20 semanas de gravidez
— Já está pronto?
Jin estava me esperando para enfim irmos fazer o ultrassom.
— Já sim. — sai do closet, vestido numa camisa de linho branca, e uma bermuda bege para gestante.
Enfim consegui sair para fazer compras, e agora tinha roupas que cabiam em mim.
— Kihyun vai nos encontrar lá?
— Não sei, ele disse algo sobre uma reunião, mas que tentaria ir.
— Mas ele não ia ficar afastado?
Assenti, buscando minha bolsa, junto a meus óculos escuros.
— E está, acho que apenas está organizando alguma coisa, não sei ao certo.
Ele assentiu, e assim saímos.
Jin fez questão de me levar em seu carro, mesmo eu insistindo para não o atrapalhar e irmos de Uber.
— Como foi o jantar com Jungkook? — perguntou já dentro do automóvel, saindo da garagem.
— Foi ótimo Jinie, Jungkook e eu jantamos em casa mesmo, porque estava sentindo algumas dores, mas ainda estou tentando entender como ele conseguiu comprar nosso jantar no palace...
— Ele conseguiu te levar um jantar do palace? — assenti. — Nossa isso é quase impossível... Que homem, viu? — sorriu, olhando o GPS qual o sentido que tomaria até a clínica.
— Nem fale... Ele me intriga demais.
— Como assim?
— Ele é jovem, e poderia estar aproveitando a vida com quem quisesse, mas ele parece realmente querer ficar comigo, e ele é intenso, romântico, bonito... Eu não entendo, mas sei lá, eu gosto.
— Hum... — ele me olhou sorrindo. — Eu sabia que iriam se entender, Namjoon disse que Jungkook é insistente quando quer algo.
— Eu só não entendo o porquê dele logo me querer. Estou grávido de outro cara, Jinie... Será que ele é algum tipo de pervertido?
Jin gargalhou, ainda olhando a estrada.
— Não seja t**o, Chimie, ele apenas gostou de você, o fato de você está grávido não muda o sentimento que ele possa sentir por você.
— Você não acha estranho? Tipo, e se ele quiser algo sério? Ele vai praticamente conviver com Jiwan...
— E isso é r**m? Chim, ele gosta muito de crianças. Namjoon disse que ele tem um irmão mais velho, que é cirurgião, e tem três filhos.
Jungkook é um super tio, e pode ser um super pai também.
— Mas Jiwan já tem pai, Jinie, e é o Kihyun... Por pior que ele tenha sido, é o pai.
— Ele pode ter dois ué. — deu de ombros. — Três porque você não pode ser anulado nisso. — ele riu. — Só não surta com isso, se você o quiser, só vai... Não se prive.
Assenti, e avistei a clínica logo à frente.
— É ali. — apontei para que Jinie a visse.
Ele assentiu, e logo estacionou.
Descemos do carro, e pude ver um carro importado de vidros escuros, estacionar logo em seguida.
— Oh, ele realmente veio! — Jin falou surpreso.
Kihyun desceu do carro, vestido em um dos seus ternos importados, que o fazia exalar poder e riqueza. Porém, sorriu do modo mais doce do mundo.
Era sempre assim. Havia um grande contraste em ser o homem rico que é, e ser o homem que sempre foi.
— Consegui chegar a tempo? — ele perguntou sorrindo.
— Sim, acabamos de chegar também. — o respondi sorrindo.
Ele fez um sinal com a mão para que eu entrasse com Jin, e veio logo atrás.
A clínica era simplesmente a melhor de Seul. Doutor Kim já me aguardava, então apenas dei meus dados à recepcionista, e ela me direcionou para a sala na qual seria realizado o exame.
— Doutor Kim já está vindo. — Ela falou educadamente, em seguida se retirou da sala.
— Ok, vamos apostar? — Jin falou em meio ao silêncio da sala.
— Apostar o quê? — o perguntei confuso, enquanto Hyun apenas o olhava.
— Qual será o sexo, oras. Eu acho que é menino.
— Eu acho que seja uma menina. — Hyun o respondeu sorrindo, com as bochechas saltadas, e os olhos pequenos.
— E você, chimie, o que acha que é?
— Eu pensei que poderia ser um menino, mas nos últimos dias acho que seja uma menina... então não sei.
— Mas independente do sexo, será um lindo bebê, já te disse. — Hyun falou, me tocando no braço, sorrindo.
Apenas sorri para ele, assentindo e vi o doutor Kim entrar na sala.
— Desculpem a demora. Oh, olha só o tamanho dessa barriguinha.
Ele sorriu para mim, totalmente simpático.
— Está bem maior... E os chutes mais fortes. — O respondi na mesma simpatia.
— E tendem a ficarem mais fortes. — Ele olhou para o lado e fitou os outros dois.
— É um prazer conhecê-lo, doutor Kim. Chamo-me Kihyun, sou o pai do bebé. — Educado, ele é sempre educado.
Doutor o apertou a mão, o cumprimentando.
— Esse é Seokjin, meu melhor amigo e dindo do bebê Jiwan. — disse o apresentando Jin, vendo o doutor o cumprimentar, igualmente a Kihyun.
— Então nosso bebê já tem um nome?
Assenti.
— Park Yoo Jiwan.
— É um lindo nome, senhor Park. Agora vamos ver como ele está aí dentro?
Assenti novamente, já deitando sobre a maca que havia ali.
— Pode levantar a blusa para mim, por favor? — doutor perguntou educadamente.
Ergui a blusa, olhando minha barriguinha, que já não estava tão pequena assim.
— Uau... — ouvi Hyun falar baixinho, e o olhei.
Ele tinha os olhos vidrados em minha barriga, observando-a como se fosse algo nunca visto.
Sorri, e vi o doutor Kim pedir licença e abaixar um pouco o elástico de minha bermuda, para assim, poder iniciar o exame.
O líquido gelado foi colocado sobre minha barriga, e a máquina de ultrassonografia já estava na mão do doutor.
— Vamos começar? — me olhou e eu assenti.
Ele murmurou um "ok" e pôs a máquina sobre o líquido, nós dando na tela, uma imagem de um bebê já não tão cabeçudo, e totalmente formado.
— Esse tipo de ultrassom, é focado mais em identificar doenças ou malformações no bebê, como a síndrome de down, e cardiopatia congênita. — Doutor começou a falar, analisando o bebê.
— Cardiopatia, é uma anormalidade do coração não é? — Kihyun perguntou, tirando os olhos da tela, e fitando o doutor, preocupado.
O Doutor Kim assentiu.
— E isso pode ser herdado? Digo, atualmente estou sofrendo com uma doença cardíaca, e isso é a última coisa que quero para meu filho.
— Para ser bem franco com o senhor, pode sim. De alguma maneira, a genética contribui com a cardiopatia, mas em uma porcentagem bem baixa. Porém, muitas crianças que nascem com a doença têm pais e irmãos saudáveis, sugerindo que as mutações genéticas ligadas ao problema não são herdadas, mas sim espontâneas. — Doutor Kim fez uma pausa e o olhou. — a genética é responsável, por cerca de 10% do surgimento da cardiopatia, mas esse tipo de coisa ainda é bem incerto, a ciência ainda não sabe ao certo como surge a doença ou como prevenir seu surgimento, mas fique tranquilo, o senhor park já fez um ultrassom anterior, e mostrava que o coração do bebê, estava totalmente saudável, não foi? — ele perguntou a hyun, mas eu que o respondi.
— Sim, a doutora que me atendeu, apenas me pediu repouso por conta do deslocamento de placenta que tive.
— Ótimo, irei novamente verificar o coração hoje, então fique tranquilo.
Kihyun assentiu, mas ainda parecia nervoso.
Segurei sua mão, e ela suava.
Ele me olhou, e calmamente ditei baixo "Está tudo bem" tentando acalmá-lo.
O Doutor Kim olhou detalhe por detalhe daquele bebê, que não parava um segundo quieto, mexendo as perninhas e bracinhos de um jeito rápido. Jin tinha os olhos grudados na tela, observando tudo.
— Os membros como pernas e braços, já estão formados, e não aparenta nenhuma deformação.
— E o coração doutor? Olhe o coração, por favor! — Hyun disse baixo, mas soando quase desesperado.
— Ei, calma... — Apertei sua mão de leve, e senti que ele tremia.
— Calma rapaz, já chegamos lá. — doutor sorriu, continuando seu exame. — O cérebro não mostra nenhuma deformidade também, e agora vamos ver o coraçãozinho desse pequeno.
Hyun se atentou a tela, e apertou minha mão de leve.
Ele, eu e Jin, junto ao doutor, tínhamos nossos olhos vidrados na tela.
— Veja. — O doutor chamou nossa atenção. — Um coração totalmente saudável, com a frequência cardíaca de 132 bpm, ótimo pulsação e circulação sanguínea.
— Isso quer dizer que está tudo bem?
— Ouça. — doutor apertou um botão e o som ecoado dos batimentos do bebê se fez presente. Alto, forte, e saudável.
Hyun soltou todo o ar que prendia, e uma lágrima desceu por seu rosto.
Me surpreendi, pois em três anos de relacionamento, nunca o tinha visto chorar.
— Obrigado... — ele sussurrou baixinho, agradecendo a algo ou alguém.
— Relaxem papais, seu menino está saudável.
Kihyun levantou o olhar, assim como Jin e eu. Olhamos rápido para o doutor e apenas o vimos sorrir.
— Como? — falei um pouco mais alto.
Doutor Kim sorriu, e apontou para a tela, nos mostrando a imagem de um bebezinho de pernas abertas, sem vergonha alguma.
— Parabéns, é um menino!
Seokjin me olhou sorrindo e correu até mim, me dando um beijo estalado na testa.
— Eu sabia, eu sabia!
Chorei em meio ao sorriso, sendo acompanhado por Kihyun, que chegou a soluçar.
A sala era uma bagunça de emoção e felicidade.
O doutor guardou a máquina, limpando minha barriga, e ajeitando minhas roupas.
Hyun me ajudou a sentar na maca, enquanto doutor Kim se afastava, anotando algo.
— O bebê está ótimo, em todos os sentidos. Saudável, com os membros fortes e desenvolvidos. Está com 21 centímetros e 203 gramas. Alguns órgãos ainda estão em desenvolvimento, então o repouso ainda é válido. Precisamos manter esse garotão aí dentro até no mínimo 36 semanas, que é uma idade segura para o nascimento.
Assenti, descendo da maca.
— Então está tudo certo com meu bebê?
— Melhor impossível! — o doutor sorriu. — alguma dúvida?
O olhei e mordi o canto do lábio. Eu tinha, não só uma, mas várias, mas com Kihyun ali, eu não podia perguntar, então deixaria para perguntar em nossa consulta.
— Nenhuma.
— Ótimo, o senhor já está liberado. — ele entregou o DVD com a gravação do ultrassom para mim. — Nos vemos na sua próxima consulta?
Assenti, e assim nos despedimos.
Já do lado de fora da clínica, éramos apenas sorrisos.
— Eu terei um filho?... Um menino? Chim! é um menino! — hyun exclamou alto, me fazendo sorrir.
— Sim... O nosso menino.
Ele me abraçou, e apenas sorri ainda mais, ouvindo Seokjin surtar logo atrás.
— Minha nossa, eu vou mimar tanto! Vou comprar tantos mimos... Mas e se ele quiser brincar de lutinha? Eu não sei brincar de lutinha...
— Essa eu brinco com ele. — Kihyun estufou o peito, todo orgulhoso.
— Preciso avisar ao namjoon!
Jin pegou o celular, para mandá-lo uma mensagem, e logo me lembrei de Jungkook.
Busquei meu celular e abri em seu contato.
A ligação foi breve, ele atendeu na segunda chamada.
— Jimin? Está tudo bem? Precisa de algo? — ele parecia preocupado.
— Está tudo ótimo! Adivinha?
— Adivinhar o que?... ah, sei lá, conta!
— Você acertou!
— Eu acertei...? Espera, EU ACERTEI? — ele falou alto do outro lado da linha. — Minha nossa, eu acertei mesmo, Jimin-ah? É um menino?
Sorri ouvindo seu grito.
— Sim, você acertou! Jiwan é um garotão...
— Minha nossa, Jimin-ah, eu estou tão feliz... Poxa, estou pulando feito um louco no meio da cozinha da cafeteria! Tem pessoas me olhando. — Ele falava rápido, em meio às risadas.
— Se acalma Jungkook-ah, vai assustar todo mundo. — falei sorrindo também.
— Vamos comemorar!
— Comemorar?
— É, Comemorar! Vou levar pizza e sorvete para comermos hoje, me aguarde!
— Está bem, irei te esperar... Tchau Jungkook-ah.
— Tchau jimin-ah!
Encerrei a ligação ainda sorrindo, e só então vi os dois seres à frente me olhando.
— Ele também chutou que era menino? — Jin perguntou.
— Sim, ele estava bem confiante. — sorri para ele.
— Quem é... Jungkook-ah...? — hyun pareceu meio incerto de perguntar.
— É apenas um amigo. — falei um pouco envergonhado e olhei para Jin — Agora vamos? Preciso ligar para a mamãe e contar a novidade!
Jin assentiu, e só então Kihyun se tocou que já estava na hora de se despedir.
— Eu... Hm, eu posso ir te ver? Digo, para conversarmos sobre o bebê... Comprar o que falta, esse tipo de coisa...
— Pode, mas me avisa antes, ok?
Ele assentiu e se despediu, indo a seu carro.
Caminhei com Jin até seu carro, e entrei.
— Kihyun ficou desconfortável, você percebeu?
Ajeitei o cinto de segurança e fitei Jin.
— Ele não tem esse direito, então eu queria muito não ligar, mas não sou m*l, eu percebi sim.
— E não parece. Apenas curta sua vida... Mas agora o que irá fazer? Irá para casa, ou quer sair?
— Para casa, Jungkook está indo para lá com pizza e sorvete.
Jin sorriu novamente para mim, daquele jeito que diz todos os seus pensamentos.
— Não me olha assim, agora vai, eu quero esticar minhas pernas no meu centro da sala.
Ele sorriu e assim, deu partida no carro, indo em direção ao meu apartamento.
Assim que chegamos, Jin não passou muito tempo comigo e teve que ir, assim me deixando sozinho.
Tomei um banho, e vesti minhas roupas confortáveis, ou seja, meu conjunto de moletom.
O interfone tocou, e cheio de preguiça fui até ele, o atender.
— Senhor, um rapaz chamado Jungkook está aqui, posso liberar a entrada?
— Pode sim, obrigado.
Desliguei o interfone, e corri para o quarto, ajeitando meu cabelo, e olhando se minhas roupas estavam realmente boas.
Ouvi a campainha ser tocada, e corri para abrir a porta.
— Olá papai do ano. — Jungkook sorriu e o dei espaço para entrar.
Ele entrou com a caixa de pizza nas mãos, junto uma sacola com dois potes de sorvete.
— Eu não acredito que você realmente trouxe pizza e sorvete.
Ele colocou a caixa e a sacola sobre a bancada da cozinha, e veio até mim sorrindo.
— Mas é claro, tenho que comemorar, ora. Tem um garotão aí dentro, não é? — ele sorriu e me abraçou, apertando minha barriguinha redonda entre nós, e me beijou.
Me beijou de um jeito gostoso, me acariciando no rosto.
Quando se afastou, pairando com seu rosto próximo ao meu, sorri bobo, encantado com o homem belo que ele é.
Ainda me abraçando, ele voltou a me beijar, mas Jiwan pareceu não gostar muito, pois começou a dar chutinhos.
Jungkook se afastou sorrindo, e olhou para minha barriga, pondo a mão de leve, o sentindo.
— Acho que ele não gostou muito do abraço. — me encarou sorrindo, ainda alisando a barriga, sentindo os chutinhos.
— Ele está pedindo pizza — sorri.
— Vamos comer logo. — o dei um selinho e me afastei, segurando sua mão e o puxando até o banco que ficava na bancada da cozinha.
Jungkook sorriu todo bobo, mostrando os dentinhos de coelho, e se sentou ao meu lado.
Comemos a pizza metade quatro queijos, e metade frango com bacon, e depois fomos até o sofá, cada um com seu pote de sorvete.
Sentei e Jungkook sentou ao meu lado.
— Você comprou sorvete de flocos!? — exclamei sentindo o sabor gostoso do sorvete que se desmanchava em minha boca.
— Queria dizer que adivinhei, mas foi o Jin que me deu a dica. — Sorri com a boca cheia de sorvete de morango.
— Jin te ajudou?
— Ele parece torcer por nós.
— Nós? — sorri o olhando.
— Claro, eu e você.
Neguei continuando a tomar meu sorvete, o olhando sorrir para mim.
Depois do sorvete, Jungkook perguntou se poderíamos assistir a um filme, e aproveitou para perguntar mais sobre o bebê.
— Eles te deram um DVD? — assenti.
— Posso ver?
Assenti e me levantei, buscando meu notebook já com o DVD.
— O vídeo está aí, é só dar play.
Ele ajeitou o computador no colo, e deu play, me sentei ao seu lado também olhando o vídeo.
Jungkook parecia encantado, olhando com atenção, todos os detalhes.
Quando chegou a parte que mostrava o sexo do bebê, ele não se aguentou e caiu na gargalhada, vendo o bebê todo sem vergonha na tela.
— Ele é lindo Jimin-ah. — disse me entregando o notebook.
— É sim, é perfeito. — Fechei o aparelho, e coloquei sobre a mesa de centro.
Jungkook sentou de frente a mim, e apoiou o cotovelo no sofá, escorando o rosto sobre a mão, e me olhou.
Sentei-me da mesma forma, e apoiei a cabeça no sofá, também o olhando.
— Sabe... Eu pensei muito em você esses dias.
— Pensou é? — o perguntei.
— Muito... E só tive uma certeza no fim disso tudo.
— E qual foi?
Ele chegou mais perto, e apoiou meu joelho em cima de suas coxas, parando o rosto perto do meu.
— Que eu te quero...
— Você me quer? — sorri. — Eu já te disse Jungkook, você é louco.
Ele sorriu, e acariciou meu rosto.
— Estou falando sério, Jimin-ah... Desde o dia em que te vi, eu só penso em você, e mesmo sendo tudo em pouco tempo, eu tenho essa certeza.
Meu riso se desfez e encarei-o sério, sem acreditar em suas palavras.
— Jungkook...
— É sério Jimin, eu te quero, e preciso saber se você também me quer... Sei que isso pode estar sendo rápido demais, mas você mexeu muito comigo.
— Você é louco? Eu estou grávido! Como você pode querer algo assim com alguém nesse estado?
— Louco está você, que acha que isso impede alguma coisa... Eu estou sendo verdadeiro com você.
— Está?
— Estou!
— Mas Jungkook, isso tudo é recente, pode nem dar certo.
— Mas pode dá! Podemos ao menos tentar...
— Tentar?
Ele assentiu, e o encarei.
— É, tentar.
Jungkook ainda estava com o rosto apoiado sobre a mão, me olhando à espera de algo.
Seu peito subia e descia, e ele respirava alto.
O olhei bem nos olhos, antes de respondê-lo.
— Tudo bem...
— Tudo bem? — ele ergueu o corpo.
— Tudo... Podemos tentar.
— Podemos tentar?
— É, Podemos tentar. — sorri vendo seus olhinhos abertos me fitar.
— Mesmo?
— Mesmo, Jungkook-ah.
— Meu deus... — Ele se aproximou e me beijou, tomando cuidado com minha barriga. — Mesmo, mesmo?
— Mesmo, mesmo! Mas entenda... Estou grávido... Isso está tudo bem mesmo?
— Está mais do que bem! Eu vou cuidar muito de vocês dois! — ele me beijou, mais, mais e mais.
Sorri, o beijando, ouvindo os estalinhos que ele fazia em minha boca.
— Estou tão feliz que poderia gritar, aqui e agora. — ele disse.
Neguei e o acariciei no rosto, dando um último selinho, antes de dizer:
— Você é um louco Jeon Jungkook.
Continua...