📓 Isabela Duarte Fiquei olhando pra ele, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. A testa franzida, o coração acelerado e a raiva tentando abafar o que o corpo teimava em sentir. — Você tá com ciúmes, Adrian? — soltei, cruzando os braços, a voz trêmula, mas firme o bastante pra cutucar. Ele desviou o olhar por um segundo, respirou fundo e passou a língua pelos lábios, como quem procura a resposta certa. — Não. — disse, devagar. — Tô só… atento. — Atento? — ironizei. — Ah, então agora conversar com alguém é um crime digno da tua vigilância, é isso? Ele deu um passo pra frente. O olhar, intenso demais pra caber na palavra “atento”. — Eu só não gosto de ver outro homem tentando entender o que eu tô tentando aprender todo dia. Aquilo me desmontou um pouco. Mas eu não deixei ele

