Feridas que não sangram só por fora.

1307 Palavras

Enfermeira O barulho dos motores ainda ecoava pela rua estreita quando os caras desceram com Blade nos braços. O cheiro de pólvora e fumaça ainda grudava no ar, misturado ao suor, ao medo e ao sangue que escorria lento pelo braço dele. O corpo pesado dele oscilava, mas a cabeça se mantinha erguida no instinto, como se não quisesse dar o gosto de mostrar fraqueza. O posto improvisado no Complexo não era mais que um pequeno prédio de paredes descascadas, mas naquela hora parecia um refúgio e uma prisão ao mesmo tempo. Lá dentro, a iluminação fraca de lâmpadas fluorescentes piscava de vez em quando, projetando sombras rápidas nas paredes manchadas. O cheiro forte de antisséptico tentava disfarçar o odor de sangue e de gente demais num espaço apertado. — Coloca ele na maca, rápido! — grito

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