capitulo 114 Sera

1095 Palavras

📓 Sera Duarte A sala de cinema era quase escura, só aquelas luzinhas no chão piscando fraco e o cheiro de pipoca se misturando com perfume caro. Adriel tava do meu lado, com aquele ar de quem finge calma, mas vive pronto pra correr ou pra proteger alguém. Eu tava com o cabelo solto, coisa rara, e o casaco dele sobre os ombros porque o ar-condicionado parecia ter nascido no Alasca. Ele olhou pra mim do nada, meio sorrindo, e soltou: — Confesso que achei que tu ia trazer o Theo. Soltei uma risada baixinha, daquela que dá cócega no peito. — Ele tentou, acredita? — respondi. — Ficou olhando pra porta com aquela cara de quem entende as coisas. — Claro que entende. — Adriel deu de ombros. — Aquele urso já sabe que tu manda em todo mundo. Fingi indignação. — Eu? Mando em nada. — Manda

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