Enterro

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POV SERPER   Bem, no fim, acho que as pessoas que vieram ao enterro da tal de Morgana eram mais conhecidos de Anne para dar apoio a ela do que da própria Morgana. Eu estava usando as roupas desse mundo que Dionísio me emprestou; uma camisa preta de seda com manga comprida que arregacei até os cotovelos, calça social, sapatos de couro preto que ele diz ser mais descolados. Achei que seria de bom tom vir, porque eu estava na casa deles. Seria deselegante ignorar o fato.  Estudei o caixão ser abaixado na terra por um equipamento. Os idosos, Caim e Mildreth, dessa família pareciam ser os mais aflitos. Os pais de Artêmis e Dionísio e o pai de Anne que se apresentaram para mim rapidamente, Hades, Persefone e Caleb.  Essa floresta era cheia de árvores mortas, mas essa clareira, aqui é um lugar onde os mortos dessa família são enterrados e tem um lago e troncos com musgos e a grama era bem aparada. Ouvi alguém comentar que isso era sinistro, ter um cemitério na própria casa, acho que foi a loira bonita que acompanhava Pandora. Pandora e essa bela menina eram o que as pessoas nesse mundo chamam de lésbicas? Artêmis havia trançado meu cabelo numa trança que assemelhava a de Pandora.. Devo dizer que esse mundo não deixa de me surpreender.  Dionísio estava ao meu lado, Artêmis perto, mas não tão perto quanto eu queria. Eu a queria ao meu lado também.   Essa tarde estava com nuvens agourentas. Anne não chorava. Ela parecia pensativa, numa camisa preta como a minha, calça social e sapatos pretos brilhantes, ela estava do lado oposto ao meu e de frente para mim assim como Judas e Pandora com seus companheiros. O braço esquerdo de Anne vinculado com Prometeu e o direito enroscado ao de Demétrius. E então tinha o garoto ao lado de Judas, Matthew. Eu o odiei no instante que o vi. Eu senti a prepotência de Miguel. O tipo de pessoa que quer tudo preto no branco e não é como Anne que sabe que existe tons sombrios e claros nesse mundo que se complementam. Ele não entendia nada de equilíbrio. Não fui seu alvo por muito tempo. Ele só me olhou com desdém e disse: Outro sanguessuga, era só o que faltava. E tinha o belo homem de óculos e o menino adorável ao lado dele que tinha a energia de Anne. Mas meu olhar voltou ao arrogante protegido de Miguel. Miguel, eu odiava Miguel com todas as minhas forças. Lúcifer eu relevava, ele não era um rebelde tão sem causa assim. Mas agora Miguel era só um chato irritante e certinho que seguia as ordens do Pai sem questionar.  Matthew, depois do que ele me disse, fiquei com vontade de matá-lo impiedosamente e arrancar seus intestinos e deixar suas tripas para fora. Mas me contive a tempo. Me contive porque Judas parecia o estimar muito. Deixei meus olhos pairar neles dois. Matthew estava de mãos dadas com Judas e com o rosto reclinado no peito dele. Os dois com elegantes ternos formais. Os estudei. Judas acariciava o cabelo castanho de Matthew e beijava-o. Eu sentia uma aura de amor tão forte que era intimidante. Era um amor puro. Um amor muito profundo. Isso é interessante.  Como o amor de Kai e Demetria. Eles dois morreriam um pelo outro e ao mesmo tempo não precisam estar ligados no carnal. É só uma coisa tão forte que transcende tudo o de conhecido repleto de lealdade, respeito, espera e muito vagamente a paixão carnal que os humanos erroneamente confundem com amor. Suspirei. Demetria e Kai. Meus dois amados. Os dois que amei mais profundamente apesar de Dionísio e Artêmis também estarem me conquistando pouco a pouco com o que conheço deles pouco a pouco. Apesar de Artêmis ser a que mais me fascina no intelecto e o irmão dela na aplicação da carne. Eu sempre senti que Kai amaria Demetria no instante que a conhecesse. Eu não deveria me amargurar por eles dois sentirem um ao outro tão profundamente.   Kai, Magda o magoou tão profundamente que deixou uma marca na alma dele. E então Demetria que o ama tão desesperadamente que o desconcerta e o que o mais o assusta é que ele a ama de volta. Na primeira vez, quando se uniram para me enfrentar, Demetria estava vinculada ao príncipe i****a no matrimônio e, Kai apegou-se ao dragão dourado em forma humana que não podia se transformar como ele, mas nas entrelinhas ainda essa sombra pálida do amor incondicional deles dois acima de tudo e mesmo que unidos a pessoas diferentes queriam cuidar um do outro. Eu estou maluco, mas acho que sinto a energia dos dois nesse mundo. Ou deve ser meu desejo em ansiar vê-los. Agora estou mais ou menos focado em Artêmis e Dionísio. É loucura, não é? Eles estão em Tretagon, felizes longes de mim. Mas há uma outra energia nesse mundo que tem me inquietado, uma que definitivamente não deveria estar aqui e não é a de Lilith. Lilith é só uma v***a com problemas de grandeza.  Uma energia que é tudo de pior que os humanos podem expelir de suas emoções maldosas. Ódio, raiva, rancor, desesperança, depressão, ansiedade, guerras, desespero, o sofrimento, a destruição e a personificação da Desgraça. Essa energia condensava-se em um só ponto. Um ponto que superava o de próprio Prometeu. As trevas de Prometeu eram extensas assim como sua luz, mas esse nova coisa que eu sentia era ainda pior. Aldahain!  Aldahain estava nessa Terra. Aldahain, Eu senti o sangue gelar. O cara era sinistro. Ele era realmente algo que eu temia só de pensar. Lúcifer e eu? A gente era brincadeira de criança comparado com ele.  Sim, brincadeira de criança. Aldahain sabia ser desumano. Ele caminhava como um fantasma pelo mundo e tudo o que ele odiava, era desfeito ao desespero. Eu lembro de que todos o temiam mesmo que ele estivesse preso. E pensar que eu era seu selo. Eu não sabia bem que eu era o selo dele em Tretagon. É Demetria, você trocou um demônio por outro ainda pior e eu espero que você não desperte a fúria dele e consiga conquistá-lo como fez comigo ou realmente será o seu fim. 
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