OLIVER:
Dormi m*l pra c****e. Era grande demais pra caber naquele sofá. Eu tinha o m*l hábito de me mexer muito quando dormia.
lógico, eu tinha espaço na minha cama, isso nunca foi nem notado por mim, até agora. Quando o espaço me faltou.
Antes mesmo do amanhecer, já estava separando uma roupa pro dia.
A garota dormia feito pedra na cama, imóvel. Quando sair do closet, com as roupas separadas, me aproximei de vagar da cama.
Ela estava afundada no meu edredom, um contraste absurdo de meiguice e rebeldia.
Nem parecia aquela garota arisca e indomável de antes.
Caralho eu peguei pesado com ela ontem. Perdi a cabeça.
O moleton enorme tinha subido durante a noite, revelando as pernas claras e a curva da polpa da b***a, protegida apenas por uma calcinha fina.
Meus olhos desceram covardemente.
Aquela garota não tinha muita noção.
Ou é maluca de mais.
Estava no apartamento de um cara que ela nem conhece e ficar assim?
Soltei o ar pesado negando.
— Maluca.
Ela se moveu, inclinando a perna, como um aviso de perigo.
A p***a do edredom revelou mais do que devia.
Puxei o mesmo, cobrindo ela com cuidado para não ela acordar, e fui para o banho.
Que c*****o eu estava fazendo? Fiquei louco? Essa garota não tinha modos, eu nem sei de onde raios ela saiu.
E o que eu faço? Trago ela pra dentro da minha casa. p***a!
E eu falando do i****a do Malcon, que contratou ela, fazendo pior.
Tirei minhas roupas entrando na água morna, mas meu corpo já estava quente de mais pra aceitar algo morno.
Mudei a função.
Sob a água gelada, tentei apagar a imagem daquela visão.
Da comida pra carnívoro e impedir ele de comer é maldade cara. p**a que pariu.
"Maldito t***o matinal. p***a, não fode".
resmunguei para mim mesmo, enquanto sentia meu corpo reagir à provocação silenciosa que ela nem sabia que tinha feito.
Maldita garota.
Esperei meu corpo adormecer de novo e saí do banheiro apenas com uma toalha na cintura, escovando os dentes com a escova elétrica, quando os bips suaves do sistema inteligente soaram. O mecanismo das cortinas começou a girar.
O apartamento, programado.
É um mecanismo de relógio: às 6h as cortinas da varanda deslizam em um silêncio.
A cafeteira range na cozinha, começando a moer os grãos, e o ar-condicionado dá seu último suspiro antes de desligar.
— m***a!
praguejei, a boca cheia de espuma.
Cuspir rápido, lavando a boca e sair do quarto pra desativar as cortinas.
Ainda meio molhado, catei o controle na mesa de cabeceira para abortar o comando. Tarde demais.
A claridade já tinha invadido o quarto e ela estava se espreguiçando, os olhos abrindo devagar.
Fechei as cortinas manualmente, o clima do amanhecer, sendo quebrado pela minha irritação.
Me virei de frente e dei de cara com ela me encarando. Mas não era um olhar de sono.
Era um olhar de varredura.
Ela estava paralisada, as pupilas dilatadas enquanto percorriam meu peito molhado, os braços tatuados e o volume que a toalha não conseguia esconder totalmente.
Senti o sangue pulsar.
— Esqueci dessa porcaria automática.
falei, a voz mais rouca que o normal.
Ela não respondeu de imediato. O olhar dela continuava grudado no meu corpo.
— Gosta do que vê?
provoquei, dando um passo em direção à cama.
Ela piscou, forçando os olhos a subirem para o meu rosto.
— Você não devia olhar assim pra um cara que acabou de sair do banho e tá de toalha na sua frente.
completei, deixando o sorriso ladino aparecer.
Ela soltou um suspiro de deboche, tentando recuperar a marra.
Desvia o olhar, sentando na cama com as mãos apoiadas pra trás.
— É porque você é irresistível né? tem um ego alto, muito alto. Já te disseram isso?
Ego... Rsrs é serio?
Caminhei até a ponta da cama, sentindo o prazer da caça.
Aquele olhar dela era tudo, menos inocência. Tinha uma malícia perversa, crua.
— Só estava olhando pras suas tatuagens, tem muitas.
Oh, Garota... Não brinca comigo, vai se arrepender disso.
— Pelo visto gostou.
Ela sentou na cama, o moleton caindo por um dos ombros, e me encarou com aqueles olhos negros e profundos.
— Não curto.
Mentirosa, sua voz firme demais para ser verdade.
Soltei uma risada curta, achando graça da audácia.
— Ah, é? Esqueci... eu "não faço o seu tipo".
Ela levantou rápido, seu corpo a centímetros do meu, seu rosto erguido, os olhos negros, dilatados e prepotentes.
— Vai continuar com as provocações?
Aquilo me deixou louco.
Meu corpo todo ativou, cada veia, cada músculo tomou uma adrenalina absurda.
Meu lábio superior tremeu, juro pela p***a do controle que estava tendo, que minha vontade era arremessar aquele corpo pequeno naquela cama, e subir em cima dela, pra devorar cada pedaço de pele com minha língua, como um animal faminto.
— Olha que eu esqueço rapidinho que estava sentindo gratidão por você ter me trazido pra cá.
O olhar dela é firme.
Não consigo entender aquela garota, porque sua boca falava uma coisa, mas seu corpo estava me dizendo outra.
— Você é como todos eles, acha que está tão diferente de como seria se tivesse saído com aquele cara?
dei um passo a mais, ficando perigosamente perto.
— Ele não esperaria tanto.
Ela encheu o peito de ar, irritada.
O movimento fez o tecido do moleton marcar os m*****s sob a luz suave que sobrava no quarto.
— Oh, que grande motivo pra sentir orgulho.
Sua voz carregada de ironia, com aquele dedo indicador batendo no meu peito.
Encaro seu dedo no meu peito.
O pensamento vem perverso, porque ela estava provocando isso.
"Garota... Você não sabe como o quem está mexendo. Eu destruo essa sua marra rapidinho. E você vai gostar..."
Senti o estômago dar um nó. Ver aquela garota pequena, perdida dentro da minha roupa, era um teste de resistência para qualquer homem.
— Cara, você é sempre assim? Tão irritante?
ela perguntou, mas havia um brilho de desafio ali.
— Quando vale a pena.
encarei ela com intensidade por um segundo.
— Você gosta de provocar... Não olharia mais assim pra mim, se não estiver a fim de pagar o preço.
Inclinei o rosto desviando o olhar daquela garota que me comparou a um b****a que iria pagar a ela, pra lhe ter.
Olhei uma última vez em seus olhos, antes de me afastar.
Me afasto rápido e ela me olhar brevemente frustrada.
Ela tá querendo, e não tá sabendo pedir.
— Vai tomar banho, já que despertou. Tua roupa está seca na lavanderia, o sistema já terminou o ciclo.
Entrei no closet sem olhar para trás.
prendendo o nó da toalha na minha cintura. Pra disfarçar a p***a do meu p*u endurecido.
Gosto disso. Mais do que deveria.
Aquela p***a me deu um t***o do c*****o.
Tirei o nó da toalha e balancei a cabeça, rindo sozinho enquanto vestia a cueca e uma calça jeans preta.
— E eu ainda não faço o tipo dela... Mente, mente que eu gosto, Maya.
Resmunguei, satisfeito.
Passando a camisa pelos braços.
— Não é o que seus olhos me dizem. Não mesmo.
Eu adorava aquela troca de farpas.
Era como brincar com fogo em um depósito de pólvora. Uma hora aquela tensão ia explodir, e eu não estava fazendo o menor esforço para apagar o pavio.
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