— Esplêndido Jimin! Eu realmente amei todos. — Kim Namjoon ditou. Estava veementemente encantado.
— Fico lisonjeado, senhor Kim. Essas são as minhas obras mais recentes.
— Por favor, me chame apenas de Namjoon.
Sorri e assenti.
— Namjoon é um ótimo apreciador de arte, chim. Ele sabe valorizar um bom trabalho quando ver.
Jin, meu melhor amigo disse em um sussurro para mim.
Ele havia retornado de Roma recentemente, com seu noivo. Kim Namjoon. Um dos maiores críticos de arte da revista the korea to the world, e recebê-lo em meu ateliê, com minhas peças sendo bem elogiadas, é um sonho se realizando.
Seokjin também trabalha na mesma revista. Mas diferente de Namjoon, ele é um crítico de moda.
Os dois juntos são a dupla que todos querem ter por perto. Eles exalam poder.
— Qual a sua inspiração? — Namjoon pergunta sentando no sofá que tinha ao canto do ateliê.
— Meu bebê. — acariciei a barriga, que incrivelmente havia dado um salto na última semana, e já era bem visível. — O nascimento, e a vida. Sinto que olhando para eles, é possível entender o valor de cada novo respirar na terra.
— Profundo. — Namjoon diz olhando mais uma vez para as peças. — Irei fazer uma nota válida para o seu trabalho, pois realmente me encantou. — ele sorriu mostrando suas covinhas, que fizeram a imagem séria de seu rosto, sumir em segundos. — Pedirei para que meu fotógrafo tire algumas fotos de suas obras, para que possamos publicá-las. Tudo bem?
— Tudo ótimo. — sorri para ele em concordância.
Ter meus quadros e uma nota positiva sobre meu trabalho é o que eu preciso.
Ter meu trabalho valorizado, e receber o devido reconhecimento é tudo o que eu quero.
— Ok, mas que tal irmos tomar um café agora hein? — Jin diz levantando e olhando para mim e seu noivo. — Preciso saber tudo sobre esse bebezinho aí.
Ele aponta para minha barriga me fazendo rir, e assenti.
A tarde estava um pouco fria, então vesti meu casaco, e sai com ambos para uma cafeteria que tinha logo na esquina de casa.
Assim que entramos na cafeteria, Jinie foi ao balcão fazer os pedidos, enquanto eu e Namjoon, olhávamos encantado o lugar.
— Essa cafeteria é de um amigo meu. — Namjoon comentou.
— dois americanos e... — Jin olhou para mim à espera do meu pedido.
— Um suco de laranja, por favor.
A atendente anotou os pedidos, e graciosamente pediu para que aguardássemos que em instantes levaria em nossa mesa.
Jinie assentiu, e pagou pelas bebidas. Enquanto eu e Namjoon, procurávamos uma mesa mais afastada para conversarmos melhor.
— Certo. — Jinie diz ao sentar à mesa. — Eu não quero perder a classe, mas quatro meses, Chimie? Quando iria me contar? Minha vontade agora é de te bater, sabia?
— Você não pode bater no seu melhor amigo grávido. — sorri. — e eu estava tão ocupado com todos os quadros e as coisas que aconteceram nesses últimos meses, que esqueci completamente... Desculpa.
— Aceito suas desculpas porque você está muito fofo com essa barriguinha redondinha. — ele sorriu e acariciou de leve minha barriga. — E kihyun? Como reagiu? Eu não vi as pastas e papéis dele sobre a sua mesa, como ele tinha costume de deixar.
— Ah... Nós terminamos...
— O que? Quando? Por quê? — Jinie perguntou um tanto assustado. Namjoon ao lado, apenas ouvia tudo atendo, parecendo uma tia fofoqueira.
— Dois dias depois que descobri sobre a gravidez. Ele surtou e disse que não queria a "coisa" — fiz aspas, me referindo ao modo em como falou do bebê. — falou sobre aborto e coisas absurdas... eu decidi viver essa nova fase sozinho.
— Eu não sei se morro de orgulho de você ou se mato o desgraçado do kihyun. Como assim, a coisa? Ele fez esse bebê e o chamou assim? Ele não quer assumir? Eu me lembro de todas as juras de amor que ele fazia... O amor acabou então?
— Acho que acabou no mesmo instante que eu falei sobre o bebê... — suspirei porque mesmo estabilizado financeira e emocionalmente falando, ter o kihyun ao lado, apoiando essa gravidez e amando o nosso bebê, era tudo o que eu queria de verdade.
— Estou absurdamente triste por isso. Kihyun me decepcionou.
-- Ele decepcionou a nós dois então...
-- Mas deixando de lado esse assunto, você já escolheu os nomes?
— Ainda não... Mas acho que Jiwan é ótimo, e serve para ambos os sexos, então talvez seja esse.
— Park Jiwan... É, é um ótimo nome. Eu amei, e você amor? — perguntou para Namjoon que apenas assentiu com a cabeça, em silêncio.
Sorri para eles, porque eu realmente ainda não tinha escolhido, mas Jiwan era um nome com grandes chances.
Nossas bebidas chegaram, e louco para sentir o gosto da fruta, tomei metade do suco em apenas um gole, quase me deleitando com o sabor.
Era um dos desejos que tive no dia.
Tomar um suco de laranja.
O outro foi uma vontade tremenda de comer melancia com chocolate, e hotteok com ketchup.
É eu sei. Bizarro.
Enquanto Namjoon bebericava seu café, ele olhou para o lado e pareceu se atentar a algo, ou mais especificamente, alguém.
— Jungkook? — ele ajeitou os óculos no rosto e pareceu reconhecer o garoto.
— Oh, Jungkook! — ele acenou, e o mesmo adolescente que me salvou na rua, sorriu para ele, vindo até nossa mesa.
— O que faz por aqui Namjoon? — ele se aproximou e só então me viu sentado à mesa. — Park?
Jin o olhou e em seguida me olhou, confuso.
— Você conhece o Jimin? — perguntou e ele assentiu.
— O salvei, há uma semana.
Jin e Namjoon rapidamente me olharam com espanto.
— Como assim o salvou?
— Ele passou m*l, e eu o levei para o hospital, mas graças a deus não aconteceu nada com ele nem com o bebê. — Ele me olhou e sorriu. — Você não me mandou uma mensagem...
— Você também não. — Disse rápido.
— Aliás, o que faz aqui? E você o conhece Namjoon?
Namjoon me olhou sorrindo e assentiu rápido.
— Eu e Namjoon somos amigos de longa data. E sou o dono da cafeteria. Bom na verdade, das cafeterias, se contar todas as dezenove em toda Seul.
Exibido, pensei.
— Entendi... — Murmurei.
— Mas eu ainda não! Como assim passou m*l Park Jimin? — Jin me perguntou.
Tenho certeza que se Jin pudesse me bater, teria me batido naquele mesmo momento.
— Aliás, você precisa de repouso absoluto, o que faz por aí batendo de pernas? — Jungkook coloca as mãos na cintura, com um olhar de repreensão para mim.
— Eu sei me cuidar, e não estou por aí batendo de pernas. Estou tomando uma bebida com meus amigos.
O olhei quase que o desafiando. Quem esse garoto pensa que é?
— Você ainda não respondeu, Jimin. Que história é essa de hospital e de repouso absoluto?
Olho para Jungkook, e em seguida para Jin que está à espera de uma resposta.
— A gravidez... Eu tive um pequeno sangramento semana passada, durante umas compras no centro, e... Jungkook, que me ajudou. Ele me levou para o hospital, e depois me deixou em casa. Mas eu estou bem, juro. Eu e o bebê.
Jin semicerrou os olhos, e intercalou o olhar de mim para Jungkook.
— Vocês se conhecem há quanto tempo?
— Uma semana, mas precisamente no dia que tudo isso aconteceu. — digo sorrindo para meu amigo, esperando que a expressão preocupada, suma de seu rosto.
Ele olhou para Jungkook e depois de 5 segundos sério, ele sorriu.
— Você o ajudou sem nem o conhecer? Ah garoto, você é um anjo.
Jin ficou de pé e amassou Jungkook em um abraço.
— Amor, calma. Você vai esmagar o coitado. — Namjoon diz sorrindo, enquanto toca no braço do Jin.
Jin soltou Jungkook de seu abraço, mas não parou de sorrir para ele.
— Jungkook, esse é meu noivo. Kim seokjin. — Namjoon diz aproveitando o momento.
— É um prazer conhecer o noivo, do meu excelentíssimo amigo Namjoon. — Jeon diz sorrindo, erguendo a mão para Jin, que aperta sem nem pensar.
— O prazer é meu, não quer sentar e tomar um café conosco?
— Eu adoraria, mas preciso resolver uns problemas lá dentro. — aponta para além do balcão. — mas quem sabe outro dia, eu iria adorar.
— Claro, podemos marcar. — Namjoon diz a ele que concorda com a cabeça.
— Ficarei no aguardo, e Jimin... — ele me chama, fazendo minha atenção ir somente para ele. — Irei te enviar uma mensagem para marcarmos nosso jantar ok? E lembre-se, nada de esforço e repouso absoluto.
Sorri para ele assentindo, e me senti um bobo por ter um garoto me lembrando disso.
— Até mais. — Jeon se despede de todos com um aceno, indo em direção ao que estava a fazer.
— Ok... Ótimo garoto. Ele está afim de você! — Jin diz calmamente bebericando um pouco de seu café.
— Eu também acho... Jungkook quase nunca é assim, legal e atencioso como foi com você.
— Vocês estão loucos. — sorri bebendo mais um pouco do meu suco. — Eu estou grávido. Ninguém fica afim de uma pessoa que tem uma bola na barriga, com outro ser humano dentro.
— Meu caro Jimin, você poderia estar grávido de quatro bebês, e com uma barriga enorme, ainda sim estaria lindo e pleno, totalmente apaixonante, então não se engane... Esse garoto está sim, afim de você.
— Loucos... E outra, ele tem apenas vinte anos, é muito jovem...
— Jungkook é novo, mas é muito responsável. Ele abriu a primeira cafeteria com dezessete anos, e em três anos conseguiu expandi-la por toda Seul. Ele é um rapaz inteligente, e de bom coração. — Namjoon sorri ao falar do amigo com orgulho. — E outra, vocês são maiores de idade, então a idade é apenas um número aqui, e você tem apenas vinte e seis anos, não há muita diferença.
— Vocês estão fazendo propaganda demais... — neguei com a cabeça sorrindo. — Mas eu não posso me envolver com ninguém agora. Tenho meu bebê para cuidar e meus quadros inacabados. Tempo não me resta.
— Você que sabe... — Jin bebe o restante do café e olha em seu relógio. — bom, temos que ir agora.
Assinto ficando de pé, junto à Namjoon.
— Mandarei meu fotógrafo ainda esta semana, avisarei antes. — Namjoon diz ao arrumar seus óculos novamente.
Jin vem até a mim e me abraça forte e cheio de saudade.
— Eu senti muita falta de você e de nossas conversas. Prometo que irei aparecer em breve para uma visita, está bem?
Assenti e ele me deu um beijinho na testa, como sempre fez.
— Se cuida meu gravidinho.
Neguei de seu ridículo apelido para mim, e os acompanhei até a saída do lugar.
Despedimo-nos, e segui caminho sozinho, para meu apartamento que era bem próximo.
— Ei, Park! — ouvi meu nome ser chamado alto, e me virei procurando quem o chamava.
Vi Jeon correndo com uma sacola nas mãos, quase desesperado, com seus cabelos longos, batendo no rosto.
— Jeon? — o olhei sem entender, quando parou próximo a mim ainda respirando com dificuldade, devido à pequena corrida.
— Nossa... Você é rápido. — respirou mais uma vez, ajeitando a respiração descompensada, e se ajeitou à minha frente, sorrindo e erguendo a sacola.
— Toma.
— O que é isso? — perguntei já pegando a sacola de suas mãos.
— Uma torta nova da cafeteria. Torta de chocolate com recheio e cobertura de calda de melancia. É algo novo, mas muito bom. Você vai gostar.
— Minha nossa! — Abri a sacola sentindo o cheirinho da torta. — Eu estava com um desejo monstro de comer melancia com chocolate hoje!
— Sério? — ele sorri meio sem graça, coçando a nuca. — Então acho que adivinhei né?
— Muito. — sorri para ele, me sentindo um trouxa por ficar tão feliz com uma torta. — Muito obrigado
— Não é nada... — ele me olhou por breves segundos, enquanto eu sorria feito um condenado, de tão contente que estava por ganhar à torta. — seu sorriso é bem bonito, sabia?
Senti minhas orelhas queimarem e possivelmente estavam vermelhas.
Ótimo, um garoto de vinte anos está me fazendo se sentir como um adolescente envergonhado.
— Você fica lindo com vergonha também. — Ele diz agora sorrindo, mostrando seu sorriso dentuço de coelho.
Se eu não estivesse com tanta vergonha, também elogiaria o dele.
— Tenho que voltar agora, ou aquilo pega fogo. — falou referente à cafeteria. — Até mais, park.
Sorriu mais uma vez, acenando em despedida.
— Até mais, Jeon.
Continua...