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1361 Palavras

Uma lágrima escapou, quente e lenta, deslizou pela curva da minha bochecha até cair no tecido da minha camiseta. O líquido escuro manchou a fibra clara num ponto pequeno que se expandiu como uma sombra. “Depois eu fui levada para um prostíbulo no centro da cidade. Cai nas mãos de uma mulher chamada Nora. Diziam dela que era o d***o na terra… e talvez fosse. Ela foi c***l em muitas coisas, de fato, mas não me vendeu.” A voz ficou mais fina, e eu tive que respirar fundo. “Não como pensei que fariam. Às vezes, ela me punia, mandava eu trabalhar de dia limpando chão para não ter que me ver à noite com os pervertidos, e eu dormia atrás do balcão, sem cama de verdade. Por muito tempo, eu achei que ela me odiava tanto que queria me destruir.” Soltei todo ar de meus pulmões antes de voltar a fal

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