Capítulo XII

1010 Palavras
6ª Semana Comparação: Semente de Romã Peso aproximado: 1 g Tamanho: 0,7 cm Dias de gravidez: 42 dias Rebekah decidiu que precisava voltar à escola. Precisava conversar com o diretor, entender o que faria dali para frente. Para isso, pediu ajuda a Charles e Angelita. Como o diretor só poderia atendê-los no horário do almoço, ela resolveu assistir a algumas aulas naquele dia. Pouco depois do lanche da manhã, o enjoo veio forte. Bekah pediu licença ao professor e correu para o banheiro. Assim que entrou em uma das cabines, vomitou tudo o que havia comido no café da manhã. Com as mãos apoiadas na parede fria, ainda respirando com dificuldade, ligou para Charles, perguntando se ele poderia buscá-la. Mas ele estava com Lilian, fazendo compras. Aquela visita da mãe estava durando mais do que o normal; antes, m*l ficava um dia. Encostada na parede do banheiro, decidiu ligar para Jonathan. — Ei, Bekah! — ele atendeu rapidamente. — Está tudo bem? A preocupação era nítida em sua voz. — Oi… você está muito ocupado? — Não. Aconteceu alguma coisa? — Eu estou muito enjoada… e o Charles está com a Lilian… — Estou indo te buscar. — Jonathan não deixou que ela terminasse a frase. — Obrigada, Jhonny… mas não vai te atrapalhar? — Claro que não. Já estou a caminho. Depois de desligar, Rebekah mandou uma mensagem para Charles avisando que Jonathan viria buscá-la. Ainda encostada na parede, respirava fundo, tentando controlar o enjoo. A porta do banheiro se abriu e Bekah reconheceu a voz de Mia. Bufou internamente, já esperando alguma provocação. — Rebekah… está tudo bem? — Mia perguntou, ao vê-la pálida. — O quê? — Bekah franziu o cenho, confusa. — Você parece m*l… quer que eu chame alguém? — Não… — ela hesitou. — Você… sendo legal comigo? Mia deu um leve sorriso. — Sim. Na verdade, já faz um tempo que eu queria falar com você, mas nunca tive oportunidade. — Falar comigo? Sobre o quê? — Eu queria te pedir desculpas. — Desculpas? — Bekah arregalou os olhos. — Pelo quê? — Pelo que a Maya e o Julian fizeram com você. Não foi nada legal. Eu juro que não sabia de nada. A gente zombava de você, sim… mas aquilo foi h******l. — Está tudo bem. — Bekah deu de ombros. — Tecnicamente, nem foi sua culpa. — Não está tudo bem. — Mia insistiu. — A gente estuda juntas desde sempre. Nunca foi justo o que fizemos com você. Eu te peço desculpas de verdade. As duas conversaram por mais alguns minutos, até Jonathan ligar avisando que já havia chegado. O caminho até o apartamento foi rápido. Jonathan foi preparar algo para comer enquanto Bekah tomava banho. Mesmo depois, o enjoo persistia. — Você não pode ficar sem comer — Jonathan repetia, pela milésima vez. — Eu sei, mas estou enjoada. — Bekah revirou os olhos. — Come nem que seja um pouco. Derrotada, ela acabou comendo um pouco de salada. O celular tocou na mesa. Jonathan pegou e levou até ela. — Oi, Charles! — Bekah, sou eu — disse Angelita. — Estamos saindo da escola agora. — Conseguiram falar com o diretor? — Sim. Ele disse que você sempre foi uma ótima aluna: boas notas, turmas avançadas para a sua idade. Vai conversar com os professores. Eles vão preparar um simulado para você. Se acertar tudo, poderá se formar. Se não, refaz o último ano no próximo. — Sério?! E quando vai ser? — Ele disse que está fazendo isso exclusivamente por você. E pediu sigilo. Vai ligar avisando o dia. Comentei sobre você passar m*l várias vezes ao dia, e ele recomendou que fique em casa, em repouso. — Muito obrigada, Angelita! — Por nada. Você está melhor? O Charles comentou que você não estava bem. — Estou sim. Comi um pouco agora. O Jonathan está comigo. — Estamos chegando em casa agora. Achei que a Dona Lilian iria embora logo… nunca ficou tanto tempo. — Pois é. Mas estou me virando bem aqui no apartamento. Depois da ligação, Bekah contou tudo a Jonathan. Os dois se sentaram no sofá e ligaram a televisão. — Bekah… — Jonathan chamou, depois de um tempo. — Já pensou em algum nome? — Não… mas podemos pensar agora. — Ela sorriu. — Madelaine? — Muito grande. Valerie? — Muito final de alfabeto. Ella? — Muito pronome. — Bekah riu. — E Kayla? — Kayla… — Jonathan pensou. — Gosto. — E se for menino? — Acho que nem precisamos pensar nisso. Tenho certeza que é menina. — Como você sabe? — Bekah riu. — m*l dá para ver o bebê ainda. — Vai ser menina. Quer apostar? — Aposto. Mas só vamos saber no parto. — Apostado. — Ele estendeu a mão. — Se for menina, você deixa eu ser pai dela. Oficialmente. Se for menino, você decide tudo. — O quê?! — Bekah arregalou os olhos. — Jhonny, eu agradeço tudo o que você faz por mim… mas assumir oficialmente um filho é outra coisa. O que você vai dizer aos seus pais? — Com eles eu me resolvo. Eu não vou te deixar sozinha nisso. Não quero e não vou. — Ele respirou fundo. — Você falou em adoção, mas eu sei que não é isso que você quer. Eu vi você na ultrassom. Você quer esse bebê. Então vamos ser maduros e encarar isso juntos. — Eu… não sei. — Bekah estava pensativa. — Ano que vem o bebê já vai ter nascido. Posso te ajudar a fazer faculdade, um curso… sei que seu sonho é ter um estúdio. A gente pode investir nisso. Acho que damos conta. — Acha mesmo? — Claro. E ainda temos Ray, Cher, Angelita e Charles. Não estamos sozinhos. Bekah sorriu, emocionada. — Então… apostado. — Ela estendeu a mão. — Mas vamos pensar no nome do menino? — Claro. Oscar? — Muito velho. Callum? — Não gosto. Colin? — Gosto de Colin. Jonathan sorriu. — Então temos Kayla… ou Colin.
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