Carga

2526 Palavras
Dias depois. Clara narrando- tô com um frio na barriga, o plano pra ajudar o Sombrio, vai ter que dar certo, não gosto dele, más ele precisa de grana pra criar o filho dele com a minha amiga, se não fosse por isso eu não tava nem aí pra isso. Eu não posso ficar direto no morro com a Vivi, tenho que cuidar da minha vida também, do meu trabalho, e da minha namorada que vai passar o fim de semana aqui em casa. Gravo uma trend para o tik tok, um passinho para um MC, uma publi de joias no insta. Sem a Vivi por aqui minha vida é tão sem graça, tenho 8 milhões de seguidores no insta e 19 milhões no tik tok, e no fim das contas não tenho ninguém. Abro o insta para postar um storie aleatório e dou de cara com um post do Murilo, uma foto dele sorrindo no meio do Show da Ludmila, cercado de gente famosa. Ele não apagou as fotos da Vivi, não tirou nem a Ultrassom dela do feed, o status de relacionamento ainda tá casado com ela, a foto do perfil é uma foto dos dois juntos no casamento, ele tá usando aliança. Isso prova que ele não aceitou as declarações dela, e vai atormentar a vida da Vivi e do Sombrio. O Sombrio precisa se refazer e matar logo o Murilo, não pode esperar ele sair na frente, não pode esperar ele atacar de novo. Aquela cara de pilantra do Murilo nunca me enganou, más nem de longe eu achei que ele fosse um bandido. Na DM tem uma mensagem da coca cola aprovando a campanha na fábrica, eles gostaram da ideia que eu tive. Meu celular vibra, é a Vanessa avisando que tá chegando, tô m*l por pensar tanto na Suelen, a Vanessa é esquentadinha, ciumenta, más eu amo ela, ela não merece que eu pense outra mulher. Ela chega e já corre pra me abraçar. Vanessa- tava morrendo de saudades meu amor. Clara- eu também! Ela me beija. Começa a falar da vida dela, dos jogos, e fala, fala...más minha cabeça não tá aqui. Vanessa- Clara? Tá me ouvindo? Clara- hãn? Tô amor, tô ouvindo. Vanessa- ta pensando em quê? Em quem? Clara- não começa Vanessa. Meu celular toca. Clara- vou atender ali rapidinho. Vanessa- quem é Clara? Clara- é a Vivi! Vanessa- você não pode falar com ela na minha frente? Clara- ela tá m*l Vanessa, deixa eu falar com ela tá! Vai ser rápido. Saio de perto da Vanessa, entro no quarto e atendo o Coruja. ?Coruja- e aí, tá de boa?conseguiu firmar o bagulho lá com a Coca pra amanhã?por aqui já tá tudo no esquema. ?Clara- Oi ,tá tudo bem, e você? tá firmado, tô livre pra entrar lá a partir das 7:00 da manhã que é quando começa a sair os caminhões pras entregas. ?Coruja- aí sim, amanhã nos se tromba pra fazer o esquema. ?Clara- até amanhã! Desligo o telefone, abro a porta do quarto, a Vanessa tá com a cara na porta. Clara- o que foi Vanessa? Quer me perguntar alguma coisa? Vanessa- desculpa amor eu só achei que não era a Vivi. Clara- quer falar com ela? Que comprovar que eu tô falando a verdade? Ofereço o celular más tô com medo que ela pegue e veja que não era a Vivi. Vanessa- não precisa! Ufa Clara- amanhã cedo tenho uma campanha pra fazer na Coca Cola, vou deixar você aqui dormindo, não vou demorar. Vanessinha- posso ir com você? Dou um selinho nela. Clara- não amorzinho, é trabalho, vai ser bem cedo, prometo que volto rápido. Vanessa- tem alguma coisa diferente em você Clara, você sempre gosta quando vou com você nas campanhas, até insiste pra eu ir. Clara- e você nunca gosta de ir, sempre reclama, juro que vai ser rápido. Fiquei pensando se eu for presa, se ela vai me visitar? Vai nuncaaa, eu não posso ser presa, não tinha pensado nisso ainda. Vanessa- tem alguma coisa errada com você, tá me traindo Clara? Fala que eu não quero saber por esssa páginas de fofoca. Clara- para amor, não tem nada de errado comigo, você que coloca mil coisas na cabeça que não existe, eu te amo, te amo minha baixinha. Vanessa- a vivi traiu o Murilo, e vocês são muito amigas, quem anda com.... Clara- é sério que você vai se comparar com o Murilo? O Murilo traiu a Vivi tantas vezes, agora eu que achei estranho. Vanessa- esquece, vamos ficar bem, eu não vim do Rio de Janeiro pra ficar brigando com você aqui. Ela vai tomar banho, peço uma comida no Ifood pra gente. Não tenho como evitar meus pensamentos, eu acordo pensando na Suelen e vou dormir pensando nela, eu tô entendendo a Vivi, quando ela disse que não podia controlar o que tava acontecendo com ela, más no meu caso, não pode rolar, a Vanessa não é como o Murilo. Me assusto com a Vanessa na minha frente. Vanessa- Clara??? O interfone! Clara- eu não ouvi. Vanessa- eu lá do banheiro ouvi, a comida chegou, vê se escuta a campainha tocar. Ela sai me olhando de cara feia, eu tô muito distraída e isso pode me atrapalhar amanhã. A comida chega, a Vanessa escolhe uma série pra gente ver, não consigo prestar atenção em nada. Ela vira pra mim e me beija, coloca a mão por baixo da minha blusa e começa a acariciar meus s***s, eu puxo ela pra mais perto de mim, más não tô conseguindo me concentrar nem nisso, ela percebe, tira a mão do meu peito, e me olha sério. Vanessa- tá legal, o que tá acontecendo? Não tá com t***o, tá esquisita, tá com a cabeça em outro lugar, fala a verdade Clara. Clara- eu tô preocupada com a Vivi, e também tô cansada, eu gravei um monte de coisas hoje. Vanessa- Vivi! sempre a Vivi! Cansada? pra me dar um pouco de atenção, pra fazer amor comigo? A gente quase não se vê Clara, e quando se vê é assim que você me trata? Clara- Desculpa meu amor, vem eu vou te fazer esquecer isso tudo. Vanessa- não quero mais! Ela levanta e sai nervosa para o quarto de hóspedes. Vou para o meu quarto fico mexendo no celular. Depois de um tempo a Vanessa entra no quarto . Vanessa- você não vai atrás de mim? Não vai insistir? Não vai tentar me fazer mudar de ideia. Ela é bem acostumada a ver eu me humilhando, implorando por ela, e qualquer besteira que eu faço ela transforma em algo monstruoso, e tenho que pedir perdão, insistindo pra ela me desculpar por coisas que eu nem faço. Clara- eu pedi desculpas amor, vem deita aqui comigo. Ela me olha. Clara- por favor, vem dormir com sua mulherzinha vem. Ela veio toda manhosa, deitou do meu lado e graças a Deus dormiu. Acordo cedo, tomo banho, tomo um café da cafeteira, sem açúcar mesmo. Pego o carro e saio. Vou encontrar o coruja no posto de gasolina, fico esperando ele chegar. Ele chega em um Corolla preto, com dois homens dentro, armados, logo em seguida duas motos e outro carro passam por nós e buzina, são as escoltas. O coruja desce do carro e me cumprimenta. Coruja- e aí! Aperto a mão dele, tá suada e fria. Ele tá com medo, ele que é bandido acostumado a fazer coisa errada tá com medo, eu vou é desmaiar aqui. Clara- se eu for presa, você fala pra Vivi me desculpar por não ter falado pra ela, fala pra ela pagar o advogado mais caro do mundo pra me tirar da cadeia. Coruja- e se tu morrer eu vou falar o quê? Brinca muito cara, chega deu dor de barriga. Clara- vai falar nada, que morto não fala, o Sombrio falou pra você me proteger com a sua vida. Ele rir. Ele não vai me defender com a vida dele não, eu sabia! Não se pode confiar em criminoso não, tava achando ele tão legal, uma vibe tão boa, agora tá aqui falando que eu vou morrer. Coruja- quer dar um teco? Pra dar coragem? Clara- quero não, não curto essas coisas, também não preciso, meu nome é coragem. Coruja- tem um desenho de um cachorro que tem esse nome também. Clara- que foi? Assistiu escola dominical com o Sombrio foi? Ele riu. Coruja- relaxa Clara, o medo faz parte do processo ele ajuda a não meter a cara e fazer merda. Fazer merda? Clara- é melhor eu ir lá no banco, sacar um dinheiro com o gerente, a gente compra a droga de alguém e leva pro Sombrio. Coruja- quer desistir? Quer sair fora? Dá tempo, a droga que tá no caminhão não tem pra vender, não é todo mundo que tem aquele pó ali não e se o Sombrio descobre te mata de qualquer jeito. Isso que dar ficar assistindo sintonia, achando que eu posso ser que nem o Nando. Clara- não vou desistir, quando eu tiver saindo do deposito eu te mando mensagem. Coruja- vai na fé! Vou me cagando mesmo. Chego na Coca Cola, tiro foto com os funcionários, um dos soldados do sombrio finge me gravar pela fábrica, a gerente me apresenta a fábrica, e depois de me cansar, me mostra o caminhão que vai sair pra rota de entrega. Entro no caminhão com o soldado do Sombrio gravando, e o motorista. Saímos da coca cola sorrindo. O soldado tira a arma da cintura. O motorista se assusta. Clara- perdeu! Perdeu! O soldado me olha com raiva. Clara- que foi falei alguma coisa errada? Ele me ignora e olha pra o motorista Soldado- segue dirigindo, não para, aí irmão, nós vai mudar um pouco essa rota, se ligou? Motorista- faz isso não cara, eu sou pai de família. Soldado- ninguém vai fazer nada com tú, só se tu der mole. Motorista- o caminhão é monitorado. Clara- o Tatu vai bugar o sistema do monitoramento. De novo ele me olha com a cara de quem vai me matar. Soldado- tem mais alguém ai pra você caguetar? Tem mais algum nome aí pra tu falar? Clara- eita! Foi sem querer. Soldado- nós vai usar o caminhão por pouco tempo, só pra trocar por outro, enquanto isso tu vai ficar esperando, vai ser bem tratado, más se tú vacilar, vai morrer tú e tua família toda. Motorista- tá bom! Tá bom, eu faço o quê vocês quiser. Encontramos o Coruja no Corolla, perto da PF, o Tatu vai bugar o sistema de monitoramento do pátio por dez minutos. Dois seguranças do pátio já estão comprados pra ajudar na troca, vou com o coruja e outro soldado dentro do caminhão. O sombrio não concordou com essa parte, más o plano é meu, eu vou e pronto. O portão de trás se abre, entramos com o caminhão, saimos de um e entramos no outro rápido, um outro segurança aparece do nada. Um policial federal aparece do nada, grita mandado parar o caminhão. Meu coração vai sair pela boca. Clara- Acelera Coruja. Coruja- tá doidona? Se ele chama os outros nós não sai nem da quadra. O policial chega perto. Policial- Ta saindo com o caminhão de cocaína? Porquê? Quem são vocês? Coruja- esse aqui é de contra bando, não é droga não, é cigarro, trouxemos pro pátio errado. Policial- cadê a autorização? E tão sem uniforme? Cadê o crachá? Vocês são da onde? Coruja- DCOC O é DCOC? Como ele sabe dessas coisas?O coruja me olha, Coruja- a autorização aqui, e o crachá. Ele me olha disfarçando, puxa a arma com silenciador do meio das pernas, abre a porta do caminhão, puxa o policial pelo cabelo e dá um tiro na cabeça dele, puxa ele pra dentro da cabine com a ajuda do outro soldado. Eu fico paralisada olhando, foi tão rápido, que eu pisquei o policial já tava em cima do meu pé com o olho aberto. Ele sai dirigindo o caminhão, olho pra ele, pensando ele com medo fez esse estrago todo, e se fosse corajoso? quero nem pensar. Coruja- se liga Guga, minha perna tá dando caimbra, tú vai ter que dirigir. Guga- não sei dirigir caminhão não irmão. Coruja- é igual carro p***a! Guga- se tiver que dar o pinote nós vai ficar na mão, eu não sei Coruja. Clara- eu dirijo. Coruja- tu já dirigiu caminhão maluca? Clara- já! Eu já! Coruja- então vem pro volante. Ele encosta o caminhão, puxa a perna se arrasta para o banco e eu assumo o volante, o caminhão arranca e o coruja me olha. Coruja- tú já dirigiu caminhão? Clara- já dirigi dodje RAM, é a mesma coisa. Coruja- tô começando a dar razão pro Sombrio. Dá nada! Tudo é questão de jeito, pegou o jeito já era. Vou dirigindo rumo ao morro, o coruja vai falando com o Sombrio, pra ver como tá o movimento no morro, com os seguranças do pátio, e vai falando com os soldados que tão na escolta. Coruja- vai maluquinha, tá perto! Clara- me respeita que eu sou bandida queridinho. Ele ri. Subo o morro buzinando. Coruja- para com isso p***a! Clara- eu nasci caminhoneira coruja. Ele ri. Uma moto vem vindo na frente do caminhão. Tava dando certo até aqui,é o Sombrio com essa cara de ** dele, não solta nem um sorriso de agradecimento. Pensei em atropelar ele com moto e tudo, más ele vai ser pai do meu sobrinho, se não fosse por isso, era o fim desse bandido chato. Do nada um monte de tiros, um barulho assustador, me abaixo com medo, e dou de cara com o pé do defunto. Clara- desculpa seu polícia, não tinha outro jeito. Sombrio- que foi? Desce mano! Levanto a cabeça. Clara- tamo no céu ou no inferno? Sombrio- no Paraisópolis Clara, desce! Passo a mão pelo corpo, procurando os buracos. O sombrio me puxa, e me tira do caminhão me jogando nos ombros dele. Clara- me põe no chão peste! Ele me coloca no chão. Um soldado assume a direção do caminhão e tira ele de vista. Clara- tanto tiro pra quê? Sombrio- pra comemorar a chegada da mercadoria. Clara- agora vou pra casa tomar banho, minha namorada tá lá me esperando. Sombrio- pra casa? A polícia jajá vai te procurar, tú é foragida agora. Clara- eu foragida? Sombrio- sequestro, homicídio, carregamento de droga, é traficante que nem eu! Coloco a mão no peito. Clara- faz isso não sombrio, eu acho que tô tendo um ataque cardíaco. Sombrio- o plano foi teu, a ideia foi sua. Clara- não quero mais. Sombrio- não tem mais volta, tem um barraco perto da minha mãe pra tú morar, a polícia não vai te achar aqui. Foi aqui que eu minha vista escureceu e eu não vi mais nada. ❤️Clarinha não consegue parar de pensar na Susu, e aí rolou o plano e a carga tá com o dono. Será que o Sombrio tá falando sério? A clara vai ter que ficar no morro? Clara é muita resenha kkk Se levanta sombrio e vai cobrar quem deve!
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