Os dias passaram, mas não a tristeza de Isaac. A fase dos feitos grandiosos havia passado também, fazendo-o se contentar com as olhadelas fortuitas e desautorizadas que eram humildemente oferecidas a Nathan pelos corredores; com os “oi, Nathan!” e os “hum, ei!” proferidos bem baixinho, de canto de boca mesmo, sempre que Isaac tinha oportunidade, fosse na fila do refeitório ou coisa do tipo; ou então através dos bilhetes deixados pelo buraquinho do armário do Nathan — todos sendo rasgados, amassados ou queimados antes serem lidos. Além disso, Nathan prosseguia com o mesmo desprezo e ignorância às mensagens de Isaac; aos pedidos de amizade e às solicitações de envio de imagem ou áudio nas redes sociais. Por fim, Nathan conseguiu o que por muito tempo quis: que Isaac passasse a ter raiva del

