o coração do bobão do kiki? — Ah... Na verdade- — Ele é o pai do bebê lisa, mas não estamos juntos. — Hyun sorriu e a garota abriu os olhos. — Ai meu deus, me desculpe, Jimin. — Tudo bem... — Esse é jungkook. — incrivelmente hyun que o apresentou. — Esse é o namorado do Minnie. Lalisa se aproximou dele e também o estendeu a mão. — É um prazer conhecê-la — Jungkook fez uma pequena reverência. — Já ouvi muito sobre o seu trabalho. — Espero que tenham ouvido bem. — sorriu para ele e voltou o olhar para mim. — Bom... Então, vamos começar? Fazer medições, ver alguns exemplos? Assenti e a guiei até a mesa de jantar. Sentei ao lado dela, enquanto Hyun e Jungkook sentaram logo à frente, lado a lado. — O Jin não vem? — Kihyun perguntou. — Não, ele está trabalhando em um artigo importante, teve que viajar para Londres hoje cedo. — Jungkook respondeu. Sorri olhando para ambos, e olhei para o computador de Lalisa, que estava sendo iniciado sobre a mesa. — Você tem algum pedido especial para o quarto do bebê? — Na verdade, não... Eu olhei alguns quartos na 'internet', mas nenhum me agradou muito. — Jimin é muito difícil de agradar, lisa, boa sorte. — E você kiki, alguma ideia para o seu, além de ter pedido algo "Sem muita cor"? — Lalisa riu enquanto Kihyun revirava os olhos. — Não me chame de kiki sua pirralha. Os dois sorriram, e novamente eu e Jungkook apenas observamos. — Ah... Desculpe a intromissão, mas vocês se conhecem há muito tempo? — Perguntei. — Vinte anos? — Lalisa olhou para Kihyun com dúvida. Ele assentiu. — Eu conheci o kiki quando tinha 12 e ele 10. — ela deu de ombros. — Nossa! — Ele me falava muito sobre você, Jimin, o quanto era bonito e inteligente... Essas coisas bregas. Sorri e olhei para Hyun. Ele estava levemente corado, m*l parecendo um homem de 30 anos. — Ele não falou sobre mim, não é? — a garota perguntou e eu neguei. — Nem me surpreendo, ele não me mandava uma mensagem há quase três anos, até pensei em negar o pedido desse ingrato, mas quando vi ser sobre quartinhos para bebê, não conseguir negar. — Depois que assumi a empresa tudo ficou complicado, e agora com a doença... — Doença? — Ela franziu o cenho. — Você não soube? — a perguntei, e ela negou. — Estou doente, lisa, insuficiência cardíaca... — Meu deus Kiki! — Ela cobriu a boca com ambas as mãos. — Mas... — Está tudo bem, estou me cuidando, e tenho outro motivo para ficar bem agora. — apontou com o queixo para mim, e automaticamente toquei minha barriga. — Você me contou ser um menino, não sei se irão se agradar, e também preciso ver o espaço do quarto, para encaixar melhor a ideia, mas fiz dois planejados com as medições que me enviaram. Ela abriu o primeiro projeto e virou o computador para mim. Jungkook e Kihyun ficaram de pé e vieram para trás de mim. Era um quarto bonito. O piso e os móveis em madeira marrom, com sutis tons de cinza, bege e verde água, se misturando na decoração. Havia pintura de montanhas na parede, e algumas decorações de elefantes espalhadas. — Eu preciso ver o espaço. O quarto do bebê não terá armários, certo? — Não, mas ele tem um Closet, mas não é tão grande. Ela assentiu, e passou para a segunda foto. — Esse eu achei a sua cara kiki. O quarto era nos tons brancos, cinza e preto. As paredes com pinturas em triângulos se conectando, o berço, o tapete e alguns objetos em preto, e alguns animais também na decoração. — Os dois estão perfeitos. Jungkook e Hyun só assentiram. — Posso ver o espaço? — Lalisa me perguntou e assenti. Jungkook segurou minha mão, me ajudando a levantar, enquanto kihyun e lalisa nos esperavam. Caminhei até a porta do quarto, e a abri. O cômodo grande tinha algumas caixas com produtos, brinquedos e coisas de bebê que já havíamos comprado, e o closet, estava repleto de fraldas. — Bom, o espaço é excelente. — Eu amei o primeiro planejado, acha que se encaixa aqui? — Acho que fica perfeito. Ela retirou do bolso uma fita métrica gigante e começou a medir as paredes. — Fica realmente bom, e com a janela. — apontou para a grande janela que havia no cômodo no qual nunca foi aberta. — Ficará perfeito. — Bom, então acho que podemos fechar o primeiro projeto. — Rápido! Gostei. — ela se virou para hyun. — E você, kiki, gostou do projeto? — Sim, o segundo é bem minha cara mesmo. — sorriu. — Se bem, que agora estou tentando levar um pouco de arte e cor para dentro daquele apartamento escuro. — Nossa... Você nunca se importou com isso antes... Digo, com decoração. — Eu estou tentando mudar um pouco, Minnie. — sorriu. — E uma criança traz cor e vida para qualquer um. — Vamos olhar o projeto, e ajustamentos se possível. Hyun assentiu e retornou a sala com lalisa. Jungkook chegou perto de mim, e o abracei, passando os dedos em suas mãos. — Você está tão quieto... Aconteceu algo? — Não, eu estou bem. — sorriu sem mostrar seus dentinhos de coelho. — é que é estranho te ver tão animado junto ao Kihyun para fazer o quartinho do jiwan. — Estranho? Como assim? — Porque é como se eu estivesse no meio de algo... Não sei explicar. Mas eu sei que não tem nada entre vocês dois, é apenas... Estranho. — deu de ombros. — Jungkook... — Eu estou bem, eu juro. — me deu um selinho. — É que, é bonito ver vocês assim, animado com a chegada do bebê de vocês. — Kookie, eu sei que é estranho, mas você sabe, eu já estava grávido quando você me conheceu, e o Hyun quer ser presente, e eu não vi problema nele participar agora... — Eu sei e eu não estou reclamando, eu juro. — Ele beijou minha boca devagar. — Eu espero, e sei que vocês serão pais incríveis para o bebê. Levei minha mão até o rosto bonito dele e deixei um carinho leve ali. Batidas foram ouvidas na porta, nos fazendo virar para olhar. — É... Desculpa, mas Lisa quer que vejam as mudanças que serão feitas. — Ah, claro. Estamos indo. — Jungkook se apressou em se ajeitar e Hyun sorriu pequeno para ele antes de sair. — Está tudo bem mesmo não é? — perguntei. Ele assentiu e juntou nossas mãos, deixando um beijo leve sobre elas, me puxando de leve de volta à sala. Depois de alguns ajustes, os projetos finais foram entregues, faltando apenas as medidas do quarto do apartamento do Hyun. Com o valor final, Kihyun se prontificou a pagar por tudo, e ele mesmo assinou o contrato com lalisa. Para comemorarmos, pedimos um jantar tailandês, em agradecimento a ela, e comemoramos com vinho e suco de uva. Quando todos foram embora, ficamos apenas eu e jungkook, como já era de praxe. Estávamos no ateliê. Jungkook me observava, sentado no sofá do canto, enquanto pintava uma das últimas telas inacabadas. — Você tem muito talento! — Obrigado. — Me afastei da tela, a olhando e observando os traços. — E seus desenhos, quando irá me mostrar? — Ah, são desenhos bobos... Não se comparam a isso tudo. — Mexeu as mãos, apontando para meus quadros. — Estamos namorando anjo, eu quero saber mais sobre você... Conhecer sua família, seus hobbies... Eu quase não sei nada sobre você. — Você irá conhecê-los, mas somente depois do bebê nascer. Eles ainda moram em Busan, e não irei viajar com você numa gravidez de risco. — Tudo bem, mas eles ao menos sabem de mim? — Mamãe sabe, ela ficou feliz quando soube que você iria ter um bebê. — sorriu balançando a cabeça. — Ela achava que era meu... — Sua mãe deve ser um amor. — Ela é... Mas ela vai querer apertar muito o Jiwan quando formos lá. Dei a última pincelada e me afastei, admirando o quadro pronto. Olhei para jungkook e me aproximei sentando entre suas pernas. — Acho fofo você fazer seus planos já incluindo o bebê. — Mas é preciso ué. Jiwan será parte de mim também. — É... Sabe, minha mãe virá para Seul no começo do próximo mês. Eu ainda não contei sobre nós dois, mas ela sabe que não estou mais com o hyun. — Por que não contou? — me encarou mordendo o canto do lábio inferior. — Porque ela surtou quando soube sobre o término, e ela é exagerada demais kookie... Ela vai te assustar e você vai querer cair fora. — Nada vai me fazer cair fora. Eu vim para ficar. — Você é louco, kookie. — me virei para ele. — Eu gosto muito de você, mas ainda não entendo como um homem como você, que tem tudo, escolheu ficar comigo, uma pessoa tão grávida que agora realmente parece com um bolinho de arroz. — Mas isso não importa, porque você é o meu mochi, o meu bolinho de arroz. — Me conta um pouco sobre você. — me virei e apoiei a cabeça sobre seu peito, observando sua mão que começava um carinho leve em minha barriga. — O que quer saber? — Quais são seus sonhos? — Meus sonhos... Hm, eu já tenho o meu trabalho, que graças ao universo vai bem... Então, o que eu quero ter, é uma casa grande, com quintal para meus três filhos correrem livres. Quero ter um cachorro chamado jujuba, um gato chamado azeitona, e um marido, que eu possa viver até que a morte nos separe. Ouvi tudo em silêncio, por um momento, fantasiando tudo em minha cabeça. — E qual seriam os nomes das crianças? — fechei os olhos, sentindo o carinho e mergulhando na imaginação. — Jieun, Jihye e Jiwan. Abri meus olhos, e o olhei de baixo. Ele sorria bobo, e deixou um beijo sobre minha cabeça. — Não achou que eu iria esquecer nosso garotão, não é? — Mas Jiwan não seria seu filho... — É claro que seria. Eu seria o melhor padrasto do mundo. — E se... esse não fosse o meu sonho? Se não fosse a minha vontade? Você desistiria e tentaria com outro? — A gente acharia uma solução. Eu já disse, eu vim para ficar, Mochi... E farei de tudo para poder te fazer feliz. — Você já faz. — me virei de lado, com um pouco de dificuldade, e o abracei pela cintura. — Eu sou feliz com você, Kookie. Ele riu segurando minhas bochechas e estalou um beijo alto em meus lábios. — A vontade que eu tenho agora é de te pedir em casamento... Pena que não tenho um anel. Neguei sorrindo, e abracei-o mais. — Eu acho que você acabou de pedir kookie. — Acabei...? Ai minha nossa! — relaxa kookie... Pensaremos nisso, no futuro, está bem? — ele assentiu, gargalhando dele mesmo — Agora me dê carinho, por favor? Estou carente. As mãos adentraram meus cabelos e iniciaram um cafuné gostoso ali. — Mochi... Seria muito cedo para dizer que o que eu sinto é amor? — Nunca é cedo para o amor kookie. — Então, se eu falar aqui e agora, você não vai me achar um desesperado? — E por que acharia? — Busquei sua mão e a beijei. — A gente não manda no coração anjo... Mas talvez você não possa ouvir o mesmo de volta. Não ainda. Ergui meu rosto, e ele assentiu, sem perder o sorriso bonito. — Me desculpe... — Não, está tudo bem. Estamos juntos há três meses, e eu acabei de te pedir em casamento sem nem perceber. — negou com a cabeça. — Eu acho que talvez demore mesmo um pouco para ter certeza, sobre amar alguém bobo assim. Afastei-me de seu peito, e me sentei à sua frente. — Você não é bobo, nunca será! Você me salvou kookie, você é um anjo. O meu anjo. O abracei e senti seus braços me segurarem de volta. — Eu ainda não tenho a certeza se é amor, porque afinal, amor tem tantas definições, então eu te digo que estou gostando muito de você! Gostando da sua companhia, dos beijos, das conversas, dos sorrisos, dos cuidados e preocupações... Gostando de você! Você chegou na hora certa para mim kookie. Acariciei seu rosto novamente, o vendo fechar os olhos, aproveitando o toque. — Eu... Eu amo você, jimin! Amo desde que vi o teu primeiro sorriso. O abracei e o beijei na bochecha, sentindo meu peito bater forte, recebendo as palavras de forma sincera. — Você me faz muito bem kookie, então, por favor, me faz ter essa certeza também... Eu também quero te amar. Juntou nossas testas, e suspirou alto, assentindo. — Eu farei, por você, por Jiwan, por nós. Eu não vou cair fora mochi, eu juro. Beijei seu nariz, em seguida seus lábios, sentindo cada vez mais, meu coração acelerar. — Eu te amo. Amo você e Jiwan, amo vocês dois. Continua...
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR