Capítulo 4

2843 Palavras
Arthur acordou no sofá do seu chalé, enrolado numa colcha. Todas as luzes estavam acesas, e a lareira também. uma garrafa de água aberta repousava sobre a mesinha em frente ao sofá, junto uma tigela cheia de cachos de uva. Usando o que restava de forças ele apoia sobre o braço no sofá, pegou o primeiro a água e bebeu metade do conteúdo da garrafa de uma vez a garganta dolorida pelas chamas que foram obrigada a engolir Antes de descobrir a fraqueza do seu oponente e vencer o torneio. Depois de se hidratar colocou a tigela de suas uvas no colo e começou a devorá-los. Ficou contente de ter escolhido as sem semente já que nunca gostava de cuspir ao menos que tivesse brigando com primo. Quando as frutas estavam chegando ao fim, ele já imaginava O que é mais haveria na geladeira ou no freezer, houve uma forte pancada em algum lugar nos fundos da casa, seguida de xingamentos. Começou a se levantar quando Rico voou para dentro da sala, perseguido por Theodoro Máximo, que tentava apanhá-la. -- Venha aqui, sua praga! Ele fez uma tentativa louca de agarrar o falcão-gerifalte, que escapou para o alto em busca de abrigo. Uma das razões pelas quais Arth escolheu aquele chalé para ser seu novo lar era o teto extraordinariamente alto. -- Não Não pense que subir aí vai me impedir . -- Rosnou Theodoro. Ele havia se vestido, o que era uma pena, ele imaginava por quanto tempo teria ficado desacordado para que ele tivesse tempo de ir em casa, se vestido e voltado. Então na outra ponta do sofá modelado, viu não apenas sua arma, mas também o vestido a sacola que levava consigo ao dirigir-se a clareira. Jesus, mas que horas seriam...? Por que, se havia algo que se abria sobre aquele homem era aquele não possuía um vínculo para se locomover por aí com rapidez toda vez que ouvia, ele estava andando a pé, muito devagar, fosse sobre duas ou quatro pernas: e nas poucas vezes que estava dentro de um carro, sempre havia outra pessoa dirigindo. Mesmo assim, tinha que admitir... Todas aquelas caminhadas havia feito maravilhas. Ele tinha o que se podia chamar de um corpo impressionante do tipo que tinha os super modelos aparentavam ter naqueles anúncios gigantescos na times Square, mas que quando Arth via pessoalmente - geralmente em batidas de apreensão de drogas - , eram sempre magros demais. Não era assim com Theodoro Máximo. aquele, sem dúvida alguma, era um homem que podia aguenta-lo fisicamente, o que era uma variação agradável . -- O que está fazendo??-- Ele finalmente perguntou, quando viu o lobo se abaixando para fazer um salto de lado para cima do pássaro. Embora tudo que os metamorfos pudessem fazer é suportar fisicamente o espantasse, Arth sabia que ele nunca alcançaria o falcão. Mas também estava ciente de que os caninos podiam ser meio burros, às vezes Théo soltou folego antes de se voltar para encará-lo. -- Estou tentando fazer um guisado para você. Arth fungou, encolhendo um pouco ao sentir a garganta e as narinas arder com as queimaduras. -- Você deveria se conformar com os pássaros mais fáceis de pegar do que os falcões. -- Pensei que é isso fosse uma águia. -- Não, é um Falcão - gerifalte. -- Um o quê? -- Ge-ri-fal-te.-- Ele repetiu, bem devagar, para que Theodoro entender. -- Uma ave de rapina. Eu fui procurar o nome na internet. -- Você arrumou uma ave de rapina como o bichinho de estimação? -- Eu não arrumei nada. Um dia abrir a porta da frente e lá estava ela eu a batizei de Rico, por causa daquela lei anti máfia dos anos 70 Rockettrr influenced and corrupt organizations ACT. -- De de fato, piu-piu seria o nome óbvio demais... -- Theodoro foi em direção de Arthur, e Rico desceu, pousando em sua cabeça. Ele parou e soltou um longo suspiro de frustração. -- Essa coisa está na minha cabeça! -- Sim, ela está na sua cabeça. -- E por que raios essa coisa está aqui? -- Talvez porque prefira ser chamada pelo nome, em vez de "coisa." -- As garras dela estão se enfiando no meu crânio! -- Ela só está tentando me proteger de você. Rico é minha parente, então esse é o trabalho dela. -- Pensei que tivesse dito que ela era um Falcão. sem v****************a explicação completa sobre a conexão mágica entre os bruxos e certos animais, Arth ergueu o braço e Rico imediatamente veio até ele pousou em seu antebraço, as garras segurando. A pele com gentileza. Arth sorriu para o pássaro majestoso que o escolher. -- Não é linda? -- Ah, não tenho certeza... Acho que há coisas muito mais bonitas bem aqui. Arthur ergueu os olhos e viu o lobo encarando seu tórax que ficaram expostos quando a colcha que os cobria caiu até a cintura. Ficou surpreso ao sentir embaraço já que, conforme Gay costumava dizer:"Arth você é louco para ficar nu sempre que pode;" Estendeu a mão para a coberta, mas Rico foi mais rápido e abriu as asas, cobrindo - o. Théo encarou o pássaro. -- Estraga - prazeres. Theodoro ouviu o timer a cozinha disparar, e voltou até lá para escorrer o macarrão que colocará para cozer. Não estava fazendo nada muito elaborado, mas preocupado em alimentar arth do que encanta-lo com suas habilidades culinárias. Colocou uma generosa porção de espaguete em uma vasilha e cobriu com molho pronto. Então pegou um garfo, queijo ralado na geladeira e alguns guardanapos de papel. Levou tudo para sala, onde encontrou Arth sentado, com a colcha amarrado ao pescoço e cobrindo até seus pés. Uma pena já que gostaria muito de observa seu belo corpo com toda aquela luz. O corpo de Arth era forte para um humano, e riscado de cicatrizes. Nenhuma marca de presas, como a maioria dos machos e fêmeas de Damyang recebia após atingir a puberdade, mas sim marcas de facadas, de tiros -- pelo menos dois -- e uma cicatriz cobrindo a parte de cima do peito que provavelmente precisou de mais. Do que ele tinha vontade de contar. entretanto, ele não esconde aquelas cicatrizes de ninguém. Nem às desfilava pela cidade, para que todos pudessem admirar seu sofrimento. Como a bela cor alva como papel de sua pele e as covinhas nas bochechas,as cicatrizes eram simplesmente uma parte dele, aceita sem questionamento. -- Aqui. -- Ele coloca o macarrão diante dele. -- Coma! -- Obrigado. -- Arth se concentrou na refeição, e Theodoro voltou à cozinha para pegar água e um pedaço de pão fresco, que vira por ali, levou tudo e colocará sobre a mesinha. -- Precisa de mais alguma coisa? Ocupado comendo, Arth balançou negativamente a cabeça. Theodoro se esparramou na outra ponta do sofá enorme, pegou o controle remoto e ligou a televisão, antes de colocar os pés sobre a mesinha e relaxar. Depois de cinco minutos tentando achar algo decente para assistir, ele ouviu uma pequena e delicada tossedinha. Olhou para Arthur que o observava. -- Confortável? -- Ele indagou. Théo sorriu. -- Bastante obrigado por perguntar. Como não podia estar, com um belo homem usando apenas uma coxa distância de um braço, uma grande televisão à sua disposição -- Provando que não precisava de uma enquanto seus amigos tivessem a deles -- e um sofá macio e gostoso? De que mais poderia precisar? Claro, quando aquela grande porcaria de pássaro fez c**ô bem no meio da sua cabeça, ele percebeu que poderia precisar de um rifle por perto. Poderia ser para aquela coisa implumada que Arth dissera:"Olá meu bem, cheguei." No outro dia? Porque Deus os protegesse de ele fazer algo normal. Rindo tanto que caiu do sofá, Arth não conseguiu dizer nada Além de: -- Ah! Meu Deus! Ela realmente te odeia você... Sim, ele sentia isso também. E estaria mentindo se dissesse que o sentimento não era recíproco. Arthur observou Theodoro sair do banheiro com o cabelo recém - lavado. Ele encarou o pássaro ao passar pela estante livros sobre a qual ele se apoiava. -- Estou cheirando a mel. -- Ele reclamou. -- Todos os ursos das redondezas vão me seguir pela cidade. -- Eu gosto de produtos naturais para o cabelo. Sem sulfato ou silicone para mim. -- Quando Theodoro olhou para Arthur do mesmo jeito que olhou para Rico, Arth não pode deixar de rir. Théo secou o cabelo sem muito cuidado antes de cair no sofá e usará escova favorita dele para tirar os cabelos castanhos do rosto, observando - o tempo todo. -- O que foi? -- Arth finalmente questionou. -- Preciso que me diga o que está acontecendo. Sem ter muita certeza de a que ele se referia, Arth apenas respondeu: -- Nada. Por quê? Largando a escova, ele apoiou os cotovelos nos joelhos e inclinou - se para frente, cruzando as mãos. -- Só há dois jeitos para fazermos isso, meu lindo. Ou você me conta o que aconteceu hoje, e fala agora...ou junta suas tralhas e vai embora. Você e todo o seu círculo, inclusive Craig. O pânico de Arth diminuiu ao perceber que ele estava falando do que acontecerá algumas horas antes, e não sobre o que vinha o correndo nas últimas semanas. -- Kyle nunca vai permitir isso. -- Falou confiante. -- Tem razão. Ele não permitiria. Mas Kyle não manda nessa cidade . Apesar de todos os tigres, leões e malditos ursos, só os lobos Máximo comandam Damyang. E assim sempre será. O que não quer dizer que Kyle não vá seguir Craig para onde ele se mudar. Porque ele vai. Mas nós dois sabemos que aquele rapaz não vai ser feliz em nenhum outro lugar. -- E mesmo assim, você vai nos expulsar? -- Vou proteger minha cidade. É o que eu faço. É o que sempre vou fazer. E neste momento,meu lindo, você não passa de encrenca. Então, a menos que comece a falar, e a menos que eu acredite em cada palavra do que disser, quero vocês longe daqui ao amanhecer. -- Quando ele abriu a boca para responder, ele acrescentou : -- E pare de tentar me testar. Só está me irritando, e ambos sabemos que vou fazer o que acabei de dizer. -- Ambos sabemos, é? -- Sou um Máximo, meu lindo. Não há nada que eu não faria. Cansado, mas já não exausto, Arth se recostou no sofá e estudou o homem a sua frente. -- Estou em busca de poder. Puro. Sem limites. -- Pensei que tivesse encontrado isso aqui. -- E encontrei. Mas é como se eu tivesse uma conta conjunta. Cada vez que faço uma retirada de poder, meu círculo sabe. -- E eles fazem perguntas. -- Exato. -- Então, era isso hoje à noite? Uma busca por mas poder? -- Mais ou menos. Estou tentando me torna o campeão de uma das minhas deusas. É um trabalho duro, sujo e com frequência exige que combata gigantes gregos que gostam de usar fogo como arma. -- Parece bastante arriscado para um ianque de Statem Island. -- Eu sou de Long Island, Scooby-Doo. É diferente. -- Mas ainda assim parece bastante arriscado. -- E é. Mas torna - se o campeão de uma deusa multiplica seu poder por dez. Então, vale a pena. -- Eu não entendo você. -- Não entende o quê? -- Você já tem tanto poder ! Todos na cidade sabem disso, todos podemos senti - lo. É uma parte de você, como o lobo é parte de mim. Não entendo porque você iria querer aumentar isso. Aborrecido com a declaração dele, embora não soubesse bem o motivo, Arth replicou: -- E eu não compreendo como você pode se sentir feliz perambulando por está cidade todo dia. Não fica entendiado? -- Não; Por aqui sempre há algo interessante acontecendo. -- Eu estou aqui há dez meses e não vi nada de interessante. É uma linda cidadezinha, não me interprete m*l. Mas... -- Mas o que? Vamos pode dizer! -- Você não busca nada mais? -- Não. -- Então, está feliz como está? -- Acho que temos opiniões diferentes sobre como as coisas estão, meu lindo. Arthur levantou as mãos, com as palmas para cima. Não queria briga , já que o homem o salvará de hienas voadoras. -- Ei, sabe de uma coisa? Cada um na sua. Se você está feliz, isso é o que importa. -- E você pode pensar em algo melhor do que ser feliz onde está? -- Claro. -- Arthur sorriu. -- Poder. Deus do céu, ele era como um cachorro que não largava do osso! -- Não há mais nada que você queria? Mas nada que pudesse fazê-lo feliz? -- E com a graça do senhor. Satisfeito? -- Tentei a carreira profissional. Sabe como é, busquei ascender os degraus do departamento de polícia, mas... Não deu. Dinheiro só satisfaz até certo ponto, embora sempre seja bom possuí-lo. -- E que tal um relacionamento? -- A resposta para todos os problemas femininos? -- Ele sorriu -- Para muitas mulheres e para alguns homens. Sim. -- Tentei o casamento, mas foi extremamente insatisfatório. Theodoro sentiu seu corpo fica tenso. -- Você foi casado? -- Não sabia? -- Não. -- Fui sete anos da minha vida que jamais vou recuperar. -- O que aconteceu? -- Nada. -- Deve ter sido alguma coisa. A menos que ainda seja casado... -- Ah não, não, não. -- Ele respondeu depressa. -- Definitivamente não continuo casado. -- Então o que houve? -- Como eu disse, nada. E foi o problema. Quando discutimos, eu não sentia nada. Quando ela gritava comigo por causa de qualquer ninharia, eu não sentia nada. Quando ela ameaçou me entregar ao departamento por ser bruxo e louco nada ainda. E quando a peguei transando com um pseudo amigo meu, na minha cama... Menos que nada. Na verdade, senti m*l por ela, porque Deus sabe que ela estava fazendo aquilo por mim. E eu não sentia nada. -- Você nunca a amou. -- Não. -- Arth confirmou, balançando a cabeça. -- Nunca. -- Então, porque... -- Eu estava passando por uma fase isquesita, em que queria ser normal. Meus pais ficaram felizes. As pessoas que eu fingia serem meus amigos ficaram felizes. As pessoas que eu fingia ser amigo ficaram felizes. Eu fiquei feliz. Todos estavam contentes ... Exceto o meu círculo de bruxos. Eles não estavam nada felizes. -- Porque sabiam que aquilo era errado para você. -- Sim, sabiam. E tentaram me avisar. Achou que eu deveria ter escutado. Curioso para saber porque alguém ficaria com uma pessoa de quem não gosta por sete longos anos, Theodoro decidiu continuar o assunto que estavam discutindo. -- Então, você ganha todo aquele poder. Você o engole como se fosse torta de limão que minha mãe faz e leva para a quermesse. E aí? O que vai fazer com todo esse poder quando o possuir? -- Vou usá-lo. -- Para fazer o quê? Destruir o mundo? Virar o todo o poderoso imperador do universo? -- Não. -- Respondeu ele, dando de ombros com tanta tranquilidade, que Theodoro teve certeza de estar ouvindo a verdade . -- Não quero nada do tipo. -- Bem, esse é o problema com o poder, meu lindo. Uma vez que o possua, tem que fazer alguma coisa com ele. Arthur sorriu, mostrando aqueles dentes perfeitamente alinhados de quem tem o pai ortodontista: -- E eu com certeza farei. Arthur não sabia quando pegara no sono, mas sabia quando Theodoro o levara para cama. Ele o levantará facilmente do sofá e andara pela casa escura até o quarto dos fundos. E tirara a colcha antes de cobrir com o lençol e o edredom. -- Está indo embora? -- Ele se ouviu perguntar. -- Já, já. -- Tudo bem. ele rolou para o lado enfiou as mãos sobre a bochecha. Sentiu lados pressionar e sua testa, Então ele se foi. Théo não fez nenhum barulho, mesmo assim Arth soube quando ele saiu do quarto e depois da casa, pela incrível energia que levou embora consigo. E com essa energia se dispersando, a deles voltou. Ele podia ouvir luz arranhando as paredes, as portas, e as janelas tentando entrar ponto sempre tentando entrar. Estava aumentando cada noite. No começo, um simples feitiço podia afasta-los; agora, ele tinha que usar muito mais. pior, estava chegando ao ponto em que tinha que lidar com isso constantemente. um feitiço já não podia cobrir de uma fase da lua para outra, nem mesmo de um dia para o outro ponto claro eles tinham ajuda, não tinham? Tinha aquele que os enviará. Arth agarrou o outro travesseiro e colocou sobre a cabeça, na esperança de bloquear os sons, enquanto Rico se ajeitava na cabeceira, cuidando dele durante a noite. Mesmo assim ajuda da sua parente só podia ir até certo ponto uma vez que eles conseguissem quebrar as barreiras que ele havia criado, Arthur duvidava de que houvesse alguém capaz de protegê-lo.
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