Capítulo 18 - Superação 2

1297 Palavras
Enquanto isso, Capitão ainda pensava em como sair da situação em que estava. Tinha que recapturar Martiniel e evitar um ataque maciço de Pirata e Cavalo. Dente-de-Onça entra apressado no barracão. - E aí? Nada ainda? - pergunta Capitão. Dente-de-Onça olha preocupado para Capitão. - Nada, Capitão! O pivete sumiu de vez! Procuramos até no mangue e nada! - responde Dente-de-Onça, decepcionado. - Será que ele foi para o lado do Pirata? - sugere Catraca. - Tu acha que ele seria doido de ficar com quem "tá" pedindo a cabeça dele? - retruca Pé-de-c***a. - Acho que ele foi para a zona sul.. - cogita Dente-de-Onça. - Sim, o bairro nobre depois do mangue! - concorda Capitão. - Vamos lá pegar ele? - sugere Pé-de-c***a. Capitão olha contrariado para Pé-de-c***a, que fica emcabulado. - Pé-de-c***a, quem decide as coisas aqui sou eu! - rebate Capitão, sério. - Foi m*l, chefe! - recua Pé-de-c***a. - Vamos esperar Cavalo dizer alguma coisa! - decide Capitão. Pé-de-c***a e Dente-de-Onça entreolham-se rapidamente, inconformados. - E se ele entregar a gente para a polícia? - questiona Pé-de-c***a. Capitão ri da pergunta. - Ele não faria isso! - retruca Capitão, tranquilo, para perplexidade dos seus homens. - Como "cê" sabe?- pergunta Catraca. - Ele pode ser talarico, bandido, mas não tem jeito para X9... - responde Capitão, impassível. - Eu não vou com a cara dele, Capitão! - rebate Pé-de-c***a, irritado. Capitão olha severamente para ele. - Quem decide quem sai e quem fica sou eu, Pé-de-c***a, e até agora o pivete não sai do nosso grupo! - responde Capitão. Dente-de-Onça e Pé-de-c***a se entreolham, surpresos. - Então pensa em trazer ele de volta? - pergunta Dente-de-Onça. Capitão apenas olha para o amigo, tranquilo. - Sim, eu tinha separado uns caras para livrar ele de Pirata quando chegasse perto do território dele, mas a polícia estragou os meus planos...- revela Capitão, decepcionado. - Capitão, ele pegou a namorada de Cavalo! - retruca Catraca. Cavalo apenas sorri diante do que Catraca fala. Os demais percebem. - Ele acha que o pivete é inocente! - surpreende-se Pé-de-c***a. - Acha mesmo o pivente inocente, Capitão? - pergunta Dente-de-Onça; Capitão apenas pega o celular. - Eu tenho uma câmera independente da central em um ponto estratégico no Barracão, para o caso de sabotarem o sistema e então vi e sei o que aconteceu. - revela Capitão. - Onde fica essa câmera, Capitão? - pergunta Pé-de-c***a, curioso. Capitão olha para ele, sério. - Não é da sua conta! - responde Capitão, seco. - Capitão, por que não contou logo para Cavalo? - pergunta Dente-de-Onça. - O cara não queria saber de mais nada, "tava" tão mordido pelo que fizeram com a mina dele que não me deixou falar... - responde Capitão, inconformado. - E os pivetes? - pergunta Pé-de-c***a. - Tragam eles para mim, se aparecerem! - determina Capitão. - Já é, Capitão!! - responde Dente-de-Onça. Capitão olha para os seus homens, aborrecidos. - Que estão esperando? Cacem os pivetes para mim!- brada Capitão. Dente-de-Onça e Pé-de-c***a saem com outros homens, ficando Capitão, Catraca e mais dois homens no Barracão. - Capitão, por que que os pivetes? - pergunta Catraca; - Eles são inocentes, Catraca, quero pegar os dois antes de Cavalo e Pirata... - retruca Capitão. - Capitão, os pivetes são apenas pivetes! - retruca Catraca. - O Niel tem potencial, já o amigo dele, o Vesgo... Veremos depois... - revela Capitão. Enquanto isso, Pirata e Cavalo ainda comemoravam o novo nível de sociedade entre eles. Ju estava deitada em uma cadeira de praia, tomando sol, provocativa. Cavalo não estava se sentindo à vontade. - Vamos logo agir, Pirata! Quanto antes, melhor! Capitão não terá chances de reagir! - sugere Cavalo. Pirata, que tomava umas e outras com voracidade, apenas escuta, impassível. Cavalo não sabia se Pirata agia assim por estar bêbado ou se estava ignorando-o. - Pirata, "tô" falando com você! - insiste Cavalo, incomodado. Pirata apenas olha, embriagado, para Cavalo. - Esquenta não, Cavalo! Capitão já "tá" na nossa mão! - debocha Pirata, com um sorriso no canto da boca. Cavalo não se dava por convencido. - Prefiro ver ele aqui na nossa frente do que ele lá no Barracão! - retruca Cavalo. Pirata olha sério para Cavalo. - Não confia em mim, Cavalo? - pergunta Pirata, sem graça. Ju olha temerosa para os dois. Cavalo olha para os lados antes de encarar Pirata. - Olhe ao redor. Cadê Capitão e seus homens? Estão por aí! Cadê os pivetes? Estão por aí, escondidos! Tu não tem nada sob controle ainda, Pirata? - reclama Cavalo. Pirata apenas sorri. - Relaxa, cara! Tudo ao seu tempo! A gente já tem até um plano! - tenta contornar Pirata. - Que ainda não foi colocado em prática! Parece até que tu "tá" com medo! - retruca Cavalo. A atitude do sócio deixou Pirata nervoso. Ju acompanhava a tudo discretamente, mas muito interessada. - "Tá" certo! "Tá" certo! Vamos agir agora! Mas se der algo errado, será culpa sua! - ameaça Pirata, largando a bebida na mesa. Pirata faz sinal para dois homens que faziam ronda. - Chamem os outros! "Tá" na hora de a gente visitar Capitão! - ordena Pirata. Cavalo assiste a tudo, satisfeito. Ju parecia desconfortável com o desenrolar dos acontecimentos. Pirata se arma até os dentes e olha para Cavalo, desafiador. - Agora é sua vez de se arrumar para a festa! - intima Pirata. Cavalo sorri, motivado, e também se arma. Quando estavam saindo, Ju se levanta e os acompanha, mas Cavalo a detém. - Fique aqui, amor! É perigoso! - diz Cavalo. - Já estou acostumada! - rebate Ju. Cavalo sorri. - Desta vez será ainda mais pesado! Melhor você ficar! - insiste Cavalo. Ju, contrariada, atende ao namorado e fica parada enquanto eles saem. Pirata, Cavalo e seus homens saem por uma passagem entreita entre duas ruelas. Essa passagem levava à entrada do morro, onde a mata era densa e alta. Capitão não sabia dessa passagem. Fora da passagem. Pirata dita a estratégia. - Cavalo, vá por ali até perto da praia! Cercarei por este lado, mas deixarei alguns homens aqui! - diz Pirata. Cavalo faz sinal de positivo. - Já foi, Pirata! Vamos nessa! - decide Cavalo. E assim acontece. Enquanto isso, Martiniel estava perdido no grande bairro nobre. Chega até um mercadinho. O dono olha desconfiado para Martiniel. - Quer alguma coisa, rapaz? - pergunta ele. - Tem como eu ligar para alguém daqui? - pergunta Martiniel. - Tem o orelhão ali, ó! - diz o dono, apontando para o orelhão na calçada. Martiniel olha desolado para a rua. - Não tenho como ligar, não tenho cartão telefônico! - revela Martiniel. - Tem problema não, tome, depois devolva! - diz o dono do mercadinho, emprestando-lhe um cartão telefônico. Martiniel agradece e vai até o orelhão, desconfiado. Liga para Zaroio. - Zaroio! - diz Martiniel. preocupado. - Martiniel! Tu "tá" onde? Teu pai "tá" doidinho, procurando por tu! - diz Zaroio, preocupado. - Saí do mangue e não sei onde vim parar! Parece aquele bairro da orla, dos "ricão"! - revela Martiniel. - Cara, tu "tá" longe, viu? Como vai fazer "pra" voltar, hein? - questiona Zaroio. - Não sei! Dá pra você me buscar? Vou dizer onde "tô"! É perto da ponte, onde tem um mercadinho Pão de Açúcar! - Tu "tá" no Pão de Açúcar, cara? Vai ser difícil te buscar viu! - diz Zaroio, perplexo. - Não, cara! Esse é o nome do mercadinho de onde "tô" te ligando! - corrige Martiniel. - Ah, "tá"! Espera aí, vou ver se te encontro! - diz Zaroio, desligando em seguida. - Zaroio! Ei! Espera! - insiste Martiniel, mas o amigo já tinha desligado do outro lado. Desolado, Martiniel decide apenas esperar.
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