Calmaria

3882 Palavras
Calmaria, era isso que deveria se ter em um momento como esse... Mas se tratando de Yoo Kihyun, é impossível. — Onde está o doutor Nakamoto? Eu o quero aqui. O quero agora! — hyun exigiu. — Hyung, se acalma. O doutor conseguiu passagem para hoje, mas só chegará daqui a algumas horas. — Jungkook tentou o acalmar — Não! Eu o quero aqui, liga para ele, manda um avião particular, um helicoptero, qualquer coisa. Qualquer coisa! só o traga para cá agora! — exigiu novamente, caminhando de um lado a outro. — Hyun fica quieto! — bati o pé no chão chamando sua atenção. — O doutor vai chegar a tempo! Mas por agora você vai com o Doutor Wang, entendeu? Ele é tão bom quanto o doutor Nakamoto. — olhei para o médico cardiologista que estava na sala. — Eu preciso levá-lo para o pré-operatório, o coração chegará em breve de daegu para o transplante, está vindo de helicóptero por ser um orgão fragil e ter um tempo exato para ser transplantado. Mas o senhor precisa estar pronto para recebê-lo. — Pronto? Eu estou pronto! — Hyun cala a boca! — Jin, que até então estava quieto no canto, falou alto. — O doutor Wang é tão competente quanto o doutor Nakamoto, você não entendeu isso? c****e, vai logo! — Escuta o Jin. Vá com o doutor Wang, se o doutor Nakamoto chegar a tempo, ele vai te operar. — Mas ele pode? Se o doutor Nakamoto chegar a tempo, ele pode fazer o meu transplante? —  Hyun olhou para o médico. — Desculpa perguntar isso dessa maneira, Doutor Wang, eu não duvido da sua capacidade, nem quero desmerecer seu trabalho, mas Yuta está comigo há quase dois anos em tratamento, é o meu médico de confiança. — Eu entendo o senhor, Senhor Yoo. Yuta é um grande amigo meu e é um cirurgião renomado, você pode deixar um termo assinado dando a permissão para o hospital liberar que ele te opere caso chegue a tempo de fazer a cirurgia. — Ok, então me dê esse termo para assinar, por favor. — Hyun disse ao doutor Wang. Suas mãos tremiam. — E Jungkook, por favor, continue ligando para o doutor Nakamoto, precisa avisar a ele sobre o termo, tudo bem? — Pode deixar hyung, agora vá... Você precisa estar pronto para a cirurgia. Hyun assentiu rápido, mas antes de sair da sala junto ao doutor, veio até mim. — Eu vou voltar, ok? — É claro que vai. — sorri e toquei seu rosto. — Estaremos te esperando bem aqui. Hyun assentiu mais uma vez e me abraçou, se aconchegando nos meus braços e apertando a minha barriga. — Estaremos aqui. — sussurrei, afagando suas costas. — Estou com medo... — sussurrou de volta. — Ei! — Me afastei um pouco, e o encarei. — Fique calmo, ok? — ele respirou fundo e assentiu. — Não tenha medo, vai ficar tudo bem. Estaremos aqui, todos nós. Hyun olhou para os lados, vendo jungkook e jin logo atrás, sorrindo. — Vai dar tudo certo, hyung. — Jungkook sorriu, e meu coração derreteu. Ver jungkook apoiando kihyun é uma das coisas mais lindas que já vi, e quebra totalmente o jeito em como eu o via como um adolescente ou um jovem sem responsabilidades. Mesmo novo, ele é muito competente, e é um cara totalmente apaixonante, cheio de respeito e responsabilidades. O jeito que ele e Kihyun, se respeitam, e que estão se dando bem, é algo raro de ver, e só comprova que estou fazendo o certo, o tendo comigo, como meu namorado. — Quantos dias irão durar o pós-operatório, doutor Wang? — Hyun o perguntou. — Em média sete dias, o transplante de coração é uma cirurgia delicada, então precisamos ter todo o cuidado depois dela, e acompanhar toda a recuperação também. — Certo! Chim me prometa que vai descansar e que não vai deixar esse bebê nascer até eu voltar, eu preciso estar com você nesse momento. — Eu prometo hyun. — sorri e segurei sua mão. — eu, Jiwan e todos, estaremos aqui! Agora vai, por favor, vai com o doutor Wang. — Ok eu irei. — se afastou. — Vai dar tudo certo. — Jin o abraçou e foi abraçado de volta. Jungkook se aproximou meio acanhado e deu dois tapinhas nas costas de Hyun. — Fique bem hyung. Hyun o olhou meio acanhado também, mas abriu os braços, indo até Jungkook e o abraçou. — Obrigado, amigo. Jungkook o apertou, e deu mais dois tapinhas nas costas dele, se afastando em seguida. — Ok, estou indo ok? — Hyun disse se afastando. — Tudo bem, não é? — todos assentiram juntos. — Ok... Estou indo... Tipo, agora ok? — Hyun vai logo! — Jin disse sem paciência, fazendo eu e Jungkook sorrir. — Ok, ok... Até daqui a pouco. — Até daqui a pouco. — falamos em uníssono, o fazendo abrir um lindo sorriso. [...] — Você conseguiu falar com o doutor Nakamoto? — perguntei a Jungkook. — Não... Sempre dá sem sinal, talvez já esteja no avião. Assenti e bati novamente o pé no chão, em um ritmo rápido, totalmente nervoso. — Senhor Park? — Doutor Wang apareceu no quarto. — A equipe médica de Daegu, acabou de pousar no nosso heliporto. Eles trouxeram o coração. — Isso é ótimo, não é? — Sim, é. — ele fez uma pausa, e se aproximou de mim. — Senhor Yoo ainda aguarda o doutor Nakamoto, mas não podemos esperar mais, o órgão pode danificar e colocar tudo a perder, então o levarei para a sala de cirurgia agora mesmo. — Ok doutor Wang, eu confio na sua capacidade. — sorri e ele assentiu. — O senhor pode me deixar avisado sobre tudo? — Claro senhor Park. Com licença. Doutor Wang se despediu e se foi. Sentei novamente na poltrona do quarto, batendo os pés de novo. — Você precisa parar, Chimie. — Jin se aproximou de mim. — Estou calmo Jinie, só estou com medo. Jungkook se abaixou, parando de frente a mim, entre minhas pernas. — Mochi amor, se acalma. — tocou minhas mãos e entrelaçou nossos dedos. — O bebê pode ficar agitado, e sabe que sentirá dor por isso. Assenti, e tentei respirar fundo para acalmar os nervos. — Chimie, eu tenho que ir à casa... Namjoon terá que viajar e fiquei de levá-lo no aeroporto, mas eu volto está bem? — Está bem Jin, muito obrigado por estar conosco nessa. — Eu sempre vou estar chim. — deixou um beijo sobre minha testa e sobre meus cabelos. — fique calmo, eu volto depois. Cuide dele Jungkook. — Cuidarei hyung. — Jungkook o respondeu, sorrindo para mim. — Pode ficar tranquilo. Jin assentiu e se foi. — Posso cuidar da minha pequena bolinha agora? — Jungkook me perguntou, tocando meu rosto com carinho. — Pode sim, meu anjo. — sorri e segurei sua mão, levantando para caminhar com dificuldade até a cama. — Está com dor? — me ajudou a deitar, e deitou ao meu lado. — Estou bem. — Mochi, você está sentindo alguma dor? — repetiu a pergunta fazendo um carinho sobre a minha barriga. — Um pouco... Mas eu estou bem de verdade. — Você está com medo? Medo da cirurgia do hyung? — Um pouco. — me virei devagar, ficando frente a frente com ele. — Sei que estamos no melhor hospital de toda a Coreia, e que o doutor Wang é tão competente quanto o doutor Nakamoto, mas ainda sinto medo... Medo da cirurgia mesmo. Sei que esse tipo de coisa é bem complicada. Jungkook assentiu e respirou fundo. — Você sabe... Eu e o hyung, estamos começando a se dar bem agora, mas você viu, ele me chamou de amigo mochi... Eu também estava com medo, mas eu sei que vai ficar tudo bem, e você precisa ficar bem porque você prometeu deixar esse bebezão aí dentro até ele voltar. — É verdade. — sorri e toquei a mão dele, sobre minha barriga. Jungkook me puxou devagar e levou minha cabeça até o peito dele, me abraçando com carinho. Ajeitei-me ali, e ouvi os batimentos calmos dele, sentindo a calma ser transmitida para mim. Jungkook entrelaçou nossos dedos, e iniciou uma carícia leve. Ficamos daquele jeito por vários e vários minutos, até que o som do celular do Hyun nos fez despertar do momento bom. Jungkook se levantou para atender, e viu que era o doutor Nakamoto. — Põe no alto-falante, quero ouvir! Jungkook atendeu, e colocou no alto falante logo em seguida. — Alô? Doutor Nakamoto? — Senhor Yoo? — Oh não, desculpe doutor, você está falando com jeon jungkook! O kihyun-hyung já foi para a cirurgia. — Eu acabei de descer em Seul, pode me passar o endereço do hospital? Eu saí tão rápido que me esqueci de pegar o endereço com minha secretária, e não consigo falar com ela agora. — Oh sim, o senhor precisa vir para o hospital central de Seul em Jongno-gu. — Ok, pode deixar avisado que estou chegando? — Claro, irei avisar. — Ok, obrigado. Jungkook desligou o celular, e me olhou, meio perdido, sem saber o que fazer. — O que eu faço? — Vá avisar! Peça para que alguém avise ao doutor Wang! — Jungkook assentiu, mas permaneceu parado. — Vai jungkook! — bati as mãos o fazendo dá um pulinho de susto, e assenti freneticamente. — Vai ficar bem, né? Eu vou, mas já volto! Revirei os olhos sorrindo. — Vai logo meu bem, ficarei bem. Ele assentiu novamente e saiu, praticamente correndo. Olhei o teto do quarto branco, ficando impaciente novamente, e senti um chute forte de Jiwan. — Desculpa filho, é que o papai está preocupado com o papai hyun... Outro chute forte. — Minha nossa você vai rasgar minha barriga assim — alisei a barriga sorrindo. — Suas pernas são bem fortes, não é? Deve ter puxado isso de mim. — sorri novamente. — Sabia que o papai dançava? Faz muito tempo, mas eu fiz balé contemporâneo. Eu adorava dançar, não mais que pintar, mas eu me sentia vivo. Será que você vai querer dançar? Se quiser o papai vai apoiar muito, está bem? Eu vou te apoiar em qualquer coisa que te fizer feliz. Jiwan deu outros dois chutes, bem mais fortes que os outros. — Ok, talvez você faça luta também. — sorri em meio a uma caretinha de dor. Ouvi batidas na porta, e levantei meu olhar, encontrando outro gravidinho lá. — Oh, taehyung?! Ele sorriu e entrou, parando ao lado da cama. — Oi jimin-ah! — Ele não te deu essa i********e, amor. — o outro grávido, Yoongi, entrou falando. — Oh, desculpa! É que tenho essa mania de achar que todo mundo é meu amigo. — Tudo bem. — sorri para eles. — mas o que fazem aqui? Os bebês não nascem somente amanhã? — Ah, sim. É que taehyung é insuportavelmente impaciente, e veio para se internar hoje mesmo. — Você está com dor? — o perguntei e o vi negar, sentando na ponta da minha cama. — Não estou, Jimin-ah, somente quero garantir que minhas filhas nasçam bem mesmo. — E você veio junto? — perguntei a Yoongi sorrindo. — Fui obrigado. — deu de ombros e sentou na outra ponta da cama. — Como você está? — Taehyung me perguntou sorrindo. — Estou nervoso, e com um pouco de dor. — Dor? Por quê? — Yoongi perguntou. — Acha que o bebê vai nascer? Minha nossa o bebê vai nascer? — Yoongi de novo? Não pira. — Desculpa, Tae, eu fico nervoso. — deu de ombros. — Por que está nervoso? Está doendo muito? — Mochi, eu avisei a eles e - —Jungkook parou na porta e olhou para nós três. — oh, me desculpem. — Está tudo bem anjo. — o chamei com a mão, para sentar ao meu lado. — e respondendo a sua pergunta Yoongi, estou com dor porque essa criança aqui. — toquei minha barriga. — está ficando craque em intensificar chutes. — sorri e ouvi a risada de todos, até a de jungkook, que tanto me acalma. — Mas por que está nervoso? — Taehyung perguntou. — Porque o Kihyun-hyung, pai do bebê, está em cirurgia. Ele sofre de uma doença cardíaca, e está em uma cirurgia de transplante de coração, agora mesmo. — Nossa. — Taehyung abriu a boca surpreso. — Espero que dê tudo certo. — tocou o meu braço. — Eu também. — Yoongi assentiu, mas um toque de celular foi ouvido logo em seguida. — É o hobi, atende logo. — Você sai como doido para a maternidade e eu que aturo os surtos dele sem entender nada não é? — Atende logo Yoongi. E bota no alto-falante, quero ouvir o surto. Taehyung riu, enquanto o outro bufou e atendeu, colocando no alto-falante. — Yoongi meu gatinho, onde vocês estão, inferno? — Por que está falando assim? — Yoongi respondeu calmo e Taehyung cobriu a boca para não soltar uma gargalhada. Jungkook me olhou e negou sorrindo, vendo os dois maridos se divertirem com a cara do outro. — Yoon, pelo amor a deusa, cadê o Taehyung? Onde vocês estão? Vocês estão grávidos! — Para de gritar, amor. Estamos no hospital, Tae me forçou a vir com ele se internar hoje. — Hoje? Mas vocês só vão ter os bebês amanhã! Eu cheguei em casa e só achei os nossos cães, sabe como isso me preocupou? — Eu deixei um bilhete, Hobi. — Taehyung diz. — Eu sei, só achei o bilhete meia hora depois que cheguei. Por que fazem isso comigo? É para me matar antes dos cinquenta? — Para de ser dramático e venha para cá, seus filhos ainda não nasceram. — Não fala 'seus filhos' que eu choro, você sabe. — Ouvi o outro fungar do outro lado da linha. — Hoseok... como você é gay, bebê. É por isso que eu te amo meu sol. — Hobi, vem logo e pega a mala da Jennie no quartinho dos bebês. Acabei esquecendo que eram duas e só trouxe a mala da Jisoo. — Meu deus Taehyung... Só você mesmo. Tudo bem amor, eu pego. Estou indo para o hospital, por favor, não saiam daí. — Ok amor, tchau. Yoongi desligou o celular. — Você esqueceu mesmo que estava grávido de duas? — Jungkook perguntou a Taehyung, ainda desacreditado. — Sim. É difícil lembrar que tem duas aqui, elas são tão quietinhas... É bem diferente de Jongin. — Esse garoto acha que eu sou uma bola, só vive me chutando, não aguento mais. — Não fale assim dele. — estapeou o braço do menor. — É o príncipe Kim, nosso filho. — Como vocês sabem quem é o pai? — Jungkook perguntou. — AÍ. Belisquei jungkook, o repreendendo. — Isso é coisa que você pergunte? Peça desculpa agora! Jungkook fez um bico, mas ficou de pé, se curvando quase que totalmente arrependido. — Me desculpem hyung's. Eu não queria ofender. — Está tudo bem. — Taehyung sorriu e abanou a mão. — levanta daí garoto. — Me desculpem o jungkook, ele é curioso, só isso. — sorri e o puxei, ele sentou se encaixando atrás de mim, me abraçando na cintura. — Está tudo bem, e respondendo a sua pergunta, nós três somos os pais. — Yoongi respondeu sorrindo. — Não nos importa o DNA, somente o amor. — Isso é lindo hyung. O celular de Yoongi tocou novamente e o menor bufou. — Atende você agora. — entregou a taehyung. — Oi baby. — Onde vocês estão? Estou no quarto, mas não tem ninguém aqui. — Minha nossa, você já chegou? Viemos visitar o jimin-ah, mas já estamos indo. — Está bem. Mandem um beijo meu a ele e o bebê e tomem cuidado na volta para não tropeçarem no caminho e se machucarem. — Não somos crianças, Hobi. Mas tudo bem, já estamos indo. Taehyung desligou o celular. — Vamos amorzinho? — Yoongi ficou de pé chamando por Taehyung. — Vamos. — Taehyung sorriu e ficou de pé também. — Desejo que dê tudo certo para você e o pai do bebê, Jimin-ah. — Eu também. Fique bem, ok? Você também jungkook. — Yoongi disse. — Obrigado hyung, e novamente me desculpe. — Está tudo bem. — Yoongi sorriu e se afastou. — Bom, irão nos visitar amanhã não é? — Iremos sim. — o respondi. — Até amanhã. — Taehyung se afastou se despedindo. — Tchauzinho... — Tchauzinho. Os dois grávidos saíram juntos, deixando eu e Jungkook sozinhos no quarto. — Eu acho isso tão bonitinho... — O quê? — Famílias. — disse me puxando novamente para deitar sobre seu peito. — eles três, por exemplo, dá para ver que são totalmente diferentes, mas se encaixam. — Assim como eu e você? — sorri e o abracei da maneira que conseguia. — Assim como eu e você. — beijou o topo da minha cabeça. — Você é todo sério e educado mochi, já eu estou longe de ser sério, e você viu, eu não consigo segurar minha língua, e isso não é nada educado. — Mas mesmo assim nos encaixamos. — Exatamente. — Você deseja isso? Digo, formar uma família? — o olhei de baixo e ele sorriu. — Sim, muito. — Comigo? — Com você! De alguma forma eu já te pedi em casamento mesmo, então basta apenas casarmos. — ele sorriu. — É, quem sabe um dia... Mas você ainda é muito jovem, talvez nem saiba o que quer direito. — Eu sei que eu quero você. — ele se aproximou para beijar meu pescoço. — e que quero um dia te esperar no altar... — Sorriu e retribui o beijinho em seus lábios. — Ou você pode me esperar, sem problema. Mas vamos ter nossos filhos, nosso cachorro e nosso gato. Vamos ter um quintal bem grande também. — sorriu e o acompanhei. — e uma cama com molas boas. — Uma cama? — o encarei sem entender. — Sim, a melhor cama para podermos fazer amor gostosinho nela sem fazer barulho por causa das crianças. — Jungkook! — cobri meu rosto com as mãos sentindo a vergonha me consumir. — É a verdade, ué, como iremos fazer os nossos filhos? — Meu deus jungkook, você me deixa com vergonha, sabia? Ele gargalhou, e eu o dei uma tapa no braço. — Eu quero muito um dia poder misturar nossos sobrenomes... — É mesmo, park jungkook? — É sim, jeon jimin. — Esse é péssimo. — sorri e ele concordou. Ficamos abraçadinhos esperando o tempo passar, e depois de cerca de duas horas ouvimos batidas na porta e o doutor Wang aparecer. — Já acabou? — Fiquei de pé rápido. — Ainda não. — ele sorriu calmo. — Mas doutor Nakamoto assumiu. Eu já havia feito o transplante então ele está finalizando. — Então o transplante já foi feito? O coração... Já está em Kihyun? — Jungkook o perguntou parando ao meu lado. — Bom, podemos dizer que sim, o coração funcionou bem e bombeou sangue, esse é um ótimo sinal. Doutor Nakamoto ainda está fechando, mas precisaremos observar porque como essa é uma cirurgia grande, há vários tipos de riscos e um deles é a rejeição do corpo com o novo órgão. — Então nós não o veremos hoje? — Ele ficará algumas horas no recobro, e depois será transferido para a UTI, onde ficará em observação. Aconselho que os senhores o vejam amanhã, ele estará acordado e disposto. — Tudo bem. — concordei e toquei as mãos do doutor wang. — Muito obrigado por nos deixar informados, doutor Wang. Doutor Wang sorriu e se despediu. — Graças ao universo. — repousei a mão sobre o coração e respirei aliviado. — O hyung vai ficar bem. — ele disse parecendo mais calmo e sorriu vindo em minha direção. — Está mais tranquilo agora? — Jungkook me abraçou por trás. — Estou demais. Agora vamos torcer para que ele tenha uma boa recuperação. — Ele terá — Jungkook me virou devagar e me deu um beijo na testa. — É o kihyun-hyung, ele é forte. Encostei minha cabeça no ombro dele e suspirei. O cheiro de Jungkook é bom, me acalma em meio a tanta coisa. — Acho que você está conseguindo. — O quê? — Me fazer te amar. — ri baixo — Estou muito orgulhoso do homem que você é, e do jeito que meu coração está tudo derretido agora, sou suspeito para falar que é algo bobo. Jungkook sorriu soprado, e me abraçou mais forte. — Você é o ser mais lindo, Jiminie. E tomara que Jiwan e todos os nossos demais filhos puxem a você. — Mas e se eu quiser um pequeno jeon? Imagina, seria bem fofo, não é? — Então precisaremos ter uma pequena réplica de Park Jimin também. Uma garotinha bem bochechuda. Neguei sorrindo e me afastei, sentando no sofá junto a ele. — Eu gosto da gente. — me apoiei devagar até deitar sobre a coxa dele. — Talvez eu esteja gostando dessa conversa também. — Então faremos um trato, ok? Irei comprar o anel mais lindo que achar e te pedirei corretamente em casamento, depois compramos a cama e fazemos nossos pequenos. — Para de falar da cama! — o dei outro tapinha. — Ela é bem essencial, Jiminie. Não dá para esquecer. — Tudo bem... — Resmunguei, prendendo o riso. — e não preciso do anel mais lindo que você achar, eu preciso apenas da certeza. Quando tivermos ela, seremos eu, você, a cama, nossa família e amigos, tudo bem? — Tudo ótimo. — Jungkook tocou sobre minha barriga. — Seremos felizes. — Desejo por isso. Eu quero poder ser feliz com você. — Seremos, você é meu grande amor, não daremos errado nunca. — se inclinou e beijou meus lábios. — É a bolinha mais linda da minha vida. — Bolinha é a mãe! — ri, mas ainda estava absorto nas palavras de Jungkook. Eu começava a imaginar um futuro com ele, e parecia bom. — Falando em mãe... Quando a sua chega mesmo? — Depois de amanhã, na sexta. Está preparado para conhecer a louca senhora Park? — Hm... Não? — sorriu. — eu nunca conheci a mãe de ninguém, que eu estivesse romanticamente envolvido. — Muito menos grávido, né? Se prepare que ela irá te encher com mil e uma perguntas. — Você já falou de mim para ela? — Bom... Talvez? — Como assim, talvez? — Eu mandei uma mensagem tipo: mãe estou namorando outro homem, por favor, o aceite". — E ela vai me aceitar? — Acho que sim, estou torcendo por isso, na verdade. — sorri. — Mas ela é um amor, Jun. Fique calmo. — Calmo? Estou calmo... O olhei de baixo e o vi encarar o nada, uma mania que ele tem que deixa os olhos quase saltando. É eu deixei o meu coitado assustado. E o coitado ainda vai ter que enfrentar a senhora Park? Meu deus tomara que ela não assuste o meu coelhinho, quer dizer, não assuste mais né... Meu deus estou muito lascado. Continua...
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