Arthur não sabia dizer o que esperava, mas com certeza jamais havia imaginado ser mimado por alguém. E ali estava ele, sendo carregado por dois lances de escadas até o banheiro de Theodoro. Enquanto se moviam, ele absorvia a luz irradiada para dentro da casa. Nunca estivera em algum lugar com muita luminosidade natural. Nem sabia que gostaria tanto disso. A energia contida naquele lugar ou recarregou vida fazendo todo o drama com seu círculo de bruxos perde a importância.
Uma vez no banheiro -- outro recinto muito claro, especialmente por causa da superfície de mármore branco, o piso italiano Branco, e as peças cromadas, Theodoro o levou até o chuveiro e o banho. Duas duchas em uma só manhã, e ele não se importava. Ele não o deixava fazer nada, e Arthur não perguntou o motivo, permitindo-se, em vez disso relaxar e aproveitar. Embora Théo o acariciava e afagava seu corpo o bastante para fazê-lo procura-lo novamente, Theodoro o conteve.
-- Você me fez desistir do meu cervo. -- Ele murmurou, enquanto afundava as mãos ensaboadas nas costas de Arthur.
-- Eu tinha que impedir. O pobrezinho Só estava fácil de ser pego por minha causa.
-- Tudo bem. Mas isso não muda o fato que estou faminto.
-- Vocês precisando demais restaurantes que façam entregas por aqui.
-- Por que? -- Ele roçou os lábios no queixo de Arthur. -- Eu tem um chef bem aqui na minha frente.
-- Você só tinha um garoto que aprendeu a fazer ótimas sobremesas com a avó. Isso não faz de mim um chef.
-- Se você me alimentar, vou fazer valer a pena.
Como Arthur gostou de ouvir o que ele oferecia, e também por estar com fome, acabou concordando com a proposta.
Por sorte Théo tinha macarrão em casa. junto com um pouco de carne, azeite alho e queijo parmesão, logo estavam comendo no canto da cozinha. A sua direita, Arthur podia contemplar beleza de Theodoro; a sua esquerda tinha uma visão incrível do Oceano Atlântico sendo honesto, estava com sérias dificuldades para se decidir qual o vista o agradava mais.
-- Então. -- Começou Theodoro, olhando no rosto enquanto seu pé descalço acariciava a perna sobre a mesa, -- Qual problema com SungkyUnkwan?
-- Nenhum. -- Arthur já havia esquecido daquele assunto completamente, o que era estranho pois não costumava esquecer das coisas . -- Só não consigo acreditar que você tenha estudado lá.
-- Só porque sou do Sul, meu lindo não quer dizer que sou burro.
-- Eu sei. -- Ele respondeu honestidade. -- Você é burro por ter ido para SungkyUnkwan... E mesmo assim acabar encalhado aqui.
Encalhado? Theodoro não estava encalhado em lugar nenhum. Estar ali era algo que ele sempre se orgulhara.
-- O o que faz você dizer isso?
-- Ah, Fala sério, Theodoro. -- Ele o encarou sem entender, e ele prosseguiu: -- Você frequentou SungkyUnkwan University depois Cornell. Tem mestrado em arquitetura. Não conheço nada de arquitetura, mas conheço sua empresa porque meu ex-marido queria desesperadamente que desenhasse e construir nossa casa, para impressionar os vizinhos. Sabe como é, até percebe que não poderia pagar pelo seu serviço, o que me fez rir e de acordo com minha mãe, explica porque estamos divorciados. -- Arthur fez o movimento negativo com a cabeça. -- Acho que não entendo porque você abriria mão de tudo isso para viver aqui.
-- Mas eu não abri mão de nada. Escolho a dedo os trabalhos que quero, desenhos aqui em casa mesmo, e ainda recebo por trabalhos em que nunca pus a mão, mas que é minha companhia administra.
-- Sim, mas...
-- Tudo o que quero estar aqui, Arthur. -- E ele não tinha percebido o quanto isso era verdade até olhar para aqueles olhos castanhos.
Arthur o encarou como se tivesse começado, de repente a falar em alemão.
-- Está falando sério?
-- Na maioria do tempo, sim.
Arthur olhou em volta, e Theodoro percebeu em um relance como ele havia ficado ansioso de repente. Como se o pensamento de ficar em Damyang fosse a ideia mais assustadora que ele já ouvira falar.
Ele o abordou com cuidado, empurrando o que restava da deliciosa comida em seu prato.
-- Sabe, você se comprometeu em ficar Damyang como parte do trato. Isso está sujeito a mudança?
-- Não. Mas não sei se Faria mesmo escolha, tendo as opções que você tem.
Theodoro soltou o seu garfo e relaxando o encosto da cadeira.
-- Odiaria pensar que você só está aqui por que sossegou.
-- Não me sinto sossegado. Mas não sei o que faria se tivesse outras opções.
-- São os "Ses" que matam agente, meu lindo. Se meus pais fossem totalmente humanos, talvez eu tivesse me matando de trabalhar, me esforçando para conseguir todas as coisas que me disseram que eu precisava. Mas, graças a Deus, eles não são, nem eu. Então, faço o que me deixa feliz e não me preocupo com nada além disso. E como era de se esperar tenho uma ótima pressão sanguínea.
-- Pensei se tivesse voltado para cá porque seu avô havia morrido.
-- Foi meu tio avô. Mas todos os chamava de vovô. E eu voltei mesmo por causa de sua morte. Não seria correto não voltar para o funeral.
-- E foi quando você assumiu o controle.
Theodoro riu.
-- Céus, não! Só acabei ficando porque me lembrei do que amava por aqui.
-- Que é...?
Ele olhou pela janela da cozinha, a praia poucos metros de distância encolher os ombros.
-- Tudo.
Arthur não conseguiu evitar sentir um pouco de inveja de Theodoro. Ele não parecia estar totalmente feliz, Por que o levou a pensar que talvez ele tivesse sobre efeito de alguma medicação, mas também não parecia estar na busca incessante por algo mais. Arthur estava, embora mais ninguém além do seu círculo de bruxos soubesse disso. Para o mundo, inclusive para seu ex-marido, Arthur era a pessoa mais tranquila e menos ambiciosa do mundo. Ele não precisava do mais novo, do maior nem do mais caro para ser feliz. Na época em que estava casado este havia sido maior problema entre eles, uma vez que o maior objetivo era subir na vida, sempre e cada vez mais. Ele queria maior casa, o carro mais caro o melhor de tudo. Arthur, contudo estava mais do que satisfeito com que tinha no que dizia respeito a coisas materiais. Podia comprar um carro confiável e ficar com ele por um período de 10 a 15 anos. Seu marido mas por outro lado financiar o carro da moda e o trocava no máximo de três anos. era divertido andar pelas ruas da cidade com carros novos? Interrogação obviamente que sim, mas para ele o essencial era chegar do ponto "A" ao ponto " B" tão rápido ele barato quanto possível.
Enquanto marido o acusava de ser um homem desprovido de ambição, por não querer mas da vida, Arthur estava ocupado em busca de mais poder. Pois quem precisava de uma televisão de tela grande quando, com um pouco de prática, era possível levitar? Quem precisava do carro mais caro e mais chique, quando era possível mover objetos, fosse um simples clipe de papel através da mesa, ou descolar a casa dos seus inimigos 30 metros para dentro do rio?
desde que ele se lembrava, a única coisa pela qual se achava de verdade era poder.
Theodoro esticou os braços sobre a mesa pegou a mão dele nas suas lentamente deslizou os dedos pela parte interna do antebraço, para cima e para baixo, enquanto o fitava nos olhos.
Gesto muito simples, no entanto...
No entanto, Arthur sentia como se estivesse dentro dele outra vez.
Ele o puxou com gentileza, e Arthur de bom grado, se levantou e sentou-se no colo dele. Passou os braço em torno de seu pescoço , Quando o telefone tocou.
-- d***a. -- Theodoro murmurou contrafeito. Segurando-o um braço, ele estendeu a mão para balcão atrás desse pegou o telefone sem fio.
-- Alô.
Arthur observar a expressão dele mudar repentinamente podia sentir a tensão e seu corpo, e sobre de imediato que algo estava errado.
-- Sim. -- Ele disse. -- Já estamos indo para aí. Não. Arthur está comigo. Eu o levarei também.
Quando Theodoro desligou, Arthur perguntou:
-- Porque não usa o megafone para anunciar o universo que estamos dormindo juntos?
-- Está cidade é pequena, e todos já sabem disso. -- Levantou dê seu colo e o colocou de pé. Deu um tapinha nas nádegas e se levantou.
-- Estamos como problema.
-- Imaginei.
-- Precisamos...
-- Não vai ser fácil. -- Arthur o interrompeu. -- Já que você rasgou minhas roupas.
Ele teve a decência de fazer uma careta, até corar de leve.
-- Rasguei, não foi?
Arthur assentiu.
Ele segurou a mão e o conduziu até o quarto.
-- Vamos dar um jeito nisso.
*** Embora os anciões fossem mantindos plenamente informados sobre o que estava acontecendo para algo desse tipo eles não eram convocados. ser capaz de se mexer e reagir rapidamente, sem se preocupar com permissões, era de extrema importância. E ao que tudo indicava a, estava aparecendo que aquela era uma "Situação" dessas.
Kyle, com os braços cruzados e as pernas separadas, calmamente explicou que vira.
-- Havia de 30 a 40 veículos, talvez mais. A maioria era trailers.
-- A que distância da cidade? -- Gregório questionou.
-- Não mais do que 75 km, eu acho. Mas tão perto de Jinhae que nenhum de nós os encontraria.
-- Porque? -- Arthur quis saber. Ele estava usando um suéter azul marinho que Theodoro havia lhe emprestado, uma calça de moletom, embaraçosamente longa, e um de suas jaquetas de couro as botas eram as dele, no total, parecia tão delicioso naquelas roupas enormes, que ele estava tendo dificuldade em se encontrar na situação extremamente séria que enfrentavam.
-- Porque não vamos para Jinhae? -- Disse o xerife.
-- Por quê? -- Arthur
tornou a Perguntar.
-- Não é uma boa ideia. -- Explicou Kyle.
-- E porque?
Gregório resmungou um pouco, Arthur mais não se intimidou e declarou:
-- Se vocês responderem direito, eu paro de perguntar.
Theodoro fungou, e agora estava recebendo olhares nervosos de Kyle e de Gregório.
-- Porque estão olhando para mim?
-- Não pode controlar-lo? -- Disparou Kyle.
Theodoro e Arthur se encararam e caíram na risada, inclinando na direção um do outro até que finalmente se conteve e disse:
-- Não.
O que fez Arthur e ainda mais.
Os olhos de Kyle se estreitaram e Arthur clareou a garganta, ajeitou sua roupa e limpou as lágrimas de riso dizendo:
-- Então porque vocês não vão a Jinhae?
-- É cheio de cavalos. -- Disparou Kyle. -- Entendeu?
-- Ah! Você quer dizer centauros?
Theodoro estava dobrando se ao meio de rir, enquanto o irmão estourava de raiva.
-- Não, não quero dizer centauros!
-- O Que diabos é um Centauro? -- Grunhiu Gregório, o que só piorou ataque de riso de Theodoro.
-- Eles são metade humanos e metade cavalo. -- Arthur explicou, meigo, tão meigo que Theodoro sabia que ele estava zombando de kyle.
-- Qual é a metade cavalo? -- O xerife quis saber.
-- Vocês podem calar a boca? -- Gritou Kyle, mas quando Gregório lentamente moveu a cabeça para encara lo sobre o boné, ele limpou a garganta e acrescentou: -- Chefe.
Enxugando os olhos, Theodoro explicou:
-- Quase quase todo mundo em Jinhae tem um haras, ou trabalha em um. lá há mais cavalos do que carros. Se um de nós chegar perto demais, é um inferno. Então, paramos de ir até lá.
-- Mas não aconteceria a mesma coisa se...
-- Se a alcatéia de Buck Máximo estivesse escondida por lá? Certamente. -- E baseado no quê Kyle havia dito, Era exatamente isso que estava acontecendo.
Todo o bando de Buck não estava apenas de férias em Damyang como parecia. Em vez disso a maioria deles estava acampada em um território abandonado perto de Jinhae. Se fosse qualquer outro, os moradores de Damyang não ficaram preocupados, só ficaram atentos. Quando se trata de Buck Máximo... Nada era o que deveria ser.
-- A diferença era que aquele bastardo não se importava com que acontece aos cavalos.
Kyle recostou em uma árvore.
-- É bem possível que eles entrem escondidos em algumas fazendas e caça em cavalos para comer.
-- Ou só por estar entediados. -- Completou o xerife.
-- O que vai nos trazer problemas. -- Opinou Theodoro. -- Porque aquela gente de Jinhae ama seus cavalos mais que uns aos outros, e a maioria deles tem dinheiro o bastante para garantir o envolvimento do governo na investigação.
-- E ninguém quer o governo se envolvendo. -- Kyle tirou o boné e coçou a cabeça . -- As coisas sempre ficam um pouco bagunçada mas quando isso acontece.
-- No momento, ele provavelmente estão culpando os lobos vermelhos que se introduziram na população a pouco, mas eles são muitos menores que nós. Menos de 40 kg, quando molhados, enquanto até minha mãe pesa quase 70 quando se transforma.
-- Buck sabe tudo isso sobre Jinhae?
Theodoro não pude conter o riso.
-- Acredite ele sabe quanto aquele homem não faz nada sem saber exatamente onde está se metendo.Ele parou o seu bando lá por um bom motivo.
-- Um ataque, certamente.
-- Ele é capaz de pegar Theodoro e alguns dos primos mais fortes, e tomar o controle dessa cidade. -- Kyle colocou boné . -- E acreditem quando digo: os outros Máximo irão ficar parados vendo isso acontecer. Nem por um segundo.
-- E isso significaria a guerra civil entre os Máximos.conhecendo meu pai, ele está esperando resolver tudo isso antes que as outras alcatéia se mudem para cá, mas acho que ele está ficando sonhador demais em sua velhice.
-- Porquê? -- Arthur indagou.
-- Não seria a primeira vez que é uma luta interna entre os Máximos, meu lindo. Uma vez as coisas ficou tão f**a que era o alcatéia de Van Holtz teve que interferir...
-- E foi assim que tudo saiu do controle.
Theodoro sentiu as palavras de Kyle.
-- Perdemos metade do nosso grupo, inclusive os filhotes. O mesmo aconteceu com os Van Holtz.
-- Eles não são tão forte, porém são maldosos.
-- Sim. mas quando os filhotes começaram a ser um dano colateral... -- Theodoro suspirou. -- Eles sabia que a guerra tinha que acabar, arriscaríamos perder Os territórios Máximos e Van Holtz nas costas leste e oeste da alcatéia Magnus, que destruiria tudo quando a fumaça houvesse baixado. Então foi tomado uma decisão.
-- Que decisão?
-- De que haveria uma trégua entre as duas alcatéias, sem seção de territórios, nem retaliação por parceiros mortos. Tudo que tínhamos de fazer era m***r nossos alfas da época e foi exatamente o que os meus ancestrais fizeram.
Aquilo lembrava Arthur das guerras da máfia que havia acontecido em Nova York antes dele nascer. Uma "família" contra outra, com os cadáveres para todo lado pela experiência. Os pequenos assassinatos da máfia que vira não tinham significado nada para ele, já que não conhecia pessoalmente os que haviam morrido.
Apenas tinha conhecimento de suas ligações profissionais, geralmente envolviam drogas, jogo e tráfico humano, um modo mais sutil de dizer "e********o".
No entanto, nenhuma das pessoas que encontraram ali era assim. O pior que pressenciara fora uma briga entre a alcatéia Máximo e o bando de leões Saara, por causa de uma carcaça de cervo ponto acontecerá não muito distante da casa de Arthur ele havia aumentado o volume de sua televisão Para não ouvir o barulho. No dia seguinte, quando for a cidade... era como se nada houvesse acontecido. Porque? Porque no fundo, eram todos predadores famintos em busca de comida, não malandros procurando fazer fortuna rápido.
de todo modo, a despeito do quanto quisesse ajudar, só poderia ir até certo ponto dada as restrições do seu círculo.
-- Meu círculo não pode entrar no meio disso se vocês estiverem transformados quando entrarem na briga.
-- Sabemos disso.-- Theodoro sorriu para Arthur. -- Mas meu pai se colocou no meio dos seus inimigos por um motivo. Ele está jogando assim por alguma razão, preciso saber o que é!
-- O jantar com você, seus pais e Buck será hoje à noite, não? -- Theodoro assentiu. -- Bom. O círculo dos bruxos estará lá de qualquer maneira, para se certificar de que tudo corra bem. Vou enviar Gabriel para passar algum tempo com ele.
-- Gabriel?
-- É um dom que ele tem. Poder falar com qualquer um e saber, ou ter uma boa visão do que eles estão planejando. É um dos motivos dele adora esta cidade. Vocês raramente fazem algo além de dormir, comer, acasalar e dormir de novo.
-- Está tentando dizer que somos preguiçosos, meu lindo?
Arthur bufou.
-- Não estou tentando dizer, estou dizendo.
Foi Gabriel, usando uma calça justa preta social e uma blusa social preta, que recepcionou na porta do hotel e os conduziu a grande mesa no meio da sala de jantar. Theodoro sempre ficar intrigado com a beleza quase angelical do rosto de Gabriel, contrastando com corpo sensual.
O grupo não era grande. Está com apenas Theodoro, kyle, Katie, Millie, j**k, Buck, Wanda e os três filhos de Buck. Bem... para um sulista, o grupo era pequeno.
Gabriel ajudou os a se acomodarem em seus lugares, entregou os cardápios e apresentou os dois garçons que atenderiam durante a noite. O tempo todo, se manteve ao lado da cadeira de Buck, a mão no espaldar até deslocar para o ombro dele, a outra repousando sobre seu próprio quadril. Ele sorria conversava alegremente quando finalmente saiu, de um largo sorriso no rosto.
Dizer que Theodoro ficou confuso era pouco. Talvez não tivessem como que se preocupar com Buck, afinal...