Capítulo 6 - Chanel Overlord

1513 Palavras
— Não lembra de mim?— Dá um passo na minha direção.— Não é de se admirar, você estava bem bêbada. Eu fico hipnotizada olhando para ele, tanto por sua beleza quanto aura sombria, só desperto quando seus dedos gelados encostam na minha bochecha. — Lembro sim, peço desculpas se fui um incômodo aquela noite, e obrigada por ter me levado até o hotel.— Sou educada. — Bom... você vomitou na minha camisa. — Peço perdão por isso também, posso te pagar uma camisa nova e o dinheiro do hotel. Fiz mais algo constrangedor? — Você pediu para t*****r* comigo, inúmeras vezes. Eu não lembrava de nada daquela noite, até encontrar esse homem, agora as coisas voltaram à minha memória. Minha maior vergonha era lembrar disso agora, e que praticamente me joguei para cima dele. — Tenho que controlar o tanto que bebo daqui para frente.— Digo com o rosto fervendo de vergonha. — Também falou que nunca tinha estado com outro homem além de um tal de Sebastian, pelo que entendi você tinha achado ele com outra na cama. Meu constrangimento aumenta mais ainda. — Acho que fico muito tagarela quando bebo, peço perdão novamente.— Nem consigo mais olhar para ele. Ele volta a tocar meu rosto, as mãos dele são tão geladas. — Como ia dizendo, obrigado por ter me ajudado aquela noite, senhor Desconhecido... Ele dá uma gargalhada. — Senhor Desconhecido?— Indaga. — Eu não sabia seu nome e m*l lembrava do seu rosto.— Explico. — Desculpe minha falta de modos, sou Yohan Park.— Ele se apresenta. — Prazer senhor Park, sou Chanel Overlord. — Overlord? Do Grupo Overlord? — Exatamente. — Sabia que você era uma garota rica, mas não imaginava que era dona da metade da cidade. — Não sou dona da metade da cidade.— Desvio o olhar. — Você está mais bonita do que lembrava, uma pena estar tão bêbada aquela noite. — Obrigado pelo elogio, senhor Park, vou indo. — Espera senhorita Overlord, você voltou com seu namorado? Como ele é descarado me perguntando isso, m*l o conheço. — O senhor está sendo indiscreto. — Responda por favor. Fico tão envergonhada que apenas n**o com a cabeça. — Menos mal.— Ele fica mais próximo de mim.— Um cara que tem uma princesa como você e traí é um p*u no cu*.— Fico sem jeito com seu palavrear.— Desculpa, já me dizeram que não tenho modos... você me dize que queria experimentar coisas novas aquela noite. — Como você mesmo falou estava muito bêbada, desculpa pelo incômodo. — Quer t*****r comigo? Devo acrescentar que ele é sem vergonha também. — Podemos ter uma amizade colorida, benéfica para os dois, te garanto que sou melhor de cama que seu ex.— Diz na maior cara de p*u. — O senhor é muito abusado, senhor Park. — Me chame de Yohan, raposinha.— Faz carinho em meus cabelos.— Aqui meu número.— Me dá seu cartão.— Vou esperar ansioso por uma ligação sua. — Chanel... — Meu tio me chama. — Não me diz que esse é o Sebastian?— O senhor Desconhecido olha de um jeito estranho para tio Edward. — Não, é meu tio.— Respondo.— Está na hora de ir, foi bom revê-lo senhor Park, e novamente obrigada por cuidar de mim aquela noite. — Vou esperar sua ligação, raposinha.— Diz antes de virar as costas. Tio Edward me aguarda com uma cara estranha. — Quem era?— Me pergunta indo para o carro. — Apenas um conhecido.— Dou um sorriso com minha resposta. Até quinze minutos atrás o rosto do homem que assombra meus pensamentos à vinte dias era uma grande interrogação. Agora me lembro de tudo perfeitamente, e todos os momentos embaraços que tive aquela noite. Ao chegar no meu apartamento tudo está escuro, Jujuba vem correndo me receber, pego ela no colo para não latir, não quero acordar Carmen. Vou para o meu quarto, coloco Jujuba na cama e vou tomar um banho. Passo um hidratante, tenho a pele muito sensível, coloco meu pijama voltando para o quarto. Procuro meu celular na bolsa, o encontro junto com o cartão do senhor Desconhecido, agora senhor Park. Devia jogar esse cartão fora, o senhor Park tinha uma aura assustadora, meus sentidos dizem para o evitar ao máximo, mas não consigo, deixo o cartão ali mesmo no fundo da bolsa, esquecido. — Jujuba.— Minha cachorrinha vem na hora.— Hoje eu encontrei o Yohan, foi ele que cuidou de mim aquela noite que bebi...— Faço carinho em seus pêlos.— Ele é um homem muito bonito, mas tem uma coisa estranha nele, seu palavreado é totalmente inadequado... lembro também que ele tinha o corpo coberto de tatuagens... o que estou querendo pensando nele sem camisa. Dificilmente o verei novamente, e com certeza não ligarei, melhor que faço é dormir. [ ...] Mais um semana cansativa se passou, cada dia a festa da minha posse se aproxima mais. Estou nervosa, ansiosa e com medo, tudo junto. Quando estou no elevador recebo uma chamada de tio Edward. Chanel: Oi, tio. Edward: Desculpa te atrapalhar na hora de descanso, estou passando na sua rua e me lembrei que preciso da planta daquela cobertura que foi reformada, conseguiria me mandar? Um cliente me pediu com urgência. Chanel: Senão me engano tenho elas no meu e-mail, já estou chegando em casa, só verificar e te mando tio. Abro a porta do apartamento. Edward: Estou te devendo uma... — Sebastian...— Me assusto ao ver ele sentado na minha sala. — Como entrou aqui? Isso é invasão. — Sua senha continua a mesma.— Responde.— Invasão, Chanel? Estamos juntos à sete anos, posso vir... — Estávamos, Sebastian.— O interrompo.— Terminamos fui bem clara. — Acha mesmo que sete anos se joga fora assim... acha mesmo que vai achar alguém melhor que eu. — Você não pensou nos sete anos quando foi pra cama com aquela mulher.— Tenho que engolir o choro. — Aquilo não significou nada para mim, foi apenas sexo*. — Pra você t*****r* agora não é traição.— Digo na maior ironia. — Você tem que entender que eu te amo, vamos colocar uma pedra nisso. — Saí do meu apartamento. Sebastian se aproxima mais ainda. — Você é minha Chanel.— Agarra me braço.— Nunca vai achar homem melhor que eu. Ele me empurra contra a parede, me beijando a força, me debato, como ele é mais forte que eu não consigo me soltar. — ME SOLTA, SEBASTIAN... — Chega de escândalo, Chanel, vamos nos acertar. Sebastian é puxado pela parte de trás do paletó, sendo jogado longe, é tio Edward que apareceu. — Como ousa beijar minha sobrinha à força. Tio Edward parte pra cima dele, acertando alguns socos. — Não tio.— Separo os dois. — Saí daqui antes que termine o que comecei.— Tio Edward esbraveja. Assim que a porta se fecha começo a chorar. — Calma querida.— Ele me abraça.— O que aconteceu aqui? — Ele não ficou feliz com o término... acho que deve ter enganado o porteiro para o deixar subir. — Chanel, o que ele te fez? Sei que sempre foi apaixonada por ele e que para querer terminar não foi pouca coisa. — Tio... acho que lá no fundo ainda amo o Sebastian, sei que não devia... Não sei se vou continuar tendo forças para mandar ele embora, tem um possibilidade grande de me agarrar nele igual um náufrago num colete salva-vidas. — Olha eu nunca gostei do Sebastian, mas se dói tanto assim ficar separado, tenta conversar... — Encontrei ele na cama com outra mulher. Tio Edward fica estático, incrédulo no que ouviu. — Repete, acho que ouvi errado. — Foi isso mesmo que ouviu.— Afirmo. — Eu vou matar ele.— Vai para a porta. — Não, tio.— O impeço.— Eu quero resolver as coisas por mim mesma, papai e mamãe sempre me protegeram demais e quero sair dessa bolha. — Seu pai acabaria com a família Morris inteira. — Um dia vou assumir a empresa e tenho que aprender a resolver as coisas sozinha. — Você não pode voltar com esse canalha. Era até engraçado ouvir meu tio falando assim, ele é o tipo que acredita no amor livre, não gosta de compromisso e tem vários casos por aí. — E tem que contar para Charles.— Completa. — Para o papai? — Sim, pelo jeito Sebastian acha que você vai voltar para ele, e corre o risco dele aparecer na maior cara dura na sua festa. Não queremos isso. — Claro que não queremos, vou falar com o papai. Eu tinha medo de voltar com o Sebastian, e sabia que tinha possibilidade disso acontecer. Meu coração dói ao ver ele, parece que todas as coisas que vivemos me puxavam para ele. Eu nunca fui uma pessoa muito inflexível, estava sendo muito difícil afastar ele da minha vida.
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