Calmaria, era isso que deveria se ter em um momento como esse...
Mas se tratando de Yoo Kihyun, é impossível.
— Onde está o doutor Nakamoto? Eu o quero aqui. O quero agora! — hyun exigiu.
— Hyung, se acalma. O doutor conseguiu passagem para hoje, mas só chegará daqui a algumas horas. — Jungkook tentou o acalmar
— Não! Eu o quero aqui, liga para ele, manda um avião particular, um helicoptero, qualquer coisa. Qualquer coisa! só o traga para cá agora! — exigiu novamente, caminhando de um lado a outro.
— Hyun fica quieto! — bati o pé no chão chamando sua atenção. — O doutor vai chegar a tempo! Mas por agora você vai com o Doutor Wang, entendeu? Ele é tão bom quanto o doutor Nakamoto. — olhei para o médico cardiologista que estava na sala.
— Eu preciso levá-lo para o pré-operatório, o coração chegará em breve de daegu para o transplante, está vindo de helicóptero por ser um orgão fragil e ter um tempo exato para ser transplantado. Mas o senhor precisa estar pronto para recebê-lo.
— Pronto? Eu estou pronto!
— Hyun cala a boca! — Jin, que até então estava quieto no canto, falou alto. — O doutor Wang é tão competente quanto o doutor Nakamoto, você não entendeu isso? c****e, vai logo!
— Escuta o Jin. Vá com o doutor Wang, se o doutor Nakamoto chegar a tempo, ele vai te operar.
— Mas ele pode? Se o doutor Nakamoto chegar a tempo, ele pode fazer o meu transplante? — Hyun olhou para o médico. — Desculpa perguntar isso dessa maneira, Doutor Wang, eu não duvido da sua capacidade, nem quero desmerecer seu trabalho, mas Yuta está comigo há quase dois anos em tratamento, é o meu médico de confiança.
— Eu entendo o senhor, Senhor Yoo. Yuta é um grande amigo meu e é um cirurgião renomado, você pode deixar um termo assinado dando a permissão para o hospital liberar que ele te opere caso chegue a tempo de fazer a cirurgia.
— Ok, então me dê esse termo para assinar, por favor. — Hyun disse ao doutor Wang. Suas mãos tremiam. — E Jungkook, por favor, continue ligando para o doutor Nakamoto, precisa avisar a ele sobre o termo, tudo bem?
— Pode deixar hyung, agora vá... Você precisa estar pronto para a cirurgia.
Hyun assentiu rápido, mas antes de sair da sala junto ao doutor, veio até mim.
— Eu vou voltar, ok?
— É claro que vai. — sorri e toquei seu rosto. — Estaremos te esperando bem aqui.
Hyun assentiu mais uma vez e me abraçou, se aconchegando nos meus braços e apertando a minha barriga.
— Estaremos aqui. — sussurrei, afagando suas costas.
— Estou com medo... — sussurrou de volta.
— Ei! — Me afastei um pouco, e o encarei. — Fique calmo, ok? — ele respirou fundo e assentiu. — Não tenha medo, vai ficar tudo bem. Estaremos aqui, todos nós.
Hyun olhou para os lados, vendo jungkook e jin logo atrás, sorrindo.
— Vai dar tudo certo, hyung. — Jungkook sorriu, e meu coração derreteu.
Ver jungkook apoiando kihyun é uma das coisas mais lindas que já vi, e quebra totalmente o jeito em como eu o via como um adolescente ou um jovem sem responsabilidades.
Mesmo novo, ele é muito competente, e é um cara totalmente apaixonante, cheio de respeito e responsabilidades. O jeito que ele e Kihyun, se respeitam, e que estão se dando bem, é algo raro de ver, e só comprova que estou fazendo o certo, o tendo comigo, como meu namorado.
— Quantos dias irão durar o pós-operatório, doutor Wang? — Hyun o perguntou.
— Em média sete dias, o transplante de coração é uma cirurgia delicada, então precisamos ter todo o cuidado depois dela, e acompanhar toda a recuperação também.
— Certo! Chim me prometa que vai descansar e que não vai deixar esse bebê nascer até eu voltar, eu preciso estar com você nesse momento.
— Eu prometo hyun. — sorri e segurei sua mão. — eu, Jiwan e todos, estaremos aqui! Agora vai, por favor, vai com o doutor Wang.
— Ok eu irei. — se afastou.
— Vai dar tudo certo. — Jin o abraçou e foi abraçado de volta.
Jungkook se aproximou meio acanhado e deu dois tapinhas nas costas de Hyun.
— Fique bem hyung.
Hyun o olhou meio acanhado também, mas abriu os braços, indo até Jungkook e o abraçou.
— Obrigado, amigo.
Jungkook o apertou, e deu mais dois tapinhas nas costas dele, se afastando em seguida.
— Ok, estou indo ok? — Hyun disse se afastando. — Tudo bem, não é? — todos assentiram juntos. — Ok... Estou indo... Tipo, agora ok?
— Hyun vai logo! — Jin disse sem paciência, fazendo eu e Jungkook sorrir.
— Ok, ok... Até daqui a pouco.
— Até daqui a pouco. — falamos em uníssono, o fazendo abrir um lindo sorriso.
[...]
— Você conseguiu falar com o doutor Nakamoto? — perguntei a Jungkook.
— Não... Sempre dá sem sinal, talvez já esteja no avião.
Assenti e bati novamente o pé no chão, em um ritmo rápido, totalmente nervoso.
— Senhor Park? — Doutor Wang apareceu no quarto. — A equipe médica de Daegu, acabou de pousar no nosso heliporto. Eles trouxeram o coração.
— Isso é ótimo, não é?
— Sim, é. — ele fez uma pausa, e se aproximou de mim. — Senhor Yoo ainda aguarda o doutor Nakamoto, mas não podemos esperar mais, o órgão pode danificar e colocar tudo a perder, então o levarei para a sala de cirurgia agora mesmo.
— Ok doutor Wang, eu confio na sua capacidade. — sorri e ele assentiu.
— O senhor pode me deixar avisado sobre tudo?
— Claro senhor Park. Com licença.
Doutor Wang se despediu e se foi. Sentei novamente na poltrona do quarto, batendo os pés de novo.
— Você precisa parar, Chimie. — Jin se aproximou de mim.
— Estou calmo Jinie, só estou com medo.
Jungkook se abaixou, parando de frente a mim, entre minhas pernas.
— Mochi amor, se acalma. — tocou minhas mãos e entrelaçou nossos dedos. — O bebê pode ficar agitado, e sabe que sentirá dor por isso.
Assenti, e tentei respirar fundo para acalmar os nervos.
— Chimie, eu tenho que ir à casa... Namjoon terá que viajar e fiquei de levá-lo no aeroporto, mas eu volto está bem?
— Está bem Jin, muito obrigado por estar conosco nessa.
— Eu sempre vou estar chim. — deixou um beijo sobre minha testa e sobre meus cabelos. — fique calmo, eu volto depois. Cuide dele Jungkook.
— Cuidarei hyung. — Jungkook o respondeu, sorrindo para mim. — Pode ficar tranquilo.
Jin assentiu e se foi.
— Posso cuidar da minha pequena bolinha agora? — Jungkook me perguntou, tocando meu rosto com carinho.
— Pode sim, meu anjo. — sorri e segurei sua mão, levantando para caminhar com dificuldade até a cama.
— Está com dor? — me ajudou a deitar, e deitou ao meu lado.
— Estou bem.
— Mochi, você está sentindo alguma dor? — repetiu a pergunta fazendo um carinho sobre a minha barriga.
— Um pouco... Mas eu estou bem de verdade.
— Você está com medo? Medo da cirurgia do hyung?
— Um pouco. — me virei devagar, ficando frente a frente com ele. — Sei que estamos no melhor hospital de toda a Coreia, e que o doutor Wang é tão competente quanto o doutor Nakamoto, mas ainda sinto medo... Medo da cirurgia mesmo. Sei que esse tipo de coisa é bem complicada.
Jungkook assentiu e respirou fundo.
— Você sabe... Eu e o hyung, estamos começando a se dar bem agora, mas você viu, ele me chamou de amigo mochi... Eu também estava com medo, mas eu sei que vai ficar tudo bem, e você precisa ficar bem porque você prometeu deixar esse bebezão aí dentro até ele voltar.
— É verdade. — sorri e toquei a mão dele, sobre minha barriga.
Jungkook me puxou devagar e levou minha cabeça até o peito dele, me abraçando com carinho.
Ajeitei-me ali, e ouvi os batimentos calmos dele, sentindo a calma ser transmitida para mim.
Jungkook entrelaçou nossos dedos, e iniciou uma carícia leve.
Ficamos daquele jeito por vários e vários minutos, até que o som do celular do Hyun nos fez despertar do momento bom.
Jungkook se levantou para atender, e viu que era o doutor Nakamoto.
— Põe no alto-falante, quero ouvir!
Jungkook atendeu, e colocou no alto falante logo em seguida.
— Alô? Doutor Nakamoto?
— Senhor Yoo?
— Oh não, desculpe doutor, você está falando com jeon jungkook! O kihyun-hyung já foi para a cirurgia.
— Eu acabei de descer em Seul, pode me passar o endereço do hospital? Eu saí tão rápido que me esqueci de pegar o endereço com minha secretária, e não consigo falar com ela agora.
— Oh sim, o senhor precisa vir para o hospital central de Seul em Jongno-gu.
— Ok, pode deixar avisado que estou chegando?
— Claro, irei avisar.
— Ok, obrigado.
Jungkook desligou o celular, e me olhou, meio perdido, sem saber o que fazer.
— O que eu faço?
— Vá avisar! Peça para que alguém avise ao doutor Wang! — Jungkook assentiu, mas permaneceu parado.
— Vai jungkook! — bati as mãos o fazendo dá um pulinho de susto, e assenti freneticamente.
— Vai ficar bem, né? Eu vou, mas já volto!
Revirei os olhos sorrindo.
— Vai logo meu bem, ficarei bem.
Ele assentiu novamente e saiu, praticamente correndo.
Olhei o teto do quarto branco, ficando impaciente novamente, e senti um chute forte de Jiwan.
— Desculpa filho, é que o papai está preocupado com o papai hyun...
Outro chute forte.
— Minha nossa você vai rasgar minha barriga assim — alisei a barriga sorrindo. — Suas pernas são bem fortes, não é? Deve ter puxado isso de mim. — sorri novamente. — Sabia que o papai dançava? Faz muito tempo, mas eu fiz balé contemporâneo. Eu adorava dançar, não mais que pintar, mas eu me sentia vivo. Será que você vai querer dançar? Se quiser o papai vai apoiar muito, está bem? Eu vou te apoiar em qualquer coisa que te fizer feliz.
Jiwan deu outros dois chutes, bem mais fortes que os outros.
— Ok, talvez você faça luta também. — sorri em meio a uma caretinha de dor.
Ouvi batidas na porta, e levantei meu olhar, encontrando outro gravidinho lá.
— Oh, taehyung?!
Ele sorriu e entrou, parando ao lado da cama.
— Oi jimin-ah!
— Ele não te deu essa i********e, amor. — o outro grávido, Yoongi, entrou falando.
— Oh, desculpa! É que tenho essa mania de achar que todo mundo é meu amigo.
— Tudo bem. — sorri para eles. — mas o que fazem aqui? Os bebês não nascem somente amanhã?
— Ah, sim. É que taehyung é insuportavelmente impaciente, e veio para se internar hoje mesmo.
— Você está com dor? — o perguntei e o vi negar, sentando na ponta da minha cama.
— Não estou, Jimin-ah, somente quero garantir que minhas filhas nasçam bem mesmo.
— E você veio junto? — perguntei a Yoongi sorrindo.
— Fui obrigado. — deu de ombros e sentou na outra ponta da cama.
— Como você está? — Taehyung me perguntou sorrindo.
— Estou nervoso, e com um pouco de dor.
— Dor? Por quê? — Yoongi perguntou. — Acha que o bebê vai nascer? Minha nossa o bebê vai nascer?
— Yoongi de novo? Não pira.
— Desculpa, Tae, eu fico nervoso. — deu de ombros. — Por que está nervoso? Está doendo muito?
— Mochi, eu avisei a eles e - —Jungkook parou na porta e olhou para nós três. — oh, me desculpem.
— Está tudo bem anjo. — o chamei com a mão, para sentar ao meu lado. — e respondendo a sua pergunta Yoongi, estou com dor porque essa criança aqui. — toquei minha barriga. — está ficando craque em intensificar chutes. — sorri e ouvi a risada de todos, até a de jungkook, que tanto me acalma.
— Mas por que está nervoso? — Taehyung perguntou.
— Porque o Kihyun-hyung, pai do bebê, está em cirurgia. Ele sofre de uma doença cardíaca, e está em uma cirurgia de transplante de coração, agora mesmo.
— Nossa. — Taehyung abriu a boca surpreso. — Espero que dê tudo certo. — tocou o meu braço.
— Eu também. — Yoongi assentiu, mas um toque de celular foi ouvido logo em seguida.
— É o hobi, atende logo.
— Você sai como doido para a maternidade e eu que aturo os surtos dele sem entender nada não é?
— Atende logo Yoongi. E bota no alto-falante, quero ouvir o surto.
Taehyung riu, enquanto o outro bufou e atendeu, colocando no alto-falante.
— Yoongi meu gatinho, onde vocês estão, inferno?
— Por que está falando assim? — Yoongi respondeu calmo e Taehyung cobriu a boca para não soltar uma gargalhada.
Jungkook me olhou e negou sorrindo, vendo os dois maridos se divertirem com a cara do outro.
— Yoon, pelo amor a deusa, cadê o Taehyung? Onde vocês estão? Vocês estão grávidos!
— Para de gritar, amor. Estamos no hospital, Tae me forçou a vir com ele se internar hoje.
— Hoje? Mas vocês só vão ter os bebês amanhã! Eu cheguei em casa e só achei os nossos cães, sabe como isso me preocupou?
— Eu deixei um bilhete, Hobi. — Taehyung diz.
— Eu sei, só achei o bilhete meia hora depois que cheguei. Por que fazem isso comigo? É para me matar antes dos cinquenta?
— Para de ser dramático e venha para cá, seus filhos ainda não nasceram.
— Não fala 'seus filhos' que eu choro, você sabe. — Ouvi o outro fungar do outro lado da linha.
— Hoseok... como você é gay, bebê. É por isso que eu te amo meu sol.
— Hobi, vem logo e pega a mala da Jennie no quartinho dos bebês. Acabei esquecendo que eram duas e só trouxe a mala da Jisoo.
— Meu deus Taehyung... Só você mesmo. Tudo bem amor, eu pego. Estou indo para o hospital, por favor, não saiam daí.
— Ok amor, tchau.
Yoongi desligou o celular.
— Você esqueceu mesmo que estava grávido de duas? — Jungkook perguntou a Taehyung, ainda desacreditado.
— Sim. É difícil lembrar que tem duas aqui, elas são tão quietinhas... É bem diferente de Jongin.
— Esse garoto acha que eu sou uma bola, só vive me chutando, não aguento mais.
— Não fale assim dele. — estapeou o braço do menor. — É o príncipe Kim, nosso filho.
— Como vocês sabem quem é o pai? — Jungkook perguntou. — AÍ.
Belisquei jungkook, o repreendendo.
— Isso é coisa que você pergunte? Peça desculpa agora!
Jungkook fez um bico, mas ficou de pé, se curvando quase que totalmente arrependido.
— Me desculpem hyung's. Eu não queria ofender.
— Está tudo bem. — Taehyung sorriu e abanou a mão. — levanta daí garoto.
— Me desculpem o jungkook, ele é curioso, só isso. — sorri e o puxei, ele sentou se encaixando atrás de mim, me abraçando na cintura.
— Está tudo bem, e respondendo a sua pergunta, nós três somos os pais. — Yoongi respondeu sorrindo. — Não nos importa o DNA, somente o amor.
— Isso é lindo hyung.
O celular de Yoongi tocou novamente e o menor bufou.
— Atende você agora. — entregou a taehyung.
— Oi baby.
— Onde vocês estão? Estou no quarto, mas não tem ninguém aqui.
— Minha nossa, você já chegou? Viemos visitar o jimin-ah, mas já estamos indo.
— Está bem. Mandem um beijo meu a ele e o bebê e tomem cuidado na volta para não tropeçarem no caminho e se machucarem.
— Não somos crianças, Hobi. Mas tudo bem, já estamos indo.
Taehyung desligou o celular.
— Vamos amorzinho? — Yoongi ficou de pé chamando por Taehyung.
— Vamos. — Taehyung sorriu e ficou de pé também. — Desejo que dê tudo certo para você e o pai do bebê, Jimin-ah.
— Eu também. Fique bem, ok? Você também jungkook. — Yoongi disse.
— Obrigado hyung, e novamente me desculpe.
— Está tudo bem. — Yoongi sorriu e se afastou. — Bom, irão nos visitar amanhã não é?
— Iremos sim. — o respondi.
— Até amanhã. — Taehyung se afastou se despedindo. — Tchauzinho...
— Tchauzinho.
Os dois grávidos saíram juntos, deixando eu e Jungkook sozinhos no quarto.
— Eu acho isso tão bonitinho...
— O quê?
— Famílias. — disse me puxando novamente para deitar sobre seu peito. — eles três, por exemplo, dá para ver que são totalmente diferentes, mas se encaixam.
— Assim como eu e você? — sorri e o abracei da maneira que conseguia.
— Assim como eu e você. — beijou o topo da minha cabeça. — Você é todo sério e educado mochi, já eu estou longe de ser sério, e você viu, eu não consigo segurar minha língua, e isso não é nada educado.
— Mas mesmo assim nos encaixamos.
— Exatamente.
— Você deseja isso? Digo, formar uma família? — o olhei de baixo e ele sorriu.
— Sim, muito.
— Comigo?
— Com você! De alguma forma eu já te pedi em casamento mesmo, então basta apenas casarmos. — ele sorriu.
— É, quem sabe um dia... Mas você ainda é muito jovem, talvez nem saiba o que quer direito.
— Eu sei que eu quero você. — ele se aproximou para beijar meu pescoço. — e que quero um dia te esperar no altar... — Sorriu e retribui o beijinho em seus lábios. — Ou você pode me esperar, sem problema. Mas vamos ter nossos filhos, nosso cachorro e nosso gato. Vamos ter um quintal bem grande também. — sorriu e o acompanhei. — e uma cama com molas boas.
— Uma cama? — o encarei sem entender.
— Sim, a melhor cama para podermos fazer amor gostosinho nela sem fazer barulho por causa das crianças.
— Jungkook! — cobri meu rosto com as mãos sentindo a vergonha me consumir.
— É a verdade, ué, como iremos fazer os nossos filhos?
— Meu deus jungkook, você me deixa com vergonha, sabia?
Ele gargalhou, e eu o dei uma tapa no braço.
— Eu quero muito um dia poder misturar nossos sobrenomes...
— É mesmo, park jungkook?
— É sim, jeon jimin.
— Esse é péssimo. — sorri e ele concordou.
Ficamos abraçadinhos esperando o tempo passar, e depois de cerca de duas horas ouvimos batidas na porta e o doutor Wang aparecer.
— Já acabou? — Fiquei de pé rápido.
— Ainda não. — ele sorriu calmo. — Mas doutor Nakamoto assumiu. Eu já havia feito o transplante então ele está finalizando.
— Então o transplante já foi feito? O coração... Já está em Kihyun? — Jungkook o perguntou parando ao meu lado.
— Bom, podemos dizer que sim, o coração funcionou bem e bombeou sangue, esse é um ótimo sinal. Doutor Nakamoto ainda está fechando, mas precisaremos observar porque como essa é uma cirurgia grande, há vários tipos de riscos e um deles é a rejeição do corpo com o novo órgão.
— Então nós não o veremos hoje?
— Ele ficará algumas horas no recobro, e depois será transferido para a UTI, onde ficará em observação. Aconselho que os senhores o vejam amanhã, ele estará acordado e disposto.
— Tudo bem. — concordei e toquei as mãos do doutor wang. — Muito obrigado por nos deixar informados, doutor Wang.
Doutor Wang sorriu e se despediu.
— Graças ao universo. — repousei a mão sobre o coração e respirei aliviado.
— O hyung vai ficar bem. — ele disse parecendo mais calmo e sorriu vindo em minha direção. — Está mais tranquilo agora? — Jungkook me abraçou por trás.
— Estou demais. Agora vamos torcer para que ele tenha uma boa recuperação.
— Ele terá — Jungkook me virou devagar e me deu um beijo na testa. — É o kihyun-hyung, ele é forte.
Encostei minha cabeça no ombro dele e suspirei. O cheiro de Jungkook é bom, me acalma em meio a tanta coisa.
— Acho que você está conseguindo.
— O quê?
— Me fazer te amar. — ri baixo — Estou muito orgulhoso do homem que você é, e do jeito que meu coração está tudo derretido agora, sou suspeito para falar que é algo bobo.
Jungkook sorriu soprado, e me abraçou mais forte.
— Você é o ser mais lindo, Jiminie. E tomara que Jiwan e todos os nossos demais filhos puxem a você.
— Mas e se eu quiser um pequeno jeon? Imagina, seria bem fofo, não é?
— Então precisaremos ter uma pequena réplica de Park Jimin também. Uma garotinha bem bochechuda.
Neguei sorrindo e me afastei, sentando no sofá junto a ele.
— Eu gosto da gente. — me apoiei devagar até deitar sobre a coxa dele. — Talvez eu esteja gostando dessa conversa também.
— Então faremos um trato, ok? Irei comprar o anel mais lindo que achar e te pedirei corretamente em casamento, depois compramos a cama e fazemos nossos pequenos.
— Para de falar da cama! — o dei outro tapinha.
— Ela é bem essencial, Jiminie. Não dá para esquecer.
— Tudo bem... — Resmunguei, prendendo o riso. — e não preciso do anel mais lindo que você achar, eu preciso apenas da certeza. Quando tivermos ela, seremos eu, você, a cama, nossa família e amigos, tudo bem?
— Tudo ótimo. — Jungkook tocou sobre minha barriga. — Seremos felizes.
— Desejo por isso. Eu quero poder ser feliz com você.
— Seremos, você é meu grande amor, não daremos errado nunca. — se inclinou e beijou meus lábios. — É a bolinha mais linda da minha vida.
— Bolinha é a mãe! — ri, mas ainda estava absorto nas palavras de Jungkook. Eu começava a imaginar um futuro com ele, e parecia bom.
— Falando em mãe... Quando a sua chega mesmo?
— Depois de amanhã, na sexta. Está preparado para conhecer a louca senhora Park?
— Hm... Não? — sorriu. — eu nunca conheci a mãe de ninguém, que eu estivesse romanticamente envolvido.
— Muito menos grávido, né? Se prepare que ela irá te encher com mil e uma perguntas.
— Você já falou de mim para ela?
— Bom... Talvez?
— Como assim, talvez?
— Eu mandei uma mensagem tipo: mãe estou namorando outro homem, por favor, o aceite".
— E ela vai me aceitar?
— Acho que sim, estou torcendo por isso, na verdade. — sorri. — Mas ela é um amor, Jun. Fique calmo.
— Calmo? Estou calmo...
O olhei de baixo e o vi encarar o nada, uma mania que ele tem que deixa os olhos quase saltando. É eu deixei o meu coitado assustado.
E o coitado ainda vai ter que enfrentar a senhora Park? Meu deus tomara que ela não assuste o meu coelhinho, quer dizer, não assuste mais né... Meu deus estou muito lascado.
Continua...