Capítulo 9 - Desconfiança: parte 2

1298 Palavras
Sufocado pelo pescoço pelo agressor que tentava encostar a trezoitão em sua cabeça, Capitão faz um esforço e lança o agressor sobre si, fazendo-o atingir uma árvore. O agressor é atingido no olho por um galho de árvore e deixa cair a trezoitão de Capitão, que a pega de volta e dispara duas vezes no seu agressor. Os pipocos chamaram a atenção de alguns dos seus homens. - Que se passa, Capitão? - pergunta Canivete. - Já foi! Esse fdp tentou estourar minha cabeça! - diz Capitão, arrastando o corpo do agressor para longe da vista. Mais pipocos são ouvidos. Gritos de gente sendo atingida são ouvidos. Os clarões dos pipocos eram vistos na escuridão da mata. Alguns homens de Capitão tombam. Apesar disso, os invasores pareciam recuar. - Vamos nessa! - ordena Capitão. Então ele e seus homens avançam, rechaçando o ataque de Pirata. O celular de Capitão toca. Era Pé-de-c***a. - Capitão! Pirata está aqui com a gente dele! Derrubaram seis dos nossos! - avisa Pé-de-c***a. - Segura as pontas, Pé-de-c***a, vamos aí já! - responde Capitão. Depois de avançar e combater os homens de Pirata até que eles debandassem, Capitão faz sinal para retornarem. Seguem pela mata até chegar onde Pé-de-c***a estava. Ao se aproximarem da batalha, Capitão avista Pirata no outro lado da mata. - Parem! Olhem o fdp ali! - ordena Capitão. - Vamos pegar ele agora! - diz Canivete. - Tu vem comigo ajudar Pé-de-c***a! Depois a gente cuida do cara! - decide Capitão. - E os outros? - pergunta Canivete. - Diz pra eles ficarem aqui e não deixar os caras passarem pra cá! - responde Capitão. Canivete vai até os outros homens e repassa a ordem de Capitão. Depois retorna e, juntamente com Capitão, avançam paralelamente ao pé do morro. Alguns homens de Pirata avança para proteger aquele flanco. Dente-de-Onça estava com outros no extremo oposto. Subitamente, um homem sai da mata e agarra o pescoço de Dente-de-Onça, encaixando-lhe um mata-leão. Como era muito alto e bem mais forte do que o seu inimigo, Dente-de-Onça consegue se livrar do ataque, jogando-se de costas nas árvores, atingindo o inimigo, que o solta. Dente-de-Onça então aplica-lhe uma mordida no pescoço, matando-o. - Avancem rápido! Não deixem os caras subir! - brada Dente-de-Onça. A batalha seguia renhida. NO outro lado, Capitão e Canivete seguiam no encalço a Pirata. Alguns pipocos zuniram perto de Capitão, que se protege em algumas grandes rochas. - Canivete, se abaixa! - ordena Capitão. Canivete não responde. Capitão olha para trás e o vê caído. - Fui atingido, Capitão! - balbucia Canivete. Capitão faz um esforço e vai até onde Canivete está. Ele havia sido atingido na batata da perna direita. Capitão o pega e tenta levá-lo consigo enquanto distribuia pipocos aos homens de Pirata, derrubando alguns deles. -Aqui, cambada! - brada Capitão. Pouco depois, dois de seus homens os encontram. -Levem o Canivete para o barracão! - ordena Capitão. Canivete segura o braço de Capitão, impedindo-de se levantar. - Capitão, vamos recuar! - diz Canivete, fracamente. - Não! Eles não sobem o morro nem a p*u! - retorquiu Capitão, levantando-se e voltando ao combate. Os homens levam Canivete morro acima. Capitão atacava e era atacado. Um pipoco passa raspando o braço direito dele. Enquanto isso, os homens de Pirata estavam adiante, depois de um mangue, sendo bloqueados pelos homens de Capitão. Um dos homens de Capitão se aproxima dele. - Granada, diz aí a situação! - ordena Capitão. Granada tinha esse nome porque adorava explosivose tambem pelo fato de que, a dois anos atrás, tinha escapadode um cerco do movimento concorrente explodindo uma granada entre eles. - Capitão, teremos que contornar o mangue! - responde Granada. Capitão olha os pipocos reluzindo na escuridão da mata. - Quantos homens temos ainda? - pergunta Capitão, temeroso. Granada faz alguns cálculos mentais antes de olhar sério para Capitão. - Dez estão na frente contra Pirata, oito estão com Dente-de-Onça e mais sete com Pé-de-c***a. - responde Granada. - Vamos nessa! Temos que terminar isso antes de amanhecer! - anima-se Capitão. Eles levantam-se e combatem os inimigos que se arriscam a passar para o lado do morro. Capitão, Granada e mais três homens contornam o mangue cautelosamente. Pirata e seus homens estavam a algumas centenas de metros deles, do outro lado do mangue, A vegetação alta impedia que os dois lados se descobrissem. Em determinada parte de mangue havia uma ponte de madeira. O confronto seria questão de tempo. Ao ver os homens de Pirata se aproximando dessa ponte, Capitão e seus homens abrem fogo e são respondidos imediatamente, Mais três homens de Pirata caem. Dois de Capitão são atingidos. Ambos os lados se protegem por trás de grandes pedras que haviam às margens de cada lado do mangue. Granada e alguns homens avançam além de onde Capitão estava. Mais alguns minutos de pipocos e estranhamente um silêncio cai sobre o lugar. Capitão estranha, pega o celular cuidadosamente. - Granada! Parece que os caras estão tentando passar contornando a ponte! Tu tens quantos homens ainda? - pergunta Capitão. - Tem mais sete comigo, Capitão! - responde Granada. - Faz o seguinte: desce mais e atira em tudo o que se mexer vindo do outro lado! - ordena Capitão. - Já é, Capitão! - retorna Granada, que sinaliza em seguida para os homens que estavam com ele. Avançan sorrateiramente pela densa mata que cerca o mangue. Pouco depois um homem que estava perto de Granada é atingido na cabeça e cai ao lado dele. - Atira, cambada! - grita Granada. Os homens de Pirata estavam quase chegando ao outro lado quando são rechaçados pelos homens que estavam com Granada. Capitão escuta os pipocos e também atira. mas não houve resposta do outro lado. - Onde estão esses fdp? - pensa consigo Capitão, temeroso. O celular de Capitão vibra. Ele atende com cuidado. - Fala, Pé-de-c***a? - pergunta Capitão, tenso. - Os caras estavam avançando em uma parte estreita do mangue, aí Dente-de-Onça lascou com eles! Agora os caras estão recuando para outro lugar! - relata Pé-de-c***a, acuado. - Já é, Pé-de-c***a! - diz Capitão, um pouco aliviado. - E como está aí? - pergunta Pé-de-c***a. - O fdp do Pirata ia passar pela ponte e a gente não deixou. Ele agora está procurando um ponto estreito no mangue, mas a gente tá mandando eles pra vala! Pera aí, falo depois! - retorna Capitão, desligando o celular e atirando contra uns caras de Pirata que se arriscavam atravessando o mangue. Pirata estava escondido atrás de uma pedra e visualiza Capitão. Mira na perna dele e o acerta. Capitão cai. Os homens que estavam com ele retornam para ajudá-lo. - Não voltem! Continuem o cerco! Eu me viro aqui! - rechaça Capitão. Aqueles homens então voltam a combater os homens de Pirata. Capitão recua sozinho atirando de quando em vez. Pirata, ainda escondido, continua a atirar contra Capitão, que sente os pipocos raspando perto dele, mas sem ter ideia de onde eles vinham. Capitão encontra uma pedra grande, se esconde atrás dela e tenta achar quem o atacou, olhando atentamente onde os homens de Pirata estavam. - Vou te achar, fdp!! - pensa Capitão, entredentes. Sem visualização de Capitão, Pirata resolve se mover. Capitão o vê e mira nele, acertando o ombro direito de Pirata, que cai. Pirata acena para seus homens e eles recuam, levando o chefe ferido. Somem por pontos desconhecidos da mata ao redor do mangue. Ao ver Pirata e seus homens indo embora, os homens de Capitão retornam para socorrê-lo, encontrando-o escondido atrás da grande pedra. Capitão pega o celular. - Pé-de-c***a, estou indo para o Barracão! Quando você terminar, me encontre lá! - avisa Capitão, desligando em seguida e subindo o morro com os seu shomens. O que se sucederá?
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