Eu me ergui num pulo, tropeçando para trás, batendo as costas na parede áspera. O corpo inteiro tremia. Levantei a mão como se pudesse me defender dela, mas tudo o que fiz foi tentar empurrar o ar. “Você me abandonou!” cuspi. “Meu pai... ele sentiu sua falta todos os dias. Ele me fez sentir sua falta.” “Eu não podia colocar sua vida em risco,” ela disse, o tom baixo, implorando. “Mas colocou mesmo assim!” gritei, a garganta queimando. Apontei o dedo para ela, o braço rígido, o corpo quente de raiva. “O que você acha que fariam comigo no bordel?!” A voz saiu rasgada, quase um urro. “Jason te protegeria,” ela rebateu. “Ele morreu!” urrei, batendo o punho contra o peito. “Ele era humano, de carne e osso! Não havia magia que pudesse salvá-lo. Sua magia não me salvou do rei. Olhe onde eu es

