17 de setembro de 1991:
Querido e fiel guardião élfico:
Acabei de acordar e a madame Pomfrey antes de me entregar a sua carta estava conversando comigo sobre a senhorita Falk, uma psicobruxa e antes que você comece a escrever várias cartas perguntando o motivo. Você já sabe eles e eu acho que pedirei a você, meu amigo, para marcar uma consulta.
Não quero dar mais trabalho para madame Pomfrey, e
quero tentar amenizar o buraco que está dentro do meu peito e eu acho que conversando será um dos remédios "curativos" para isso.
Sobre os cofres em Gringotts, eu temo não conseguir sair de Hogwarts até as férias, como eu ainda não estou no terceiro ano não tenho saídas para Hogsmeade. Espero que os cofres fiquem bem e quando eu descobrir quem é a pessoa que está roubando da mamãe, eu juro por Merlim que nem mesmo Salazar e Morgana irão conseguir reter meu ódio.
Pode ser apenas ouro, mas o cofre e a casa, são as únicas coisas que ainda me resta dela.
Espero que seja apenas essas coisas que aconteceram nas minhas duas semanas de sono e eu peço desculpas por deixar você preocupado.
Com amor e carinho, de sua senhorita.
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Dobro a carta e a coloco em cima da mesa de cabeceira que estava ao lado da minha cama.
Quando eu tiver alta, eu mando a carta para Demion, mas agora eu apenas quero descansar e mesmo dormindo por duas semanas parece que fui pisoteada por Grifos.
Antes que eu me deitasse para dormir um pouco, a porta da enfermaria se abriu e me mostrou duas pessoas que particularmente eram estranhas por estarem juntas.
Ali estava o professor de poções, Severus Snape e ao seu lado estava Thomas Calluni, o garoto mais bonito que já vi nos meus onze anos.
_ Ah! - Exclamou surpreso o professor. _ Senhorita Olwey, fico contente por estar acordada, a senhorita nos deu um susto pela demora de acordar. - Falou indiferente.
_ Peço desculpas, não foi minha intenção fazer vocês se preocuparem. - Falo envergonhada.
_ Então por que você se enfiou num armário de vassouras? - Perguntou o garoto. _ Foi difícil de te achar, se não fosse pelo Dementador você estaria naquele armário até hoje. - Proferiu sorrindo.
_ Na verdade, se eu não fosse atacada por um Dementador, eu estaria bem e com certeza estaria no salão comunal da Sonserina no mesmo dia e não após semanas. - Falei raivosa, quem ele acha que é? i****a!
_ Ora, sua... - Foi interrompido.
_ Calado, senhor Calluni. - Proferiu o professor. _ Vim aqui para lhe dizer que os pergaminhos de todas as suas aulas estão comigo e que amanhã trarei para você passar a limpo, e espero que a senhorita revise e estude.
_ Claro, professor, mas antes de o senhor ir, eu poderia pedir um favor? - Pergunto relutante.
_ Claro.
_ O senhor poderia enviar essa carta. - Pego a carta na mesa. _ Para o meu elfo?
Ele me olhou e apenas pegou o papel de minhas mãos, dando fim a essa pequena reunião na enfermaria. Eles me deixaram em paz e finalmente consegui dormir, mas com certeza fui pisoteada por Grifos.
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18 de setembro de 1991:
No dia seguinte o senhor Calluni veio me entregar os pergaminhos e os materiais que eu iria precisar para passar tudo a limpo.
Não foi uma tarefa prazerosa e as bolhas em minha mão eram uma prova disso.
Acabei pensando que cada dia que se passasse, aquela montanha de pergaminhos iria aumentar e eu juro que imaginei que minhas mãos iriam cair de tanto escrever.
E como era previsto, nos três dias que passei na enfermaria os pergaminhos não diminuíram, mas aumentaram e eu apenas queria que aquela dor em minha mão passasse, mas mesmo tomando poções não parava de doer e foi aí que descobri que eu tinha tendinite.
Era mais uma doença trouxa e pensar em doenças trouxas me fazia refletir que as doenças me amavam. Bufei apenas em pensar nisso.
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20 de setembro de 1991:
_ Senhorita Olwey? - Madame Pomfrey estava do lado de minha cama apenas me observando a terminar de escrever, já estava escuro lá fora e não tinha nenhum movimento nos corredores. _ A senhorita está liberada, apenas se certifique de pegar todos os seus pertences, já que você quase morou na enfermaria. - Pontuou risonha.
_ Obrigada pelos cuidados, madame Pomfrey, se não fosse pela madame eu estaria morta. - Falei sorrindo.
_ Não diga bobeiras, menina, a maior parte veio de você e não fiz quase nada, se não fosse sua persistência em sobreviver. - Riu orgulhosa. _ Ah, antes que me esqueça. - Ela andava muito esquecida. _ A minha amiga, a Falk, me informou em uma carta que seu elfo foi até o consultório dela para marcar uma consulta e ele marcou para todos os domingos às quatorze horas.
_ Perfeito, obrigada por me avisar. - Digo sorrindo.
_ Não há de quê. Agora arrume suas coisas, a senhorita já passou muito tempo aqui.
Sem esperar por mais broncas, arrumei minhas coisas e me despeço da madame, e vou na direção das masmorras. Estava ansiosa para finalmente ver o salão da Sonserina e eu agradecia internamente ao Calluni por me informar a senha do salão comunal.
Desço os degraus e corro até a parede e digo a senha:
_ Sangue-puro. - Tão clichê e antiquado.
Entrei no salão e ele era lindo, uma lareira gigante com alguns livros em cima; chão, parede e teto eram de pedras negras, mas dava um contraste bonito quando a luz verde de algumas velas ou da lareira iluminava o ambiente.
Mas o que me chamou a atenção não foram as estantes e mais estantes de livros ou o quadro n***o para bilhetes, ou até mesmo a mesa gigante com papéis ou os sofás e poltronas negros e sim, as janelas que me mostravam o Lago n***o. Aquilo era belíssimo.
Olho em volta e vejo que o salão estava pouco movimentado, olho para frente e vejo que as únicas pessoas que conhecia estavam discutindo ou conversando, era difícil compreender aquilo.
_ Como? - Perguntou Calluni.
_ Estou lhe falando, Thomas, eu acho que você-sabe-quem pode ser o malvado da história toda. - Falou Malfoy emburrado.
Andei até eles e vejo que os dois estavam quase estrangulando um ao outro, parecia que eles viraram amigos nessas duas semanas e seis dias, ou viraram inimigos, não poderia afirmar nada ainda.
_ Oi? - Chamo a atenção deles. _ Vim agradecer a você, senhor Calluni. - Suspirei. _ Obrigada novamente.
_ Não há de quê. - Sorriu. _Você chegou numa ótima hora, senhorita Olwey. - Falou rindo.
_ E em que posso ajudar? - Perguntei relutante. _ Mas antes de responder, posso guardar essas coisas no dormitório?
_ Claro. - Respondeu o Malfoy.
Corro até a escada que me levaria ao meu dormitório e andei um pouco até encontrar uma porta que continha uma plaquinha com meu nome.
Abro a porta e entrei no quarto, e sem pensar muito jogo minhas coisas em minha cama, eu nem mesmo olhei a decoração do meu quarto. A única coisa que eu pensava era: depois arrumo minha pequena bagunça.
Desço novamente para o salão e me sento num puff verde musgo que estava perto dos dois garotos e fico esperando eles falarem.
_ Então. - Faço uma pausa vendo se eles iriam começar a falar, mas não adiantou. _ O que vocês queriam falar comigo?
_Eu e o Thomas estávamos conversando sobre um tema um pouco estanho. - Malfoy tentava escolher as palavras com cuidado.
_ O que ele está tentando dizer. - Começou Thomas. _ É que a loira aí. - Apontou para o Malfoy. _ Começou a dizer que o Lorde das Trevas é mau e eu queria sua opinião para essa questão.
Olho para eles e vejo que eles queriam uma resposta que poderiam saciar os dois simultaneamente. Levantei-me ficando de frente para eles e começo a falar:
_ Olha, para eu responder essa pergunta temos que voltar um pouco no passado, para a época de Grindelwald.
_ Para quê? Não é mais fácil você apenas afirmar que ele é do mau ou sei lá? - Perguntou Malfoy estranhando aquilo.
_ Olha, não é bem assim, tem várias questões que envolvem essa pergunta e eu não posso apenas afirmar ou negar a sua pergunta sem conhecer toda a trajetória. Seria desumano e errado. - Suspirei, aquilo seria mais difícil que fazer um Patronum. _ Continuando, Grindelwald foi um bruxo muito poderoso e foi derrotado por Dumbledore, mas irei me aprofundar mais nessas informações.
_ Como? - Perguntou Calluni.
_ Ora, meu bisavô foi um dos seus aliados e escreveu muito sobre ele e de sua jornada até que tudo acabou em 1945. - Falei. _ Grindelwald era belo e manipulador, ele queria que a guerra que estava acontecendo no mundo trouxa acabasse, porque não era apenas os trouxas que estavam sendo prejudicados e sim, aqueles nascidos trouxas e alguns bruxos que estavam banidos do nosso mundo. Grindelwald queria que o mundo bruxo fosse descoberto pelos trouxas e eu acho que ele também queria conviver entre eles. - No diário não estava claro essa parte. _ Ele estava conseguindo seguidores e eles eram fiéis, mas no clímax da guerra ele foi derrotado e preso.
_ Ok! Conseguimos entender isso, mas o que tem a ver isso tudo? - Perguntou Malfoy.
_ Quando eu terminar de contar, irei dar a minha opinião. - Bufei. _ Mas o Lorde das Trevas já fazia suas "maldades" desde a época que estudava em Hogwarts e antes que me perguntem, meu avô era um. - Não consigo dizer e eles percebem.
_ Um Comensal da Morte? - Perguntou Calluni.
_ Sim. - Falo relutante. _ Na época que Dumbledore derrotou Grindelwald, o Lorde já estava nos últimos meses para se formar em Hogwarts. Na época todos pensavam que ele entraria para algum cargo no ministério para enfim se tornar ministro da magia, mas não foi isso que aconteceu. - Fui interrompida novamente.
_ Como você sabe disso tudo? Aposto que está mentindo, meu pai nunca me contou isso. - Malfoy falou rudemente.
_ Ora, sua loira aguada de quinta categoria. - Já estava me estressando. _ Se meu bisavô tinha um diário e contou tudo sobre Grindelwald, por que meu avô não poderia ter um também? É proibido? Só me faltava essa. - Falei irritada e com certeza estava vermelha. _ Posso continuar? - Concordaram. _ Ele começou a trabalhar numa loja e antes que me perguntem, no diário não estava escrito o nome da loja e depois de ficar alguns meses ou anos trabalhando naquele lugar, ele viajou para algum lugar desse mundo e aperfeiçoou ainda mais seus conhecimentos e magia. O diário do meu avô pulou alguns anos e ele apenas comentou a morte do seu aclamado mestre e o vovô tentou fazer algumas coisas para trazer o Lorde das Trevas novamente, mas ele não conseguiu achar o corpo ou muito menos as. - Parei para lembrar a palavra. _ Horcrux.
Thomas estava pálido e Draco fascinando, ninguém estava no salão além de nós três, o que era um alívio para minha consciência.
_ Uau, eu quero muito ler esses diários. - Comentou Malfoy. _ E eu aposto que seu pai também tem um diário, você já leu o dele?
_ Do papai? - Só de lembrar, meus olhos já ardiam. _ Mamãe me pegou lendo os diários uma certa vez, ela os pegou e os queimou. - Falei com um bolo na garganta, lembrar daquele dia doía e ardia. _ Mudando de assunto. Agora irei dar minha opinião. Os dois são absurdamente burros e idiotas, eu não acho que eles fizeram maldades, as pessoas que acham isso são apenas o grupo do outro lado da guerra e se temos dois pontos de vista, claramente eles vão dizer que quem é o malvado é aquele que matou seus companheiros, mas os dois lados da guerra fizeram isso, então eles são os malvados? - Eles ficaram chocados com minhas palavras.
_ Então você está dizendo que a Luz chama o lado das Trevas de maldosos e o lado das Trevas chama o da Luz da mesma coisa? Então os dois estão errados?
_ Talvez sim ou talvez não. Nunca saberemos até que fiquemos naquele lado.
_ E por que você os chamou de burros e idiotas? - Perguntou Calluni.
_ Como assim por quê? Um quer fazer todos os trouxas nos descobrirem e o outro, quer matar todos os mestiços e nascidos trouxas, esses dois são idiotas. A ideologia de Grindelwald é basicamente retirar as barreiras que impedem os trouxas de visitarem o nosso mundo, mas vocês nunca se perguntaram o que poderia acontecer se essas barreiras sumissem? Temos duas opções para essa pergunta.
_ Eles iriam entrar no nosso mundo e usufruir dele. - Falou Calluni.
_ Claro que não, eles iriam perceber que o trabalho que eles fazem que podem demorar horas, dias, meses ou anos, nós fazemos em um simples estalar de dedos ou um balançar de varinhas. Não teria mais emprego para os trouxas pelo simples motivo que eles iriam pedir para que fizéssemos e alguns iriam ficar irritados por esse desemprego em massa, outros iriam fazer experimentos em nosso corpo.
_ Não iríamos deixar isso acontecer, somos mais fortes do que simples trouxas. - Malfoy estava irritado e Thomas estava fascinado.
_ Sim, somos mais fortes, mas eles têm tecnologia e nós ainda estamos escrevendo com penas e tinteiro e eles já tem canetas. Paramos no tempo e eles não, eles não têm medo de criar algo que poderia destruí-los em apenas um clique. - Sorri triste. _ Claro que podemos matá-los facilmente, apenas quando eles não tiverem uma arma ou algo avançado em mãos.
_ Então você está dizendo que precisamos deles? - Perguntou Draco enrugando a testa.
_ Sim, e vocês já pensaram se os trouxas morrerem, o que vai ser do mundo bruxo? É bem simples, vamos supor que todos os trouxas morreram. - Vi os sorrisos deles ampliarem, eles realmente não entendem a gravidade disso. _ Vão sobrar alguns nascidos trouxas no nosso mundo e aí, chega o Lorde das Trevas caçando-os e extermina todos.
_ Seria lindo não ter que conviver com esses sangues ruins. - Riu Malfoy.
_ Agora sobra apenas mestiços e sangue puros, alguns sangue puros se casam entre si e outros casam com mestiços. Alguns anos no futuro os mestiços começam a morrer, porque o sangue não é muito compatível com o corpo e alguns têm doenças respiratórias, outros viram abortos e assim por diante.
Paro de falar para recuperar o fôlego.
_ Aí mais no futuro, todos os mestiços morrem porque nenhum bebê mestiço estava sobrevivendo e nem mesmo por meio de magia. Agora os puristas podem comemorar, só existe sangue puros porque aqueles que se casaram entre si, não sabe como, continuaram a procriar. Mas um puro teve um bebê, ele era um aborto e mataram a criança por ser nojenta demais. Aquele bebê seria a salvação do mundo bruxo, mesmo ele não contendo magia em seu núcleo o seu sangue continuava sendo mágico e se ele se casasse com algum bruxo e tivesse um bebê, uma nova linhagem mágica iria se erguer. Mas eles mataram o bebê. - Respirei, ser lógica não era comigo. _ Alguns anos se passariam e nenhum puro conseguiria ter filhos e todos morreriam felizes com a raça extinta, mas pura.
_ Está nos dizendo que sem os trouxas seremos extintos? Isso é o cúmulo do absurdo. - Calluni quase gritou.
_ Olha, vocês pediram minha opinião e eu apenas contei o que venho pensando algum tempo, e se eu fosse o Lorde ou Grindelwald, eu teria estudado mais os meios de conseguir poder, porque não é oprimindo e matando que se consegue alguma coisa nessa vida. - Digo raivosa. _ Eu também não gosto dos meios da Luz, eles também são culpados por várias mortes e sempre culpam os das Trevas e vice e versa. E se eles não existissem, estaríamos em paz! É o que alguns pacifistas pensam, mas nunca estaremos em paz, porque sempre terá uma pessoa com mania de poder e outro com mania de grandeza. Todos os anos, séculos ou milênios, existirá um Dumbledore e um Grindelwald ou um Lorde das Trevas.
_ Uau. - Proferiu Calluni horrorizado, ele finalmente caiu na real. _ Então o que você faria?
_ Eu? Bom, eu não sei, juro que não sei, talvez eu fizesse uma guerra para conseguir fazer nosso mundo ser como era antes, mas nem tanto, porque apenas dialogar não irá resolver nossos problemas, então teremos que entrar em guerra. Claro que precisamos dos nascidos trouxas para nos ensinar a evoluir, mas temos que ensinar a eles a nossa cultura e eu queria muito que nossa escola tivesse Yule e não Natal, e eu amaria que o DCAT não fosse "defesa contra" e sim, feitiços sobre Artes das Trevas. Estudar magia n***a não significa que você é mau e estudar magia branca não significa que você é bom, apenas significa que você quer ampliar seus conceitos acadêmicos ou que você se dá melhor naquele tipo de magia. - Suspirei novamente, já estava ficando com boca seca. _Vocês colocaram em suas cabeças que existe o bem e o m*l, mas posso lhe dizer a verdade? - Pergunto retórica. _ Vocês têm que esquecer esses conceitos e expandir a sua mente para outros horizontes. Sonserinos não são maus, mas também não são bons; Grifinórios não são os anjos, mas também não são os demônios; Lufanos não são tão amigáveis, mas também não são hostis e os Corvinos não são tão inteligentes, mas também não são burros. Entende o que estou tentando dizer? Não existe essa merda de ideologia que essas três pessoas tentam dizer para o nosso mundo.
_ Eu ainda preciso pensar a respeito disso, é muita informação. - Calluni estava pensativo.
_ Mas o que você acha de Harry Potter? - Malfoy estava mais na defensiva.
_ Por que eu deveria achar alguma coisa dele? Ele é endeusado e aclamado por ser uma pessoa da luz e que derrotou o Lorde das Trevas, ele matou alguém, um ser humano, por que devemos parabenizá-lo por isso? Claro que eu ia amar ser amiga dele e isso foi meu sonho até que perceber que nunca iria acontecer. - Bufei por fim. _ E eu também fiquei pensando, por que devemos ficar de um dos lados do tabuleiro se podemos ficar nos quatro cantos dele?
_ Quatro? Você está falando das extremidades? - Pergunto Malfoy.
_ Sim. Vamos esquecer por um momento os dois lados que existe no tabuleiro e nos concentrarmos nas quatro pontas dele. Tem a ponta que concorda com o Lado das Trevas, tem a outra ponta que está de acordo com o lado da Luz, tem uma ponta que é pacifista e chegamos na última ponta. - Falo respirando fundo, já estava ficando cansada, queria dormir. Que horas seriam? Onze da noite? Meia-noite?
_ E o que representa essa última ponta? - Perguntou Calluni, ele estava quase pegando um caderno e anotando tudo que eu estava falando.
_ Descubram, agora eu vou dormir, estou cansada.
_ Mas você ficou na enfermaria por duas semanas e seis dias! - Respondeu Malfoy.
_ E não quer dizer que eu não precise da minha cama, você já dormiu por semanas numa cama de hospital? É horrível, agora se me derem licença eu vou dormir.
_ Mas lá não é um hospital, é uma enfermaria. - Proferiu Malfoy, e ele estava vermelho e eu não saberia o motivo.
_ É a mesma coisa, agora tchau e amanhã temos aula.
_ Queria que nossa grade horária fosse igual do terceiro ano. Eles não têm aulas no sábado. - Grunhiu Draco.
_ Só estudamos de segunda a sábado, maioria dos internatos trouxas são de segunda a segunda. - Falo perto da escada que dava para todos os dormitórios.
Subo os degraus e entro no meu dormitório. Eu precisava urgentemente dormir e se alguns dias atrás eu estava falando que fui pisoteada por Grifos, eu menti, fui pisoteada por elefantes.