Dois meses se passaram, e o Complexo parecia viver em silêncio tenso. Michel Blade andava pelos corredores da casa e pelos becos do morro como se fosse uma sombra. O que antes era confiança e comando agora se misturava com ansiedade e raiva. A ausência de Nayla era como um buraco n***o que sugava toda a energia dele. Ele revisava mensagens, ligações não atendidas, cada detalhe, cada e-mail enviado, cada vídeo conferência que tentava manter contato com Nayla. Mas nada funcionava. Ela estava ausente. Ela desapareceu do mundo dele. — Ninguém sabe nada sobre ela? — rugiu para Centelha e Jefinho, os braços cruzados, olhos faiscando. — Patrão… ninguém viu ela por aqui, ninguém da empresa também. — respondeu Centelha, tenso. — E na engenharia? — continuou Blade, a voz quase quebrando de frust

