Continuação... O jipe deixou para trás as vielas estreitas e entrou na pista principal, onde o asfalto irregular fazia o blindado balançar. As luzes da cidade brilhavam distantes, como se fossem de outro mundo, inalcançáveis para quem vivia e morria no labirinto da favela. Dentro, o ar era denso. O motor roncava, mas o silêncio entre os homens era quase sufocante. Marco mantinha os cotovelos apoiados nos joelhos, o corpo inclinado para a frente, os dedos se entrelaçando e soltando em um ritmo lento, calculado. — Comandante… — a voz do subchefe quebrou o silêncio, incerta. — E se a gente concentrar no Blade direto? Marco girou levemente a cabeça, os olhos estreitando como se a pergunta fosse óbvia demais. — Michel Maia não sangra fácil — respondeu, num tom que mais parecia uma sentença

