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1516 Palavras
Me afastei rapidamente, meus pensamentos confusos meus sentimentos tão expostos, e se... Eu realmente estar projetando isso eu vou estar fingindo amar ele? Ou eu o amo, ele sendo o Tonto ou não, parece que ele simplesmente não se importa se eu amo o ele de agora ou o de antes, mas só vou saber se amo esse tonto se realmente me dar uma chance de recomeçar. — Vamos conversar sobre isso primeiro pode ser? Quero que você entenda bem meu lado pra não dizer que eu não avisei! — Então isso é um sim? - ele sorriu. — Eu não disse isso! — Então diz, eu quero ouvir com todas as letras! - ele toca meu nariz e sorri. — Vamos tentar... (...) Eu já havia perdido o costume de estar tão ansiosa, era manhã do dia seguinte, e eu imaginava por impulso as coisas darem errado. E no fundo, eu sentia que era uma vontade, se tudo der errado agora não vou machucar alguém por causa dos meus sentimentos confusos. Me arrumei, passei perfume, hidratei o cabelo, se tudo tiver que dar errado eu preciso estar pelo menos bem arrumada e cheirosa. — Ta pronta? - Meu irmão pergunta do corredor. Apenas abri a porta, e ele sorriu. — Você esta linda! — Eu to é desesperada, isso vai ser difícil... — Era o que você queria, não é? — Nem eu sei mais o que eu quero... (...) Silêncio, por enquanto era o que acontecia ali, eu com medo de dizer algo que não deveria e ele parecia estar repassando um discurso. — Sabe... Não podemos passar a tarde toda assim... — Olha eu to tentando... Ainda vejo o meu Tom nesses olhos! Não é tao fácil ficar de frente pra alguém que você ta tentando superar. — Superar? Ah para com isso, não tem que superar nada eu to bem aqui, não me lembro de nada ou quase nada da gente se levar aquela árvore em consideração, mas eu ainda irei me lembrar, vamos só não ficar nisso, deixa eu me apresentar de verdade o meu ei de verdade, sei que você ja sabe quase tudo de mim. — É quase tudo, você não se lembrava da onde veio... — Eu nasci aqui mesmo em Seul... E meus pais são de Busan... Eu nasci em Seul por engano, meus pais vieram visitar a cidade e eu resolvi pular pra fora do útero bem no segundo dia de viagem — Ta falando serio? - Ri, era o lari o de fato. — Não eu to te zuando! - riu. — Sou de Busan mesmo, viemos pra Seul quando eu era pequeno... Com um ano ou dois se eu não me engano, e Você? — Ah... Meu pai era daqui, ele viaja muito e conheceu minha mãe na china... Meu avô, é brasileiro, conheceu a minha avó aqui onde tiveram meu pai... É isso eu acho. — Você fala português ou chinês? — Não. Rimos, eu falei toda empolgada e com orgulho da onde eu vim, e minhas origens mas não fazia ideia, vim da China muito pequena por causa dos meus avós. A tarde se passou tranquila, e três risos e conversas, entrando no assunto memoria Tae deixou de lado o receio e falou sobre coisas e momentos engraçados que se lembra ter passado com seu irmão e isso me deixou feliz, ele sorria e conversava a vontade, uma personalidade nem tão perto e nem tão longe do "antigo Tomy". Não era mais aceitável na minha cabeça fazer tal comparação. — Esta entregue... Acho que passamos da hora. — Obrigada por me acompanhar, se quiser pessoa pro meu irmão te levar... — Quem...? Ah o Guilder estranho ainda não me acostumei com isso... Me lembro de ja ter tido ciúmes dele. — Por que ele sempre me levava pra casa e era super protetor? — É... Acho que sim, mas não se preocupe, eu ja mandei mensagem pro meu irmão quando saimos da sorveteria, ele deve ta vindo. — Certo... Boa noite Taeyoun — Pra você... É Tonto! - Ele corrigiu se aproximando de meus labios. — Não acha... Que estamos indo muito rapido com essa de beijo? — Na verdade eu não acho... Mas se você quiser eu paro. - Sorriu me encarando, e de repente a minha pressão foi embora. Aquele sorriso sincero me passou um ar de segurança e carinho. — Obrigada então, Tonto... Boa noite! - O abracei e respirei fundo, não quero voltar ao passado mas era inevitável sentir aquela pontada de dor, a dor da saudade. — Boa Noite... Vi ele caminhar para longe de minha casa e assim que sumiu de vista entrei, estava com tanto frio, mas disfarcei bem, da próxima eu coloco pelo menos uma blusa. — Chegou finalmente! - Guil diz da cozinha. — Estou viva e sem partes faltando! - Disse de volta indo pro quarto. "Preciso de um banho". (...) Revigorada, deitei na cama e peguei o celular pra ver se tinha alguma mensagem dele. " indo comer pra dormir, vê se come direito mocinha não to ai pra carregar você de novo". — Que abusado... - não respondi. Olhei aquela caixa em cima da cômoda, respirei fundo e fui para a cozinha. — Ue não tem comida? — Seu irmão pediu pizza... Ele disse que eu ja trabalhei de mais pra fazer o jantar tão tarde! — E ele não podia fazer? - Olhei Guilder bebendo suco. Nunca tive um irmão pra provocar então vou compensar os anos perdidos. — Eu não quero cozinhar, se não quiser pizza sobra mais pra gente! - Ele diz simplista e deixa o copo na pia. — Que isso, irmão to só enchendo seu saco não seja tão rude! — Fico feliz em te ver assim... Acho que nunca te vi assim... - Ele sorri e fica me encarando. — Mas ta muito ousada pirralha! - Ele joga o pano de prato na minha cara e sai rindo, minha mãe assistia tudo tirando sarro e eu sem entender o que acabou de rolar. (...) Meu sono estava leve, acordei diversas vezes durante a noite, sonhava com o Tomy me chamando e isso me deixava maluca, era como voltar no tempo e perder ele de novo. Repetia a mim mesma varias vezes durante noite quando acordada que ele ta bem, ele ta vivo e é real Agora. Mas meu coração apertou forte, quando finalmente abri meus olhos de manhã por volta das dez horas, e tinha uma mensagem de Dae, dizendo que Taeyoun passou muito m*l e teve que ir pro hospital. E ca estou eu na bendita sala de espera, ele não precisou internar, e logo sairia mas eu quis vir se ele puder sair tudo bem, eu fico com ele em casa nem que seja pra assistir alguma coisa, eu só quero estar perto dele. "Caramba isso foi muito grudento, o que tem errado comigo?". Ele apareceu, me levantei rapidamente e o abraço forte sem explicações. — Calma... Eu to bem... — Não voce não ta...o que aconteceu? — Eu não sei, estava dormindo tive um pesadelo, um sonho estranho e acordei passando m*l minha cabeça doeu muito e chamei pelo meu irmão, só me lembro de acordar aqui... — Você... Ta bem agora? — Vou sobreviver, o lado bom disso é que agora lembro de boa parte dos meus amigos... Tipo o Jack... Ainda não tinha muitas memórias dele... E nem do i****a do primo... - ficou pensativo, e sorriu tentando parecer bem. — Você mente tão mal... Parece que quer vomitar não fica ai sorrindo! - briguei. — Eu to ótimo, vamos embora... Não gosto desse lugar ja passei tempo de mais aqui, e não to em referindo a hoje... (...) — Então? - pergunto esperançosa. — Que gosto estranho... Mas ajudou! - ele responde. — Nunca falha! — E o que é isso? — Segredo... Limão e gengibre - sussurrei a ele. Fiz um chá para o enjôo, ja que ja tinha muito tempo que voltamos do hospital e ele não tinha comido nada. — Não precisa ficar aqui bancando a minha enfermeira Bell... — Cuida da sua vida, eu estou fazendo o meu papel... — De amiga ou de namorada? — N-nmorada? Esta ficando louco é? - senti meu rosto queimar. — Vem cá querida me da um beijo pra sarar, estou morrendo! - Encena dramaticamente, me fazendo rir. — Um beijo é ineficaz, vamos testar os reflexos, eu te soco e você chora! — Quanta agressividade... — Seu bobão! — Nada de beijo então? - Ele faz bico. — Sai pra la Tonto! — Fui rejeitado amigos... Que decepção Ele ri, e depois fica serio, parecia tentar se lembrar de algo, olhando pro nada com olhos perdidos, sentei ao seu lado e lhe dei um beijo na bochecha. — Assim você me ilude! - Ele ri. — No que tanto esta pensando? — Eu vi você no sonho... Mas foi tão assustador... — O que acontecia? — Você estava entrando em um lago... Mas não saia de lá
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