Rafael Montenegro narrando Eu vi. Vi tudo o que passou nos olhos dela antes de ela falar. O medo, a dúvida, a vontade… tudo misturado. E quando ela finalmente soltou aquelas palavras — “Eu quero você… Quero que você continue” — foi como se algo dentro de mim explodisse e se aquietasse ao mesmo tempo. Eu não esperava ouvir aquilo dela. Não daquele jeito. Tão direto. Tão… entregue. Por um segundo, eu só fiquei olhando. Processando. E então senti o fogo subir. Não era só desejo. Era também responsabilidade. Cuidado. Porque ela não era qualquer mulher. Ela nunca tinha feito aquilo. Ela tava me dando algo que ninguém nunca teve. E eu não ia desperdiçar. Levantei, segurei a mão dela e puxei com cuidado. Ela tremeu, mas não recuou. Fiquei na frente dela e me abaixei devagar, começando pelos

