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2287 Palavras

Aurora O sol m*l tinha passado do portão da frente quando ouvi a buzina curta do carro. Estava na cozinha, mexendo o café, ainda de pijama, quando Luna correu até a janela com a Pretinha latindo atrás. — Titia! — ela gritou, mesmo sem ver direito quem era. Sorri. Aquela conexão entre ela e a Malu era inexplicável. Desde sempre. Talvez porque as duas carregassem no peito uma força parecida — bruta, doce, teimosa. Abri o portão devagar, e logo vi o Kauê descendo do carro com o bebê no bebê-conforto, todo enrolado numa manta rosa-claro. Malu vinha logo atrás, os cabelos presos num coque malfeito, as olheiras fundas, mas o sorriso mais leve que já vi nela. — Bom dia. — ela disse, abraçando com um braço só. — a cara de quem dormiu m*l e tá feliz mesmo assim. — E a neném? — Tá aqui... dor

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