Já eram quase onze horas da noite quando Arth saiu de sua casa. Estava com vestimenta simples, mas sem sapato nem agasalho, apesar da temperatura fria em virtude da proximidade com o mar. Seus cabelos estavam molhados, cherando a recém lavado, e os cachos já começaram a se formar desse os outros por seu rosto. Na maioria dos dias ele andava como eles, com calças jeans camisetas e botas. Mas não naquela noite.
A única coisa que carregava consigo é uma bolsa pequena cujo conteúdo Théo se recusava a tentar adivinhar, e um coldre de ombro com a pistola automática, que ele não se incomodou em afivelar do jeito certo, deixando o pendurado frouxamente como se fosse outra bolsa.
Arth andava com dificuldade pela floresta, e Theodoro o seguia silenciosamente. Ele abriu o caminho até a clareira que gostava de usar para aquele tipo de coisa, depois do "acidentalmente" ter queimado o último local. Théo ficou na floresta, subindo em uma das pequenas elevações, de onde tinha uma boa visão do que ele estava fazendo. Arth depositou o coldre no chão. Ainda segurando a bolsa na mão, afastou vários passos de sua arma e ajoelhou na grama. Abriu o zíper da bolsa de onde tirou uma garrafa de vidro cheia do que parecia ser água e uma faca com cabo incrustado de pedras preciosas. colocou os dois itens ao seu lado e jogou a bolsa perto da arma.
ainda De joelhos, fechou os olhos e respirou fundo várias vezes. Fez isso por pelo menos pelo menos cinco minutos antes de abaixar a mão até a Barra da vestimenta e levantá-la o tecido fino e tirou a peça de roupa, fazendo Théo soltar o rosnado baixo.
Maldição o danado era lindo! Curvilíneo, um pouco grande de acordo com os padrões de beleza, mas no ponto certo para ele: audacioso, s****o, e gostoso. Pelo menos era o que ele achava, que ele devia ser muito gostoso.
Théo balançou a cabeça, forçando a deixar levar pela imaginação, fantasiando como seria t*****r com ele. Não tinha tempo para isso. Certo? Certo?
Arth tirou a tampa da garrafa e cuidadosamente despejou o conteúdo ao seu redor, desenhando um amplo círculo, cantarolando baixinho enquanto fazia. Os ouvidos do lobo Theodoro conseguiu escutar as palavras,mas ele não as compreendia. Não era coreano e nem inglês, tampouco uma língua que ele conhecesse.
depois de esvaziar a garrafa, colocou a de lado e pegou a faca, era um belo objeto, que ele usava sempre que trabalhava sozinho. Quando trabalhava com o primo utilizava a outra.
Apertava o cabo da faca com as duas mãos, Arth levantou os braços acima da cabeça. seu canto ficou mais alto, o que é necessário por causa do vento que girava ao redor. Théo não podia senti-lo soprando, mais perto dele definitivamente ventava, pois seus cabelos esvoaçavam. E enquanto o vento ainda soprava chamas explodiram ao redor de Arth onde ele tinha despejado o líquido, cercando em um círculo de fogo. Theodoro se preocupou Com outro incêndio florestal, mas depois do início das chamas rapidamente baixaram e sumiram. Agora ele podia enxergar claramente que Arthur estava dentro de um círculo de marcas carbonizadas no chão.
Ele estava gritando as palavras agora, chamando aqueles aquele adorava. Ergueu os braços um pouco mais, levando levemente para trás, antes de fincar a faca no chão, e então...
Senhor!
E então ele desapareceu.
-- Não vou me intrometer nisso.-- Ela disse novamente, com o seu leve sotaque irlandês.
-- Eu o avisei para não o enfurecer. E você o fez. Agora você vai ter que lidar com as consequências.
-- Eu Já tentei de tudo.
-- Não. -- Ela fez um gesto negativo com a cabeça.-- Não tudo.
Arth fechou os olhos por um instante.
-- Está me dizendo para...
-- Quando você entra neste caminho, não há volta. Lembre-se disso.
Arthur se lembrava.
-- É o que ele quer que eu faça, não é?
-- Claro. Ele se diverte em observá-lo se enforcar no laço que você mesmo preparou.
Arthur erguer os braços.
-- Ou você podia me ajudar.
-- Não vou ficar entre você e ele. Você começou, pode terminar. Ou... isso pode acabar com você.
-- Obrigado. Muito gentil.
Eu tento. -- Ela cutucou Arthur com ombro.
--Mas foi você que aceitou.
-- Posso fazer outra coisa que não isso?
-- Quer ganhar o título do meu campeão ou não?
Arthur queria aquele título, e o poder que vinha com ele, mas aquelas... Aquelas... Apresentações o estavam desgastando ao extremo.
-- Tudo bem.
Arthur se levantou, encarando o salão n***o e prateado das mães da escuridão, onde apenas os guerreiros e magos escolhidos pelas deusas eram autorizados a entrar. Assim que seus pés tocaram piso de mármore, seu corpo nu foi envolvido no vestuário daqueles com que ele estava aliado .
para aquela noite, a roupa de batalha era de couro e cota de malha dos deuses celtas. Ele fora treinando pessoalmente por Boudica, a rainha dos Ceni, e usava duas espadas presas nas costas. Podia usá-las com tanta prática como se fosse sua pistola automática... pelo menos ali, naquele plano metafísico. Em casa, tendia a bater a cabeça em tudo.
Arthu estalou os dedos e observou enquanto o campeão o posto fez uma reverência em frente as deusas.
-- Algo que eu devesse saber sobre este? -- Perguntou a deusa perto dele.
-- Ele luta com fogo. Morrighan, a deusa celta da guerra, e de uma sobrancelha. -- Isso não será um problema para você, não é?
-- Fogo, de novo. -- Arthur resmungou para si mesmo, enquanto se dirigia as covas de batalha. -- Estou ficando cansado de fogo.
Theodoro imaginou quanto tempo teria que ficar ali sentado. Não gostava de ficar parado, preferia manter-se em movimento. E embora só fizesse 5 minutos que estava ali, mais ou menos, já começava a ficar em inquieto. Então a terra sob seus pés se moveu, como se um sobressalto, e o círculo feito no meio da clareira que estiver a vazio agora rodeia Arthur Valentin mais uma vez. Ele estava no e de quatro, o corpo coberto de hematomas e cortes, estava tossindo... Fogo.
Bem... Não é todo dia que se ver um homem tossindo fogo.
em Pânico, achando que ele estivesse morrendo, ele desceu correndo da colina onde estava, em direção de Arth. Ele devia tê-lo sentido se aproximar, Por que estendeu a mão para fora do círculo e pegou a pistola automática que tinha trazido. Tirou- a do coldre e fez mira diretamente nele.
Théo parou abruptamente, os olhos travados na arma. Se fosse qualquer outro humano, não ficaria preocupado. Mas ele...
Ele ainda torcia, mas já não eram mais bolas de fogo, apenas lufadas de fumaça n***a. Namjoon sentou-se devagar sobre as patas traseiras, deixando-o saber que não tinha nada a temer dele. Pelo menos, naquele momento. Esperou alguns instantes até ele finalmente começar abaixar o braço. Mas um rugido na floresta ao redor o fez levantar a arma novamente, com a Mira distante dele.
Foi quando Theodoro viu a primeira criatura. vinha subindo na direção deles, gritando de terror o tempo todo.
Instintivamente, Arth se deitou para trás, ainda empunhando a arma, embora soubesse que isso não ajudaria em nada . Théo correu e se lançou na direção dele passando de lobo a humano em poucos segundos, caindo sobre o corpo nu enrolando para tirar ambos do caminho.
A primeira criatura bateu exatamente no espaço onde Arth estava ajoelhado há um momento antes, e em seguida se levantou, fugindo. Outra criatura se seguiu, e mais uma.
Theodoro se ajoelhou ágil, e segurou a mão de Arth. mas antes que pudesse ficar fora de alcance, um animal apareceu correndo por entre as árvores, indo direto para eles sobre as quatro patas. A fúria fazia sua boca espumar, e o medo deixava completamente irracional.
-- d***a. -- Ele resmungou, antes de puxar Arth para ficar de pé e jogá-lo por cima do seu ombro em um único movimento.
Arth nunca seria capaz de correr mais que o bicho, portanto ele não tinha muitas opções. Disparou floresta dentro, sabendo que o animal seguia de perto.
Desesperado, soltou um chamado curto e continuou correndo. O bicho era mais veloz, e estava se aproximando.
Arriscando, ele pulou em uma rocha e dessa para outra, mais alta. Virou a tempo de ver Gregório sair da escuridão e perseguir O forasteiro.
Outro urso pardo. O estranho fugiu levantando nas patas traseiras, enquanto Gregório fazia o mesmo. Os dois se encontraram de frente, as mandíbulas se abrindo, levantando agarrar o pescoço ou a cabeça do outro.
Foi quando alcatéia de Theodoro apareceu, perseguindo forasteiro um executivo ianque do Delaware, se ele se lembrava corretamente, e forçando a recuar e se afastar Gregório e, mais importante de Theodoro. O estranho até pegou alguns dos lobos mais próximos e o jogou longe, mas havia muitos outros, e Gregório o seguiram, enquanto um pequeno híbrido vagava na direção de Theodoro. Ele tinha um focinho do pai felino e as orelhas da mãe canina... Além do maldito dentinho torto. Trotou até a rocha onde Theodoro estava esse transformou em sua bela irmã Caçula...felizmente, sem aquele dente torto. O aparelho tinha funcionado ao menos para sua forma humana, senão para animal.
Katie sorriu para ele.
-- Tudo bem com você, Theodoro?
-- Já estive melhor. -- Soltou um suspiro. -- As hienas devem ter assustado aquele urso. Ele as pegou como se fosse bolas de futebol.
-- Fico feliz por estarmos perto o suficiente para ouvir seu chamado, mais... -- ela mordeu o lábio, e Theodoro sabia que ela tentava não rir.
-- Mas, o quê?
-- Bem, é um belo traseiro que você tem aí, maninho.-- O que parecia ser uma coisa realmente esquisita de ouvido a irmã Caçula, quando estava ambos nus, havia alguns protocolos metamorfos entre parentes e irmãos para evitar momentos embaraçosos como aquele. Ela riu e acrescentou:
-- Está planejando ficar com ele?
-- Se estou... -- Ele se encolheu e olhou para o traseiro pousado sobre seu ombro algo lhe dizia que aquilo não acabaria bem, mas tinha que admitir que a sua irmãzinha tinha razão: Era um belíssimo traseiro que ele tinha ali.
-- Por que eu não deixo você a sós com seu traseiro e vou me certificar de que aquele urso forasteiro voltou para o outro lado do rio, para pescar salmões? -- Ela piscou para Théo, transformou e saiu deixando o sozinho com bruxo provavelmente irritado.
como um ex policial, havia algumas humilhações que Arth foi forçado a engolir. Perdeu o controle de um acusado em frente a outros oficiais, ter um viciado soltando um pitbull em cima dele, e ver um sujeito com quem estava saindo ser preso sob acusação de fraude durante um jantar de família com a sua mãe. Aquele, porém era um novo tipo de humilhação, do qual ele não estava gostando.
Arth não disse nada até Theodoro colocar no chão e a salvo. Ele o encarou por vários momentos antes de finalmente perguntar:
-- Você está bem?
foi quando ele o segurou pela maldita argola dourada que ele insistia usar na orelha, mesmo na forma de lobo, e torceu até fazê-lo quase se ajoelhar de novo
-- Quando todo mundo estiver falando sobre isso... -- E Deus sabia que eles iam falar. -- ... você só vai se lembrar de que sou leve como uma pluma, e eu vou me recordar que você é um lobo muito corajoso e bem dotado que me protegeu. Essa é a história, scooby-doo, e é melhor não mudar nem uma vírgula, ou eu juro que vou fazer a sua vida um pesadelo após o outro. Estamos entendido?
Mesmo com ele perigosamente perto de arrancar aquele brinco e rasgar sua orelha, Theodoro ainda conseguiu sorrir.
-- Acho que entendi tudo.
-- Ótimo.-- Ele o soltou e, com cuidado, foi para a rocha menor, e de lá para o chão.
-- Vai me contaram que estava fazendo aqui, afinal? -- A voz de Theodoro acima dele.
-- Não. -- Respondeu Arthur, enquanto se virava e encontrava o raio do lobo bem ao seu lado.
por instinto, levantou a arma que ainda carregava, mas ele segurou sua mão e o conteve. Arth podia sentir a força naquela mão, sabia que ele podia quebrar seus dedos se quisesse, mas não fez. Em vez Theodoro falou:
-- Não aponte essa arma para mim de novo, meu lindo. Não gosto disso.
-- Então não deveria ter me seguido.
-- E se não fosse por mim, você estaria sendo atacado por todas aquelas hienas. -- Arthur parou, para pensando a respeito.
-- Aquilo que eu vi foram hienas voadoras, mesmo?
-- Com uma pequena ajuda de um urso forasteiro... Foi sim.
-- Isso é algo que não se ver todo dia. -- Ele murmurou, depois balançou a cabeça.
-- Ah, tanto faz. Preciso voltar para casa. -- Ele estava cansado, exausto mesmo, e com as energias se esgotando rapidamente, precisava de uma refeição e rica em carboidratos de preferência nos próximos 10 minutos.
Mas quando tentou tirar a mão do aperto dele, Theodoro o segurou firme, sem machucar porém sem cede um milímetro e depois de várias tentativas, Arth desistiu e perguntou:
-- Porque não me solta?
-- Porque você precisa perceber que até que as pessoas daqui comecem a confiar em você, alguém sempre vai estar vigiando-o.
-- Isso não é problema meu, Theodoro. Essa gente me trouxe aqui para suprir uma habilidade que estava em falta. Eu nunca afirmei que mudaria meu jeito para deixar todos calmos. Não é da minha conta, nem é uma preocupação minha.
O polegar de Theodoro roçou a mão dele.
-- Você ainda não vê, não é?
-- Não vejo o quê?
-- Não somos "Essa" gente, somos a "sua" gente
Arth não acreditou naquilo nem por um instante.
-- Pelo o que aprendi com meus primos do Alabama, se você não nasceu no sul, sempre será um estrangeiro e um ianque, então não vamos fingir.
-- Mas algo me diz, meu lindo, que você não se sente em casa em lugar nenhum.
-- Estou indo para casa. -- Retrucou ele em vez de contestar que ela firmação surpreendentemente sagaz.
-- Por quê? -- Ele indagou, suavemente. -- Porque não está gostando do rumo desta conversa? ou porque fico tão bem nu que você não consegue tirar seus lindos olhos castanhos de mim?
-- Embora eu acho bastante divertido esse seu mundinho de fantasia, preciso ir para casa porque estou prestes a...
Essa foi a última coisa que ele se lembraria depois.
Arthur caiu como um saco de batata, Théo m*l teve tempo de segurar, a pressão doce a envolver com os braços antes que a cabeça dele batesse no chão.
-- O que fez com ele?
Théo olhou para Kyle por cima do ombro, o cheiro de gato vira-lata super crescido avisando o da presença do irmão muito antes que ele falasse.
-- Não fiz nada. Ele só caiu.
Kyle se aproximou.
-- Podemos levar Arth para minha casa Craig
vai tomar conta dele.
-- Não... Eu mesmo levo para casa.
O irmão o observou longamente.
-- Não seu se estou de acordo com isso.
-- Por quê? O que acha que eu vou fazer com ele?
-- Não é com você que estou preocupado, cachorro.
Theodoro não pode evitar um sorriso.
-- Ah, que fofo, Kyle! Isso quer dizer que você gosta de mim? -- Theodoro se afastou ainda com ARTh nos braços. -- Bem não precisa chiar, gatinho.