Pensamentos [Parte um]

3775 Palavras
— Jungkook-ah, pega um copo com água para mim, por favor? Praticamente gritei do andar de cima e o olhei rindo. Jungkook assentiu e se ergueu do sofá, deixando o computador de lado para ir até à cozinha. Jiwan observava tudo do meu colo, atento a todos os meus movimentos, e sorria todas as vezes que meus cabelos balançavam, com movimentos aleatórios. — Você fica lindo com esse sorrisinho banguela, sabia? — o olhei e um novo sorriso banguela apareceu. Seus olhos sempre focavam em meus cabelos balançando e talvez fosse aquilo que lhe divertisse. — Você gosta dos meus cabelos? Balancei fazendo meus cabelos irem para todos os lados, e quando parei e o encarei outra vez, Jiwan estava me olhando atento e só depois riu novamente. — Vocês ficam lindos juntos. — Jungkook subiu as escadas, trazendo o copo com água que lhe pedi. — Quer que eu o segure? — Por favor. — sorri e entreguei o bebê, respirando aliviado enquanto descansava meus braços que já formigavam de exaustão. — Ele engordou um quilo e eu já estou morrendo. Imagina quando estiver maior. — Eu sou muito fortão. — Jungkook olhou o bebê de frente, o apoiando sobre sua barriga. — não é papai? Jungkook falou todo bobo com o bebê, e rindo quando recebeu um sorriso particular dele. — Jungkook-ah, podemos conversar? — O chamei a atenção, vendo-o assentir de imediato e me seguindo até o quarto de Jiwan, — Senta aqui, amor. Apontei para o apoiador de pés, ao lado da cadeira de amamentação, e ele logo sentou. Seus olhos me fitavam com concentração. — Aconteceu alguma coisa? — Ele me perguntou, enquanto balançava o bebê. — Não, mas é que precisamos conversar sobre algumas coisas. — Jungkook assentiu, deitando o bebê sobre seus braços, mas ainda me olhando. — Precisamos conversar sobre tudo isso. — Tentei iniciar a conversa, apontando o dedo para o redor, mas ele apenas franziu o cenho, o que me fez rir baixo. — Sobre o quartinho? — Não, Kookie. — neguei rindo mais. — falo da casa, de nós... como uma família, sabe? — Ah, ok! — ele se atentou ainda mais a mim, enquanto as pernas balançavam, balançando junto o bebê. — Então... Eu queria dizer que estou feliz. Muito feliz. — Eu também estou, Jiminie. Me sinto radiante. — ele sorriu aberto, mostrando seus dentinhos. — Fico feliz, amor. — falei suspirando. — mas ainda precisamos conversar sobre Jiwan. — Sobre o que exatamente? — A questão de você também ser pai dele... Você sabe, tem Kihyun também. Jungkook abriu os olhos e, por breves segundos, fitou o bebê. Em seguida olhou ao redor e respirou fundo, assentindo. — Ele se sentiu incomodado com isso? Me desculpe. Eu sei que fico com papai para lá, papai para cá... Mas eu não faço por querer, deveria perguntar se incomodava, mas juro que não foi por querer. Eu sei que Jiwan tem você e o Hyung, e eu respeito muito isso... — Ei, calma. — sorri tocando-lhe sobre o ombro. — Não é nada disso, Kook. — É que eu não controlo nada disso, sabe? Eu fico tanto tempo perto de vocês que às vezes esqueço disso... Mas se quiser, eu paro. Vai ser bem difícil, mas eu juro que paro. — O quê? Não! — Falei abrindo meus olhos e negando. — Jungkook presta atenção. Eu não quero que pare com isso. — Não? — Claro que não. Você é pai desse bebê também, amor. O que eu quero conversar é sobre isso tudo, eu já falei com Hyun. Na verdade, esse assunto veio antes mesmo de Jiwan nascer e de virmos para cá. Eu fui claro com Hyun quanto a minha vontade de criar uma família com você e como eu queria que você fosse pai do bebê também. É claro que o Hyun pareceu contrário a ideia no início, ele não te conhecia e parecia bem. Hoje vocês são amigos e ele aprova tanto isso quanto eu. — Você falou mesmo com o hyung? — Seus olhos conseguiam ficar ainda maiores. Assentiu, então Jungkook olhou para o bebê e sorriu — Eu não sei o que dizer... — Eu expliquei o que sentia por você, Kookie. Eu ainda não sabia sequer dizer se era amor, mas eu sentia que era forte e que queria tentar a continuar até descobrir. Hyun foi bastante paciente quanto a tudo, ele apenas parecia se importar com Jiwan. Talvez ele já estivesse ciente de que o amor que sentia por ele, se transformou somente em amizade, o que talvez sempre tenha sido. Mas hoje o meu coração só pertence a você... E eu sei que fomos rápido em alguns aspectos, mas foi intenso, e é diferente de como era com ele, você me entende? Por isso talvez tenha demorado, mas hoje entendemos que somos todos pais desse bebê. — Então... você falou tudo isso antes mesmo de estarmos aqui? Antes de falar que me amava ou decidir construir uma família? — Eu só demorei a falar com palavras o que já sentia há muito tempo. Fui eu quem te beijei primeiro, lembra? A vontade que eu já sentia naquele tempo, já era de te ter por todos os segundos que pudesse. — eu ri baixo, vendo o sorrisinho que Jungkook me presenteava. — Mas eu quero que Jiwan cresça com todos nós juntos. Todos os três. Poderá ser um pouco confuso para ele no começo, mas você querendo ou não, também é o pai desse bebê, então com calma, explicaremos ao bebê. Jungkook ainda parecia surpreso. Sorria grande e enchia meu coração. — Eu sou mesmo pai dele, Hyung? Tem certeza? — Você não tem? — sorri. — Eu tenho. — ele assentiu rápido — é tão natural para mim. — Eu sei amor. — toquei seu rosto, num carinho fraco. — eu também sinto que é. Você esteve comigo desde o início. Estava comigo quando Jiwan nasceu e aquilo foi incrível... — Jimin-ah... — ele se ergueu e se abaixou com cuidado ao meu lado. — Eu amo muito vocês. — E disse simples, beijando meus lábios e suspirando em deleite. Jiwan soluçou entre nós e aquilo nos fez rir, afastando-nos e olhando-o de pertinho, também sendo observados. — Vocês são minha família. São parte de mim... Eu juro que nunca vou decepcioná-los. Eu prometo ser um ótimo pai. — Eu amo muito você jungkook-ah e não tenho dúvidas quanto a isso. Você é um ótimo pai. Sorri, inevitavelmente fechando meus olhos, vendo apenas o escuro e ouvindo um suspiro dele. O abracei outra vez, de modo que o bebê ficasse folgado entre nós, e o beijei na testa. Em seguida, bebi minha água porque minha garganta se mantinha seca. — Mamãe não está em casa? Tudo está tão quieto. — Está, mas está dormindo. Ela também parece um tanto cansada, tem nos ajudado bastante. Por isso pedi para ela ir descansar e assumir a responsabilidade de fazer o almoço. — O que você fez para ela ceder com facilidade? — o olhei sorrindo. — principalmente te entregando a responsabilidade do almoço. — Não fiz nada ué — ele sorriu. — Mas o almoço já está pronto. Teremos comida italiana hoje. — Você comprou pronto, não é? Jungkook apenas riu e se ergueu. — Eu tentei fazer o macarrão, mas acabou queimando e eu joguei até mesmo a panela no lixo, isso me deixou irritado. Neguei e também me ergui, saindo do quarto junto a ele. — Você é um doido. [...] — Jungkook é muito bonito. — Mamãe falou, e logo olhei para Jungkook, no canto da sala que resolvia algo sobre seu trabalho no computador. Ele ergueu o rosto e riu ao também ouvir o dito da mamãe — Você se parece mais com quem da sua família? — Dizem que sou uma mistura dos meus pais. — ele sorriu para ela, todo convencido. — mas para mim não importa, os dois são lindos, mas eu acho que me pareço com minha mãe. — Ela deve ser linda mesmo. — sorri para ele e pisquei um dos olhos, flertando. — Olha só o pitéu que é o filho. Mamãe gargalhou ao lado, logo cobrindo a boca com a mão olhando para o bebê dormir no carrinho logo ao lado. — Eu tenho um álbum de fotografias que minha mãe me deu. — Jungkook disse fechando o notebook e vindo até nós. — Vou buscar para que veja. — Como aqueles de avó? — o perguntei. Jungkook assentiu e subiu as escadas praticamente correndo indo até nosso quarto. Jiwan ao lado, se remexeu esticando as perninhas, quase acordando. — Vou deixá-lo no quarto. — Avisei e levantei, caminhando devagar até o elevador e indo para o andar de cima. No corredor enquanto ia para o quarto do bebê, encontrei com Jungkook e especialmente com o álbum gigante de fotografias em suas mãos. — Vai ficar aqui em cima? — ele perguntou. — Vou pôr ele no quarto e vou matar um pouquinho a saudade do ateliê. — sorri. — Você não vê a hora de voltar a trabalhar, não é? — Estou contando os dias, jungkook-ah. Ele sorriu todo fofo e me deu um selinho, me entregando o álbum. — Então veja-o, depois a noona vê também. Vou voltar lá para baixo e terminar o fechamento da última nota deste mês para todas as cafeterias, e venho para ficar com você, está bem? — Tudo bem. Ele assentiu e desceu. Adentrei o quarto de Jiwan, e o coloquei sobre o berço e liguei a babá-eletrônica. Em seguida subi para o ateliê, com o álbum nas mãos e sorri grande, quando avistei algumas de minhas telas e tintas ainda organizadas. Não havia sequer uma fora do lugar, mas me incomodava ver o lugar ainda tão sem cor. Geralmente meu ateliê é sempre repleto de tintas pelo chão e paredes. E por mais cuidadoso que eu seja, às vezes extrapolo e as tintas voam, o que não dá para controlar. Fucei cada uma das tintas e até mesmo senti o cheiro de algumas, apenas para sentir meu coração aquecer. Ainda me atrevi a pintar algo rápido, apenas por brincadeira em uma tela pequena, e quando a deixei secando, sentei enfim no estofado que tinha na varando para fuçar o álbum. Olhando cada foto ali, sorri bobo para cada jungkook bebê que aparecia. Algumas fotos eram de sua mãe ainda grávida e ela sempre sorria, demonstrando sua semelhança com o filho. Também havia fotos do pai de Jungkook, mas ele parecia um tanto mais sério. A foto mais fofa que encontrei foi de Jungkook com seu irmão mais velho e seu pai. O garotinho jeon sorria dentuço e não consegui me controlar ao pensar que no futuro, poderia ter sorrisos como aqueles pela casa nos chamando de papais. Busquei meu celular e entrei no aplicativo de mensagem. Me: Você era fofo quando era bebê. Foram alguns minutos até que viesse a resposta. Enquanto eu olhava mais e mais fotos de Jeon sempre ao lado do irmão mais velho. Meu cenho franziu quando percebi que Jungkook nunca havia me contado sequer uma história sua e de seu irmão. Busquei outra vez o celular e voltei a digitar. Me: Porque você nunca me contou nada sobre seu irmão? Novamente passaram minutos e a resposta não veio. Deixei o celular de lado e voltei a atenção ao álbum. Jungkook talvez ainda tivesse terminado seu trabalho, e como eu não gostava de incômoda-lo, principalmente porque ele sempre ficava concentrado demais fazendo todos os cálculos, mas o chamei mais. Mas bastou apenas mais dez minutos e ele me respondeu, então fui ligeiro ao ler o que havia digitado. Jeon: Desculpa, estava finalizando a nota. Está vendo o álbum? Me: Sim, estou. Mas percebi que quase não falamos nada do seu irmão. Tem algum motivo específico ou só não é tão interessante assim? Jeon: Não exatamente. O hyung é mais velho que eu, mas quase não temos histórias. Me: Ah, entendi. Jeon: Mas eu não te contei muito sobre ele, porque queria que se conhecessem pessoalmente. Sabe, sem muitas expectativas além. Me: Como assim? Jeon: É que o Hyung é difícil às vezes. Me: Você falou de mim e ele não gostou? Jeon: Eu só queria que ele gostasse de você te conhecendo bem, mas ele é legal. Me: Isso não responde a minha pergunta, mas tudo bem. Jeon: Você está chateado por isso? Me: Diria que somente um pouco sem jeito. Pensar que talvez o seu irmão não goste de mim e não me aceite em sua família é um pouco assustador... Jeon: Não pense assim, tudo bem? O Hyung realmente vai adorar você, não tem um ser humano que não te adore, amor. Me: Está bem. Bloqueei a tela do celular e voltei a olhar as fotos. Minha mente realmente começou a criar paranoias de que talvez eu já fosse odiado por Junghyun sem sequer conhecê-lo, mas eu tentei não pensar muito e em seguida senti meu celular vibrar e Jungkook me mandar mais uma mensagem. Jeon: Quer algo para beber? Estou fazendo suco de abacaxi. Me: Estou bem, obrigado. Jeon: Eu te conheço bem para identificar que você não está bem apenas por mensagem. Não pensa bobagem, está bem? Me: Não é bobagem, é só que... sei lá, não quero ser odiado por alguém da sua família. Jeon: Você não será, o Hyung até mesmo pergunta sobre como você estava em sua recuperação com Jiwan. Eu vou te levar até Busan e você verá, só preciso terminar sua surpresa antes. Me: Que surpresa, jungkook? Jeon: Não posso contar, deixará de ser surpresa. Mas eu só peço que, por favor, não pense em nada que seja negativo. Me: Tudo bem... Jeon: Quer ver uma foto da minha sobrinha? Sempre alegra o dia de qualquer um. Me: Eu nunca vi seus sobrinhos. Quantos anos ela tem? Jeon: Ela tem quatro anos. Vou te enviar, espera só um pouco Jungkook me mandou a foto e de fato, me fez bem. A bochecha da pequena garotinha era saltada, seus olhos se assemelhavam aos de Jungkook, o que talvez fosse uma característica da família. Ele também me enviou uma foto do garotinho, que era gêmeo com ela. Ambos juntos pareciam ainda mais fofos e me perguntava como também reagiriam quando me conhecesse. Crianças são mais fáceis, certo? Respirei fundo, mas tive que voltar ao quarto de Jiwan quando o ouvi chorar baixinho. — O que foi meu amor? — O peguei no colo, e no mesmo instante os resmungos pararam. — Você está ficando manhoso, não é? — Olhei meu pequeno e toquei sobre sua bochecha gordinha, sentindo meu coração derreter quando ele sorriu para mim. — Você é o meu amor, sabia? O amor do papai. Caminhei com o bebê até meu quarto e com um pouco de dificuldade e apenas com uma mão livre, forrei uma manta sobre a cama e o deitei ali, deitando ao lado apenas o observando. O cansaço que eu sentia era além do físico. Não saberia decifrar com exatidão, mas sempre vinha e sumia. Talvez fosse somente meu corpo ainda não adaptado completamente com as poucas horas de sono e com a falta do meu trabalho, o que me deixava um tanto ansioso. Busquei meu celular e entrei na conversa com Kihyun que implorava por uma foto do pequeno. Tirei e enviei a foto, para em seguida bloquear o aparelho, e o deixar sobre o móvel de cabeceira. Jiwan ao meu lado, me olhava atento. Seus olhos pretos e grandes, observando cada movimento que eu fazia. Segurei sua mãozinha pequena e comecei a cantar um pouco para ele. Foram cerca de cinco minutos e o pequeno já dormia de novo. Suspirei, e apoiei a cabeça sobre meu próprio braço, observando o bebê dormir profundamente e desejando dormir também, mas duas batidas na porta do quarto foram dadas e me fizeram se atentar ali. — Ele dormiu? — Jungkook perguntou, se aproximando devagar. — Vocês não estavam no ateliê e nem no quartinho, presumi que estavam aqui. Sorri para ele e olhei para o bebê. Ainda estava completamente cansado e ter Jungkook deitado a minha frente, encarando-nos com aqueles olhos tão idênticos aos que vi no álbum de fotografia me fez outra vez voltar aos pensamentos sobre seu irmão, e aquilo - sem querer - me fazia sentir não bem-vindo e até mesmo invasivo, a constar que não era nada do que o irmão imaginou para o outro ter como família. — Está chateado comigo? — ele perguntou em um sussurro e tocou os cabelos de Jiwan. — Neguei em silêncio, e o ouvi suspirar. — Pode falar o que te incomoda? — Não é nada, Kookie. Só estou cansado. — falei olhando para Jiwan e me ergui devagar. — Eu vou levá-lo de volta para o berço. — Eu levo. — ele se ofereceu. Jungkook segurou o bebê com cuidado e encaixou-o em seus dedos. — Quando eu voltar, podemos conversar mais um pouco? Respirei fundo e assenti. Jungkook saiu, e fui até a varanda do quarto, debruçando-me sobre o para-peito e sentindo o vento me bater, junto a tranquilidade que aquele lugar me trazia paz. Ouvi a porta do quarto ser aberta novamente, e passos serem dados até a imagem de jungkook parar sobre a porta, segurando a babá eletrônica nas mãos e me olhando cuidadoso. Não consegui conter o sorriso, porque a cena era um tanto adorável. — Objeto indispensável. — ele sorriu balançando a babá e a colocou ao lado, vindo até a mim e me abraçando por trás. Suspirei outra vez, me aconchegando sobre seu peito. — Podemos conversar? Assenti e sentir Jungkook se afastar, apenas para me virar e me abraçar de frente. Seu cheiro era singelo, mas era bom. Também me trazia paz, então fechei meus olhos enquanto rodava as mãos em sua cintura. — Estive falando com minha mãe para irmos mês que vem à busan. — sua voz soou, e não precisei abrir os olhos ou encará-lo para que continuasse. — e eu tive a brilhante ideia de não te contar nada porque estava pensando em fazer algo especial em nossa casa lá. Mas me desculpe, eu deveria ter contado. — Não é isso que me incomoda, Kookie. Eu só estou me sentindo estranho, realmente não quero pensar que o seu irmão me odeia. Eu já me sinto perdido aqui dentro da sua casa às vezes, porque ainda estou aprendendo sobre você. Mas eu realmente quero ficar com você, mas se a sua família é contra isso, eu- — Amor... — Jungkook me interrompeu e me olhou nos olhos quando o encarei. — Não é minha casa, é nossa. E nenhum deles te odeia, mamãe te adora, e meu pai e sobrinhos estão ansiosos para te conhecer. — Mas e o seu irmão? Ele não gosta de mim ou da ideia de que estamos juntos? Eu sabia que tinha os olhos brilhantes por lágrimas porque eu era inteiramente sensível e os hormônios me bagunçavam mais. Eu sentia vontade de chorar porque não conseguia imaginar existirem pessoas contra eu e Jungkookie. — Quando eu contei à minha mãe que estávamos juntos, lembra que ela pensou que Jiwan fosse nosso bebê, que carregava o meu DNA? — Sim, eu lembro. — Então, eu expliquei como havíamos nos conhecido e nada mudou para a mamãe, mas meu irmão meio que... ele não nos apoiava no início. — Não? — eu funguei vergonhosamente. Vendo os olhos dele emanarem pena sobre os meus. — Ele acreditava que nós não poderíamos ficar juntos porque você estava grávido de outro e que eu seria deixado de lado logo que o bebê nascesse. — Então, seu irmão não nos apoia? — Eu conversei com ele, conversei longamente e mostrei o quanto te amava e como você me fazia feliz... O hyung é bom, ele demorou, mas ele entendeu que primeiro de tudo, não deveria ser contra o que eu queria para mim e que eu realmente me sentia bem. Ele se desculpou comigo um tempo depois, e disse que via o amor transbordar em todas as fotos que nós sempre enviávamos para toda a família... E depois que Jiwan nasceu, ele se surpreendeu quando aceitou morar aqui comigo. Ele viu o quanto foi errado em te julgar, ele realmente sente arrependimento e quer te conhecer melhor. — Ele não pode sair julgando as pessoas assim... — eu fiz bico. — Mas eu o entendo... — Me desculpe por tudo isso, se te fez ficar m*l, eu me sinto na obrigação de consertar. Não consigo te ver com olhos tristes e cheios de lágrimas por minha culpa. Eu tento ao máximo não te causar tristeza. — Não foi culpa sua, mas eu também não me controlei, qualquer coisa está me deixando assim... Estou cansado. — Tente descansar por agora, vou buscar um pouco de suco e virei deitar com você, tudo bem? Concordei ainda preso a ele, e suspirei ao sentir os dedos grandes acariciarem meus cabelos. — Você gosta daqui? Assenti, e olhei ao redor, observando as árvores e o sol já se despedir entre elas. — Me sinto em paz aqui... às vezes, me sinto inspirado... — Você sente vontade de pintar? — Muita... tenho muito trabalho acumulado e talvez seja isso que esteja enchendo minha cabeça e me cansando ainda mais. — Só mais alguns dias e você já vai poder retornar a fazer o que ama, amor. — E você, terminou o que estava fazendo? Ele assentiu, balançando a cabeça e deixou um beijo sobre meus cabelos. — Jinie me ligou mais cedo, disse que chegou hoje. Então amanhã de manhã vem aqui. — Que bom. Então quem faz o almoço para nós amanhã, sou eu. — Você sabe cozinhar, jungkook? No nosso jantar, você pôs sal no suco... — Está falando com o maior chefe gastronômico da Coreia. — ele riu e me apertou mais nos braços. — Farei o melhor almoço de todos, você verá, será especial. — Tudo bem, então. — concordei rindo. Jungkook beijou meus lábios com calma, fazendo tudo ao redor parecer amador constando a calma que apenas aquilo me trazia. Ele segurou minha mão e me levou até a cama, me fazendo deitar ali e prometeu buscar um copo com suco e logo depois, deitar um pouco comigo.
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