O cheiro de pólvora ainda estava impregnado nas minhas narinas, mas o cheiro dela... o cheiro da Antonella era o que estava me enlouquecendo. Eu a carregava nos braços como se ela fosse o troféu de uma guerra que eu vinha travando contra mim mesmo desde o dia em que a vi pela primeira vez. Meus músculos ainda estavam rígidos pela adrenalina do confronto na Baixada, meu ombro ardia onde uma bala de raspão tinha deixado sua marca, mas eu não sentia dor. Eu só sentia o calor do corpo dela contra o meu, as pernas dela entrelaçadas na minha cintura e o modo como ela escondia o rosto no meu pescoço, respirando o meu suor e o meu sangue.
Entrei no meu quarto e chutei a porta, fechando-a para o resto do mundo. Ali dentro, eu não era o Terror do Alemão. Eu era apenas um homem faminto.
Depositei-a na cama de lençóis pretos. O contraste da pele dela, tão branca que parecia brilhar no escuro, contra o cetim escuro era a imagem mais obscena e bela que eu já tinha visto. Antonella me olhava com olhos azulados pelo desejo e pelo medo, uma mistura que me fazia querer protegê-la e destruí-la ao mesmo tempo.
— Você tem certeza, ruiva? — minha voz saiu como um rosnado baixo, vindo do fundo das entranhas. — Depois disso, não tem volta. Eu vou marcar você de um jeito que nenhum outro homem vai conseguir apagar. Você vai ser minha até o inferno congelar.
— Eu já sou sua, Comandante — ela sussurrou, a voz trêmula, mas carregada de uma determinação que me pegou desprevenido. — Desde o momento em que você me tirou daquela casa, eu deixei de pertencer a qualquer outro lugar.
Eu não esperei mais. Arranquei o restante da minha camisa manchada de sangue e me joguei sobre ela. Minhas mãos, marcadas pela pólvora e pelas cicatrizes do crime, percorreram o corpo dela com uma urgência febril. Eu queria sentir cada sarda, cada curva, cada centímetro daquela seda que era a sua pele. Quando meus lábios encontraram os dela novamente, não houve hesitação. Foi um choque de realidades: o meu mundo bruto colidindo com a delicadeza dela.
Eu tirei a roupa dela, senti o seu cheiro dela e me senti um lobo predador. Chupei seus p****s pequenino, o bico rosado e delicioso. Chupei cada um deles, senti aquela pele arrepiada sobre minha boca era uma delicia. Segurei seu pé colocando na altura do meu peitoral, chupando seus dedos delicado, beijando cada centímetro.
Desci a boca beijando sua barriga indo até a calcinha pequena, tirando ela com cuidado. Deixando sua bocetinha rosada exposta, com poucos fios alaranjado, a visão do paraíso, seu cheiro de fêmea me deixou maluco, meu p*u pulsou com intensidade.
Minha boca salivou, a vontade de chupar sua b****a falou mais alto, sem aviso eu fiz o que nenhuma mulher nunca teve de mim. Coloquei a boca na b****a dela, passando nos grandes lábios, sugando seu clítoris com intensidade, chupando, lambendo e fazendo ela se contorcer de t***o, segurando o lençol da cama.
— Ah! — gemeu quase inaudível, sua voz doce me deixou completamente maluco.
Não conseguir controlar, chupei sua b****a até ela gozar, vermelha, maluca de tanto desejo. Eu olhei nos seus olhos. Meu p*u grande, grosso e duro a fez ficar espantada.
— Comandante, eu nunca fiz isso antes, eu sou… sou virgem — disse colocando a mão no rosto.
— Essa foi a melhor noticia que eu ouvir. Saber que serei o primeiro e único… c*****o. Você vai ser minha para sempre.
Com cuidado eu me posicionei por cima, colocando meu p*u na sua entrada com cuidado, ela fechou os olhos sentindo dor, deixou uma lagrima escorrer dos olhos. Beijei cada uma dela, enxuguei suas lagrimas e fiquei parado, sentindo sua barreira.
— p**a que pariu. Que delicia é a sua b****a, quente para c*****o. Acha que posso deixar ela para alguém? Eu vou te colocar no meu nome ruivinha para todo sempre — falei beijando sua boca.
Enterrei minhas mãos s no seu cabelo ruivo e os olhos fixos nos dela, vendo o momento exato em que a dor se transformou em prazer puro e rendição. Antonella arranhou minhas costas, suas unhas cavando as tatuagens do meu ombro, e cada gemido que saía da sua boca era como música para os meus ouvidos. Eu estava gravando o meu nome na alma dela, e ela, de alguma forma, estava suavizando as arestas cortantes da minha.
Quando o ápice nos atingiu, foi como uma explosão de granada dentro do peito. Caí sobre ela, ofegante, sentindo o coração dela bater num ritmo frenético contra o meu. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das nossas respirações descompassadas e pelos tiros distantes que ainda ecoavam na favela.
— Agora você é minha — murmurei contra a têmpora dela, sentindo o cheiro de baunilha que agora se misturava ao meu cheiro de homem. — Minha ruiva. Minha Antonella.
Ficamos ali por algum tempo, perdidos num limbo de suor e lençóis revirados. Eu quase acreditei, por um segundo, que a paz era possível. Mas no meu mundo, a paz é apenas uma ilusão que precede a próxima tempestade.
Levantei-me para pegar um copo de água, deixando Antonella adormecida entre os travesseiros. Vesti apenas uma calça de moletom preta e fui até a varanda do quarto. O Alemão estava em alerta, as luzes dos radinhos brilhando nos postos de observação como vaga-lumes metálicos.
Foi então que eu a vi.
Lá embaixo, no pátio interno da fortaleza, uma figura estava parada perto do portão lateral. Era uma mulher. Ela usava um casaco longo de couro preto e tinha os cabelos escuros como a noite, cortados num Chanel reto que emoldurava um rosto que eu não via há cinco anos.
O copo de vidro quase escorregou da minha mão.
— Não pode ser... — sussurrei para a escuridão.
Ela olhou para cima, como se soubesse exatamente onde eu estava. Sob a luz fria dos refletores, o rosto de Beatriz apareceu. A mulher que todos no morro acreditavam estar morta. A mulher que foi a minha primeira ruína, antes de eu me tornar o monstro que sou hoje. Ela não deveria estar ali. Ela não deveria estar viva.
Beatriz deu um sorriso lento, aquele sorriso que costumava preceder uma chacina ou uma traição de mestre. Ela levantou a mão e fez um sinal de "dois" com os dedos, antes de apontar para a entrada da casa.
O sangue nas minhas veias gelou. Beatriz não voltava para pedir desculpas. Ela voltava para reclamar o que achava que era dela. E o pior: ela era a única pessoa que conhecia todos os meus segredos, todos os meus pontos fracos. E agora, o meu maior ponto fraco estava dormindo na minha cama, marcada pelo meu toque.
— Chefe? — a voz de Marreco soou no rádio na minha cintura, tirando-me do transe. — Temos uma visita estranha no portão 2. Ela diz que te conhece de "outras vidas". Devo apagar a dita cuja?
— Não toca nela, Marreco — respondi, minha voz saindo como um trovão contido. — Deixa-a entrar. Traga-a para o escritório inferior. E se ela abrir a boca para qualquer soldado, você a amordaça.
Olhei para trás, para a cama onde Antonella dormia tranquila, um contraste gritante com a tempestade que acabara de estacionar no meu portão. O passado tinha voltado para cobrar a conta, e Beatriz era uma cobradora que não aceitava parcelamento.
A guerra lá fora tinha acabado, mas a guerra dentro de casa estava apenas começando. E desta vez, eu não tinha certeza se conseguiria proteger a minha ruiva das garras da mulher que me ensinou tudo o que eu sei sobre o m*l.
Virei as costas para a cama e caminhei em direção à porta. O Terror do Alemão estava de volta, mas o homem que acabara de amar Antonella estava sentindo, pela primeira vez na vida, o gosto amargo do medo verdadeiro.