Gabriel não saberia bem dizer em que momento um celular havia entrado na história — talvez porque sua percepção das coisas estavam meio relapsa, podia ser —, mas se lembrou de gostar, se lembrou de achar legal, ou de achar que achou legal. Estar sendo observado, e não só por Ítalo, mas por algo que o estava registrando e ao que fazia e tudo mais… — Gabriel pensando que seria muito legal, ainda mais excitante se ver ali, num possível vídeo, mas não em um celular qualquer, e sim no de Ítalo; que Gabriel era agora e seria mais tarde também o entretenimento dele. Ele se sentia… prestativo. Ainda que não tivesse sido perguntado acerca da gravação, nem implícita e tampouco explicitamente, Gabriel não disse nada; e quem cala consente, não é isso que dizem? Será? Gabriel decidiu querer achar legal

