JIMIN
28 semanas de gravidez
Acabei de entrar no sétimo mês de gravidez. Minhas costas doem, e os chutes estão mais fortes. Meu pequeno menino parece cada dia maior e mais forte.
— O que acha deste? — Jin me perguntou.
— Não é um pouco exagerado? Olhe o tamanho, é grande demais.
Estava eu, Jungkook e Jin. Em uma das tantas lojas de bebês, olhando quartos e mais quartos para Jiwan, na espera de Kihyun, que fez questão de está presente também, mesmo com sua condição de saúde nada boa.
— Eu gostei Jimin-ah. — Jungkook disse perdido e encantado com todos os móveis.
— Acha que Kihyun e Jungkook, irão se dar bem?
Jin me perguntou baixo, aproveitando a distração de jungkook.
— Eu não sei, mas tem que dá, não é? Jungkook pediu para que tentássemos, e mesmo que não seja nada oficial ainda, ele vai precisar aprender a conviver com ele, Hyun é o pai do bebê, e vai fazer parte da vida dele também, então não quero um ambiente r**m para o bebê e eu.
Jin assentiu, me olhando com atenção.
— Espero que se deem bem.
— Que tal esse jimin-ah? É lindo.
Jungkook mostrava um quartinho todo pronto no canto da loja.
— É realmente lindo... Mas eu ainda acharia melhor fazer um quarto planejado, com um profissional.
— Acho que ambos ficam bons, Chimie, esse é realmente lindo. — Jin fala totalmente encantado.
— Com licença, desculpem a demora.
Olhei para trás e vi Hyun, vestido em roupas mais descontraídas, diferentes dos ternos caros que tanto veste.
— Oi hyun. — sorri e o abracei. Ele sorriu e deixou um carinho breve sobre minha barriga.
— Como está o nosso menino?
— Forte. — sorri. — Os chutes estão ficando mais fortes.
— Será um jogador de futebol. — Hyun disse sorrindo bobo.
— Ou um lutador. — Jungkook se aproximou sorrindo e segurou minha cintura. — Desculpe, sou jungkook. Jeon Jungkook. — Estendeu a mão para Hyun.
Kihyun olhou-o por breves segundos, parecendo o analisar. Senti medo disso não dar certo, e os dois começassem uma guerra i*****l.
— Yoo kihyun. É um prazer. — Sorriu e apertou a mão de Jungkook, ainda parecendo meio desconfortável.
— Hyun, o que você acha melhor, um quarto pronto ou um planejado, para Jiwan?
Jin roubou sua atenção, me fazendo respirar um pouco mais aliviado.
— Eu acho que podemos analisar, mas tenho o contato de uma das melhores arquitetas de Bangkok, a Lalisa. Podemos fechar um projeto com ela.
— A Lalisa? Ela é mundialmente famosa hyun, nunca fecharia um projeto pequeno assim... E outra, eu não posso gastar tanto.
— Mas eu posso, sem querer ofender Minnie, mas eu posso pagar por todo o projeto, e Lalisa é uma amiga antiga, ela jamais negaria fazer o quarto do nosso bebê.
— Ah não, eu quero poder fazer parte disso também. — disse me virando, começando a andar pela loja.
— Mas não seria uma má ideia não é? Chim, ela é simplesmente a melhor, o jiwan merece o melhor, não merece? E você pode gastar com outras coisas para ele...
— Mas jin... É o quartinho do meu pequeno.
— Do nosso. — Hyun parou ao meu lado. — e ele merece o melhor... Deixa-me falar com ela minnie.
Olhei ao redor, e todos me olhavam, até mesmo jungkook, que estava calado ouvindo tudo.
— Ok, ok! Mas eu vou decidir o projeto com ela.
Jin bateu palminhas, enquanto Hyun sorria, olhando buscando seu celular, dedilhando algo na tela.
Jungkook se aproximou de mim, e me abraçou, devagar, com cuidado.
— Esse... Hm... Kihyun, ele é educado.
Olhei jungkook, e ele me olhava com um olhar que ainda não havia visto. Parecia muito com o garoto que conheci há alguns meses atrás, fazendo o homem que agora enxergava sumir.
Era como se tivesse insegurança nas palavras.
— E ele é bem bonito também... Tipo, mas do que eu vi na TV.
Sorri e o dei um beijinho na bochecha.
— Ele é realmente é.
Afastei-me, tentando segurar o riso, e vi jungkook vir logo atrás.
— Mas... Hm... Você acha?
— Você também é anjo. — sorri e o deixei um carinho rápido na bochecha. — O mais bonito! Não precisa sentir insegurança com ele, nós não temos mais nada, além desse bebezão aqui. — alisei minha barriga que já estava enorme.
Jungkook pareceu envergonhado, mas assentiu, e me deixou um selar.
Kihyun se aproximou de nós junto ao jin.
— Lalisa virá para a Coreia semana que vem, então passará no seu apartamento, e se você permitir, no meu também. Quero um quarto para ele lá também.
— No seu apartamento?
— É... Quero poder conviver com ele também, mas como te disse, se você permitir. Não quero que ache que estou querendo te afastar dele.
— Não, tudo bem.
Ele sorriu novamente para mim, e assentiu.
— Vamos ver os carrinhos de bebê? — Jin me puxou para a parte de trás da loja.
— Eu vi um modelo na 'internet', e se aqui tiver, eu vou comprar.
Caminhamos na frente, deixando Jungkook e Kihyun logo atrás. Os dois pareciam deslocados, caminhando em silêncio, um ao lado do outro.
— Que climão. — Jin disse baixo, sorrindo ao meu lado.
— Deixa eles... Espero que se deem bem.
Olhei por cima do ombro, e continuavam nos seguindo, calados.
Quando chegamos aos carrinhos de bebê, começamos a olhar um por um, pesquisando pelo melhor, medindo a resistência e qualidade.
— Este aqui, é o que vi na 'internet'. — apontei para um logo à frente.
Era um modelo novo, com apenas três rodas grandes.
— Vi algumas pessoas que compraram, e dizem ser o melhor no momento.
Jin se aproximou, e analisou o carrinho, sorrindo bobo.
Pegou a etiqueta do produto e quase caiu para trás.
— Chim... Isso é muito caro!
— Não olhem os preços, perde a graça. — Jungkook disse parando ao lado. — Esse pode ser o meu presente para esse garotão aqui? — sorriu e alisou minha barriga com carinho.
— Tem certeza? É muito caro, Kookie.
Ele assentiu, e chamou um vendedor.
— Separe este, por favor. — sorri bobo, e retornei a caminhar.
— Você precisa de uma cadeirinha para o carro, uma de descanso e tem aquele tapetinho que vimos ontem, lembra? — Jin falava todo eufórico, agarrado ao meu braço.
— Sim, vamos olhar tudo.
Seguimos por toda a loja, e novamente fui proibido de olhar os valores.
Jin fez questão de pagar o tapetinho, que era o olho da cara.
Jungkook o carrinho, e Kihyun todo o resto, me proibindo até de abrir a carteira.
Quando voltamos para casa, fui com Jungkook em seu carro, e Jin quis acompanhar Hyun, para que ele não seguisse só.
Estacionamos todos juntos, e subimos para meu apartamento.
— Eu mandei uma surpresa para sua casa, Minnie, você vai gostar. — Hyun disse sorrindo.
— Oh, eu também! — Jungkook tocou o próprio peito, parecendo surpreso.
— Sério? — Hyun o encarou e Jungkook assentiu todo fofo.
O elevador parou no andar certo, e seguimos, até parar de frente a porta.
— O zelador disse que guardaria no apartamento. — Jungkook disse.
— O meu também!
A confusão daqueles dois só me fazia rir, e com isso meus olhos fechavam e não conseguia acertar a senha da porta por não enxergar direito.
— Me deixa abrir. — Jin disse tomando a frente, pondo a senha e abrindo a porta.
Assim que a porta foi aberta, o susto veio, e todos os quatro paralisaram no lugar.
Minha sala estava repleta de fraldas. Centenas e centenas de pacotes de fraldas.
— Mas o que... O que aconteceu aqui?
Entrei devagar, observando todo o lugar.
— O que vocês fizeram? — Me virei para os dois seres morenos que vinham logo atrás, sorrindo torto.
— Eu pensei em comprar todas as fraldas do bebê... — Jungkook disse envergonhado. — Mas acho que você pensou o mesmo não é? — Olhou para Hyun, que parecia do mesmo jeito.
— É eu pensei que, hm, que seria bom, sabe? Mas agora vejo que foi péssimo. — sorriu analisando ao redor.
— Vocês são loucos? — Coloquei a mão na cintura, olhando para a cara dos dois patetas. — Essa é a fralda mais cara que tem, e vocês fazem isso? Vocês não têm amor ao dinheiro?
— Mas minie... Eu não sabia que ele ia comprar também.
— É jimin-ah, nós não temos culpa.
Hyun olhou para Jungkook assentindo, tão fofo quanto o outro.
Dois patetas fofos.
— Relaxa chim. Vamos tentar organizar tudo, e ver o que será preciso, o que for sobrar, nós doamos. E vai sobrar muita. — Jin sorria, empilhando pacotes em cima de pacotes.
— Ótima ideia jin. E vocês dois — apontei o dedo para os dois. — Nunca mais façam isso, entendeu? É um estrago! A sorte é que podemos doar.
— Desculpa...
— É, nos desculpa...
Os dois tinham as cabeças baixas, e não consegui segurar o riso junto de Jin.
Andei até o sofá, e apoiei minha perna na mesa de centro. Jungkook e Kihyun começaram a organizar as fraldas, com a ajuda de jin que separava algumas para doar.
— Temos muitas no tamanho "P", que irá ajudar muito os recém-nascidos. — Jin disse com a mão na cintura, analisando os pacotes separados.
— Não vejo a hora de ser comigo, de ter esse surto de fraldas, roupas e móveis em casa, Namjoon vai surtar!
— se sentou ao meu lado, e apoiou a cabeça em meu ombro.
— Ele vai mesmo. Mas e então tá tudo bem com vocês?
— É... está sim. — Jin disse desviando os olhos. — Namjoon só estava mais afastado porque ele estava planejando marcar a data do casamento e pedir um afastamento na revista...
— Sério? Que bom. Mas, por que ele não te avisou?
— Namjoon é todo perfeccionista e eu sou muito eufórico, acho que poderia atrapalhar.
Neguei com a cabeça, acariciando minha barriga, que mexia junto à jiwan.
— Então acabou a insegurança com traições, não é?
Jin só assentiu, suspirou parecendo aliviado. Ele também tocou minha barriga por cima de onde Jiwan chutava e fazia tudo esticar.
— Isso é assustadoramente lindo, Chimie.
Olhei e ela estava totalmente disforme. Um lado subia, outro descia, como se Jiwan tentasse achar mais espaço.
— Ele está bem grandão. — ouvi a voz de Hyun, e olhei para frente.
Ele estava encostado na parede, olhando com atenção para minha barriga, e jungkook estava ao lado.
Seus olhos brilhavam, e seus dedos se remexiam devagar.
O olhei e sorri.
— Quer tocar? — perguntei a Hyun, e ele abriu os olhos.
— Eu posso? — pareceu meio incerto.
— Você quer? Ele está mexendo muito.
Hyun me olhou, olhou para minha barriga, e em seguida para jungkook.
Eu sei que ele já sacou o que está acontecendo entre nós dois, e acho que mesmo se sentindo estranho, ele respeita.
Jungkook sorriu para ele, e o tocou de leve no braço, o incentivando a tocar.
Ele engoliu em seco e se aproximou.
Se abaixou perto de mim, e inseguro ergue a mão, que ficou planando sobre o ar, enquanto seus olhos olhavam com atenção, eu erguer a camisa, o dando a visão da barriga lisa e fina, com a pele quase como um tecido que dava a impressão que poderia se rasgar a qualquer momento.
Jiwan deu um chutinho, que marcou seu pé ao lado esquerdo do meu umbigo, fazendo Kihyun se assustar.
Olhei para jungkook que observava tudo logo atrás, atento com os olhos em kihyun, enquanto nos lábios tinha um leve sorriso.
Jungkook sabe toda a minha história com Hyun.
Ele pediu para que tentássemos dar certo, e para isso é preciso à verdade.
Contei sobre meu relacionamento, sobre às vezes que Kihyun ia ao Japão se tratar e mentia para mim, sobre como descobri a gravidez, sobre como ele a negou, e como se arrependeu.
Jungkook sentiu raiva dele, no começo, mas conversei bastante com ele e o incentivei para lhe dar uma chance.
Kihyun parece realmente arrependido, e feliz, e é isso que quero sempre, a felicidade de todos.
— Sinta. — Puxei a mão grande dele, e com cuidado, coloquei sobre minha barriga, o vendo abrir os olhos ainda mais, quando a sentiu.
Jiwan ficou quieto, e Hyun apenas observou, sem mexer um dedo.
— Fala algo. — Jin ao lado disse, olhando hyun. — Bebês gostam de ouvir as vozes.
— Gostam? — ele parecia um garoto sentado no chão, com os olhos curiosos em toda a barriga gigantesca e bem redonda.
— U-hum. Fala algo. — o incentivei mais ainda.
Jungkook se aproximou e sentou ao lado de Jin, olhando com atenção a barriga, esperando que Jiwan se mexesse também.
— Hm... Olá jiwan... É, hm, sou o seu pai. Me chamo Yoo Kihyun.
— Está muito formal. — jungkook disse olhando-o. — fique mais à vontade.
Kihyun assentiu e limpou a garganta.
— Olá garotão, sou eu, o papai Hyun. — um chutinho foi dado, embaixo de onde estava com a mão. Hyun abriu os olhos junto a um sorriso gigante. — Está tudo bem aí? Deve estar bem apertado, não é? — outro chute. — Mas relaxa daqui a dois meses você vai está aqui, e tem muita gente que quer te dá amor. — ele olhou breve para mim, mas voltou o olhar para a barriga.
Hyun se assustou novamente, quando Jiwan mudou a posição, esticando um lado de minha barriga, enquanto passava para outro.
— Woah... — ele e Jungkook disseram no mesmo momento.
— Dói? — Hyun perguntou me olhando.
— Um pouco...
Ele voltou a atenção à barriga, e alisou de leve.
— Ei, garotão, pega leve. — sorriu. — o papai minnie é bem forte, mas está sentindo dores... Será que você poderia mexer mais devagar?
Jiwan fez o mesmo movimento, com um pouco mais de força, me fazendo alisar o local, falando um "ai" enquanto todos sorriam.
— Acho que ele não quer saber muito disso. — Jin falou ao lado.
— Estou te esperando aqui fora, está bem? Mas não tenha pressa, o papai vai esperar por você, vou está aqui quando você nascer amor. — hyun disse e senti meu coração falhar.
As palavras dele estavam parecendo tão tristes. Como se soubesse que não tinha muito tempo.
Levei minha mão e segurei a dele.
— Nós estaremos aqui. — sorri. — Todos nós.
Hyun assentiu e se ajeitou, levantando devagar, ao que eu cobria novamente minha barriga.
Jin levantou e Jungkook veio para meu lado, me dando um beijinho na bochecha, e me fazendo um carinho no cabelo.
— Bom, hm, eu já vou indo, tudo bem? Semana que vem venho aqui com Lalisa.
Assenti e vi jin logo atrás, ajeitando sua bolsa no ombro.
— Se precisar de qualquer coisa, me avise.
— Também tenho que ir. — jin se aproximou e me deu um beijinho na testa. — Se cuida, tá? Se precisar me liga.
Levantei-me, com dificuldade e o abracei, em seguida abraçando Kihyun, e os levando até a porta.
— Foi um prazer te conhecer jungkook. — Hyun ergueu a mão, que foi apertada por Jungkook.
— O prazer foi todo meu.
Dois civilizados, obrigado universo.
— tchau, tchau, Chimie. — Jin sorriu para mim.
— Tchau, Jinie.
— Jin, quer uma carona? Posso te levar. — Hyun disse já saindo.
— Aceito, meu carro está com Namjoon, o dele deu problema. — Jin disse saindo e nos dando um tchau rápido, seguindo para o elevador.
Sorri e fechei a porta, ficando sozinho com Jungkook.
— Então... Arrumou as fraldas? — perguntei e o vi assentir. — vou lá olhar.
Passei por ele, mas senti suas mãos segurarem meu pulso, me fazendo virar devagar, e o encarar.
— Você está lindo hoje. — sorriu e me beijou.
— Estou parecendo uma melancia extraterrestre. — gargalhou e me puxou até o sofá.
— Posso cuidar do meu garoto agora? — me olhou e assenti sentando no sofá de frente a ele.
Ele buscou meus pés descalços e devagar ergueu, apoiando em sua coxa, começando uma massagem devagar.
Suspirei e apoiei minha cabeça no encosto do sofá, observando-o.
Ele me encarava, com um sorrisinho no rosto.
— O que foi? — o perguntei fechando os olhos, totalmente entregue à massagem.
— Quer namorar comigo?
Abrir meus olhos rápidos, o encarando e o vendo com o mesmo sorrisinho.
— Quer namorar comigo jimin-ah?
Pisquei tentando entender se aquilo era sério mesmo, e ele ainda me encarava, à espera de uma resposta.
— Então...?
— Isso é sério? — ele assentiu. — mas jungkook... Nós nos conhecemos há três meses, e estamos juntos a dois, eu vou ter um bebê em breve, e terei que me dedicar a ele em tempo integral! Você tem certeza disso?
— Jimin-ah, é claro que eu tenho. Eu queria te pedir naquela noite mesmo, mas esperei um pouco... Eu pedi para tentarmos, e estamos tentando. Mas eu preciso ter você para mim.
— Isso é pelo kihyun? Porque se for, eu e ele não vamos-.
— Não, não é. — me interrompeu e se aproximou, colocando meu pé com cuidado no chão. — É por você. Só você.
— Jungkook...
— Se quiser dizer não, tudo bem Hyung. Eu espero por você, até que esteja pronto.
— Espera? — Ele assentiu. — mas...
— Não, está tudo bem. Ainda podemos continuar tentando, não podemos?
— Claro que podemos. — sorri e o beijei. — Mas eu acho que... que quero. — eu disse inseguro, mas sentindo meu coração acelerar — Eu aceito namorar você, Jungkook-ah.
— Mesmo? — ele sorriu da mesma forma que uma criança sorria para seu sorvete favorito.
Ok, isso foi meio estranho.
Mas ele estava radiante, e me encheu de beijinhos por todo o rosto e pescoço.
— Agora deixa voltar a cuidar desse pezinho que mais parece um bolinho.
Sorri e sentei melhor, de frente a ele, sentindo certo incômodo com o peso e o tamanho da barriga.
Jungkook me olhou e sorriu, me ajudando a sentar melhor.
— Você parece uma pequena melancia mesmo, hyung.
Dei um tapinha em seu braço o fazendo gargalhar.
— Seu bobo...
— O que me diz de irmos ao cinema depois?
— Cinema?
— É, tipo um encontro.
— Quando digo que você parece um garoto... — Sorri. — Mas aceito, podemos ir semana que vem, tudo bem?
— Ok. — ele voltou à massagem maravilhosa, me fazendo quase gemer de alívio.
Depois da massagem, jungkook foi até a cozinha e fez nosso jantar.
Ele reclamou do calor e eu o incentivei a tirar a camisa, porque não sou bobo nem nada, óbvio.
Fiquei admirando-o da bancada da cozinha. As costas largas e nua, uma calça moletom cinza tão baixa que me permitia ver a barra da cueca que ele vestia e a pele bronzeada, repleta de sinais que mais parecia uma constelação.
A constelação que eu queria muito tocar e beijar.
Me peguei imaginando como Jungkook deveria ser fodendo. Porque ele deve ser um deus do sexo ou algo assim, porque é só olhar que dá para notar.
As costas largas, a cintura fina que com certeza me daria o encaixe perfeito, os braços fortes que poderiam me segurar enquanto eu estivesse sobre seu colo e...
— Está querendo me devorar, Park?
Sai de meu transe e o vi me olhar por cima dos ombros, com o sorriso safado de coelho de fora.
— Com todo o respeito, mas você é bem gostoso jungkook-ah.
Ele sorriu e negou se virando e me dando a visão de seu tronco, com o peitoral malhado e sua barriga definida, com um caminho ralo de pelo abaixo do umbigo, que lhe levam até o paraíso... E que paraíso, pois a calça de tecido marca bem.
— Jimin-ah, pare de me olhar assim. — sorriu e se inclinou no balcão. — Ou eu não irei conseguir me controlar, meu bem.
MINHA. NOSSA.
— Pare com isso jungkook... Sabe que estou numa gravidez que requer repouso completo, no meu estado isso não seria possível.
Eu estava com um bico nos lábios, porque estava chateado. Eu queria poder saber como é jungkook sem se controlar...
Ele colocou dois pratos sobre o balcão e serviu as porções de macarrão ao molho pesto para nós dois. Em seguida ele deu a volta no balcão e sentou bem ao meu lado.
— Quer que eu vista minha camisa? — perguntou deixando um leve beijo em meu pescoço.
— Não... Ao menos eu posso tocar. — falei sorrindo e levei meus dedos até sua barriga, traçando um caminho incerto por ali.
— Eu sei que você não pode fazer nada devido à gravidez de risco... Mas não n**o que queria te colocar sobre esse balcão agora, e-
— Para com essa tortura, Kookie... — Reclamo vendo-o rir alto. — vamos comer logo — puxei meu prato.
Ele sorriu novamente e se ajeitou no banco.
Comemos o macarrão que estava muito bom e em seguida fomos até o sofá se ajeitar para assistir um filme.
Jungkook deitou primeiro e me chamou para deitar à sua frente.
Deitei enquanto ele me fazia conchinha e sua mão veio até minha barriga, deixando um carinho de leve ali, enquanto procurávamos algo no catálogo do site.
A noite foi assim, e pela primeira vez Jungkook dormiu comigo.
Foi estranho, confesso. Eu estava acostumado a dormir com kihyun e depois passei meses dormindo sozinho. Mas agora, ele é meu namorado... E eu quero senti-lo ao menos dormindo ao meu lado... Mas a sensação também foi boa. Com jungkook parecia ser algo novo. O que, na verdade, era.
Os braços fortes ao redor da minha cintura, pousando sobre a barriga, era novo, e era bom.
O soprar baixo que sua boca entreaberta junto ao barulhinho de murmúrios que saiam dali também era fofo. O soprar leve batia em meus fios, fazendo umas leves cócegas, me fazendo sorrir feito bobo.
Peguei no sono logo em seguida, sentindo os braços dele me passando confiança.
Sentindo-me protegido e sentindo-me desejado.
Continua...