A bastarda do rei de Fenit

2421 Palavras
NARRADOR Iker quis fazer muitas perguntas aquela misteriosa mulher com rosto e corpo de menina, mas depois de tomá-la violentamente mesmo ela estando febril, apenas a limpou e deixou que ela descansasse e dormisse abraçada a sua capa e analisou-a dormindo por um bom tempo mexendo no cabelo dela. Ela parecia tão inocente e pura em seu sono. Não parecia nada com a mulher que ele tomou de várias formas tentando conter aquele desejo desvairado e possesso que nunca sentiu por alguém. Ele a chupou e ela se ajoelhou perante ele e fez o mesmo. Então a tomou de quatro. E depois com ela por cima dele em busca do próprio prazer e o cavalgando de forma enlouquecedora. Ela parecia ter experiência como uma meretriz apesar de não ter marcas de serva, de cortesãs ou qualquer outra que indicasse seu status e posição social como plebeia de Fenit. Ela possivelmente era alguém com status, contudo que odiava o rei. Estava furioso em não ter sido o primeiro dela também, apesar dela ser bem aconchegante quanto era romper virgens. Não reconhecia a si mesmo. Quer dizer, era compreensível que quisesse se deitar com ela, ela era atraente, exótica e ele era jovem. Mas ao mesmo tempo havia um calor estranho no seu coração que nem Cecily ou o general que estimava o conseguiram. Não queria que ninguém mais a tocasse, queria que ela usasse seu bracelete feito com a escama de Fedrer e que ela estivesse sempre a sua vista. E agora havia dado Cinder a ela e a feito a dama de companhia da nova Lady do palácio. Caminhou pelo castelo cheio de tapeçarias, azulejos enfeitados com dragões e o chão de mármore. m*l chegou ao seu aposento, Cecily estava parada lá provocante, com seus fios rubros soltos e olhos verdes bonitos. Seus olhos pairaram no tecido do vestido vermelho quase transparente cuja forma de retirá-lo era só desprender o broche. A moça estava segurando um candelabro com vela. Iker soltou um suspiro sabendo que deveria esperar tal companhia insistente depois do que fez e ainda mais na frente de Vermont. — Alteza, deixe-me servi-lo. — A mulher pediu submissa. E de repente, ele sentiu certa inquietação ao notar que não queria se deitar com ela. Não depois de ter tomado tão brutalmente e de forma animalesca a desconhecida fenitense. Ele se sentiu culpado em ter sentido tanto desejo que não conseguia nem raciocinar e se aproveitou de uma moça frágil e doente como estava sua nova serva. Cecily esperava uma resposta fingindo não saber o que ele tinha feito. Já o príncipe não conseguia ordenar seus pensamentos pensando agora que havia até deixado sua semente dentro da mulher desconhecida e não cortado o coito, não tinha medo de que ela concebesse? A ideia de sair de dentro dela mesmo que para impedir que ela tivesse sua cria era impensável. Fez como fazia com homens vindo dentro dela e querendo que ela o sentisse. Ele não só tinha se aliviado dentro dela como o fez três malditas vezes. — Hoje não. — Iker declarou. — Seu bracelete... onde está? — Cecily perguntou forjando certa inocência. — Não se separava de forma alguma dele nem nas fontes termais. — Se você já sabe a resposta porque insiste na pergunta? — Iker perdeu a paciência com o jogo dela. — Seu pai já deve ter dito a você onde o bracelete está e o que eu fiz com a serva vinda de Fenit. Por que insiste nisso se as respostas só vão te machucar? — Sei que tomou a garota. Aquela garotinha é apenas momentânea. — Cecily afirmou e deixou os olhos encontrarem os dele de forma cortante. — Quando se entediar dela, voltará para mim como sempre fez. Assim como quando trouxerem sua pretendente do outro mundo. — Certo. — Iker respondeu cansado. — Agora vá dormir. — Ele ordenou. E por se sentir culpado tirou o colar que usava e o deu a ela. Era uma joia cara, mas não era a escama de Fedrer. — É culpa o que vejo nos seus olhos, alteza? — Cecily pegou o presente e o passou pelo próprio pescoço fazendo o pingente em forma de dragão cair no meio dos generoso decote. Iker apenas beijou a bochecha dela. — Vá dormir. — Ordenou ele novamente. — O que fez de diferente com ela para se sentir culpado assim? Sempre se deita com vários servos... e nunca vi essa expressão preocupada em seu rosto. Por que não me olha agora Iker? — Lady Cecily, vá dormir. — Iker levantou a voz para ela. Ela o fez uma reverência. — Como quiser, alteza. — E a bela ruiva se retirou. Iker apenas adentrou seu aposento com paredes brancas com desenhos de seu dragão e várias tapeçarias vermelhas e azulejos. Fechou a pesada porta. Desfez-se de sua vestimenta e lembrou-se do gosto dos lábios da mulher desconhecida nos seus. Não conseguia tirar a maldita da sua cabeça. ... O pátio do castelo era esplendoroso e o sol da manhã estava forte e realmente era muito quente e ela agradeceu o vestido ser tão leve. Caminhava sozinha já que Cinder a pediu o dia livre. Os chafarizes de água poderosa com formato de dragões davam algum frescor. Os jardins elegantes com rosas maravilhosas e jardins exuberantes que não se comparavam aos de Fenit em sua grandiosidade e variedade. Havia nobres com os homens com túnicas como a de Iker sentados em bancos. As mulheres nobres com o vestido que parecia uma segunda pele que expunha quase as curvas do corpo mesmo sem mostrá-las. Já escravos de prazer quase totalmente nus com gargantilhas de ouros e pedras preciosas no pescoço mais correntes que os ligavam a mão dos donos. Demetria tentou suprimir a ânsia de vômito mesmo que parecesse alguns servos apreciassem tal ato. Demetria caminhou enojada que se Iker não a desejasse também teria que andar daquele jeito por ser uma serva de prazer. Ele poderia sim fazer aquilo com ela se quisesse, andar como se ela fosse um cachorro. Ela estava no reino do dragão agora. Gelou só de imaginar. Soltou um suspiro tentando relevar aquela cultura abusiva assim como a questão do incesto na linhagem real de alguns reinos e do qual Fenit infelizmente não era exceção mesmo ela tendo proibido quando se tornou rainha. E quando alguém a olhava feio por vagar por ali ou parecia a cobiçar mostrava o bracelete que Iker a deu. As vestimentas eram diferentes das de Fenit. O vestido era uma segunda pele, leve e muito exposto e ainda a fazia se sentir nua, mas novamente tentou se ajustar tinha Iker de volta e Fedrer de volta. Só faltava reencontrar Kai e Kalahan... e até sua mãe que ainda estava viva e se sentiria em paz. O vestido maldito e azul se não fosse um broche no ombro o sustentando seria apenas um lençol quase apesar de cobrir os s***s e o resto do corpo e usava apenas sandálias de couro estilo gladiador apesar de parecer bem diferente com os trajes de inverno de quando esteve na fronteira. Chegou ao local de treinamento. Demi respirou fundo. Parou vendo Iker do palanque de concreto treinando seus homens ao lado do outro bonito homem moreno de cabelo ondulado e cujos olhos quase dourados se encontraram com os dela. Demetria apenas se manteve quieta os assistindo calada e abraçando a si mesma. O homem desconhecido tocou Iker no ombro e sussurrou algo no ouvido dele apontando para ela. Um comando de Iker: — Descansar. — Todos os soldados com lança também pararam a olhando. O moreno era forte, usava uma armadura prata reluzente, elegante mas esguio foi até ela rapidamente descendo os cinco degraus do palanque e Iker o seguiu. E do jeito que Iker o olhava, Demetria sentiu a mesma sensação de quando Kai alimentou Iker com o sangue dele. Um vínculo entre dois homens em que ela não tinha nenhum poder sobre. Ela suspirou e surpresa sentiu o toque no seu rosto do homem moreno e bonito. As coisas estavam bem diferentes de antes. Manteve-se quieta. — Ela é linda. — Sussurrou o homem que Demetria desconhecia, ainda a avaliando como uma mercadora. — Tão pequenina e delicada. Parece uma fada. Me dê ela como esposa. — Pediu a Iker. Demetria gelou e ao mesmo tempo se sentiu lisonjeada. — Não posso, Vince — Iker sussurrou. — Já tem Cecily como preferida. E eu nunca disse nada de você mimá-la como sua princesa. — O homem evidenciou com a voz profundamente magoada. — Me dê essa linda serva como esposa. Ela tem um porte de rainha. Não deve ser tratada como serva e ser mais uma no seu harém. — Eu já a tive. — Iker contou ao seu melhor amigo. Vince arqueou a sobrancelha intrigado. Demetria corou. Iker apenas continuou: — Não consegui me controlar como com você. Eu apenas vi o que aconteceu depois. Ela ainda estava febril quando... quando eu a tomei. Iker deixou os olhos pairarem no homem. E Vince olhou para a menina com um sorriso. Pegou o braço dela analisando o bracelete que tão bem conhecia nela. Iker viu a diversão nos olhos de seu melhor amigo e apenas revirou os olhos. E confessou: — Eu gosto dela. Mais do que de Cecily até. — Iker admitiu. Demetria sorriu timidamente para o príncipe que apenas a tocou no rosto e selou os lábios nos dela. — Vejo que gosta. — Vince analisou e beijou Demetria no rosto. — E sei bem a razão pela qual. Os olhos dela são dóceis, sinceros, mas selvagens. Cecily é uma cobra que esconde suas intenções pronta para dar o bote a qualquer instante para conseguir ser sua princesa. E se aproveita da estima que tem por ela. — Vince o avisou. Demetria realmente gostou de Vince agora. — Bem... está certo. O que devo fazer? Cecily vai ficar furiosa se eu começar a rejeitá-la, Vince. Como ficou com você quando começamos a nos relacionar e mesmo fingindo não se importar tentou te prejudicar perante meu pai. Demetria sentiu o coração bater rápido. Mas agora era só uma serva. Sabia como devia agir e manteve-se calada —A aprecia mesmo mais do que Cecily? — Perguntou Vince curioso. E analisou o vestido de Demetria e as joias tendo sua resposta assim. — Já gostou alguma vez de Cecily? Vocês só cresceram juntos e isso não compra afeto, Iker. Mas essa aqui, você nem hesitou em dar a escama de Fedrer a ela. E sei como ama seu maldito dragão. — Vince tocou Demetria no rosto com carinho descomunal. — Linda e frágil. Quer mesmo passar o dia aqui nos vendo treinar? — Perguntou Vince a Demetria gentilmente e ela sentiu-se inquieta pela voz carinhosa. — Sim, sir. — O respondeu ela assim. Vince apenas sorriu para ela cativado pela voz linda. Deixou os olhos se encontrarem com os de Iker desesperado. —Adorável esse sotaque quando tenta falar como uma de nós. — Vince analisou comovido. — Ela é de Fenit? — Questionou a Iker. —Sim. — O príncipe o respondeu. — Viúva de algum guerreiro suponho. E ao que parece odeia o usurpador. Estava vagando no meio de batalha. Deve ter fugido da sua pátria e se perdeu entre a mina. Uma sorte não ter sido pega por um deus da carnificina. — Alguma marca que indique função como plebeia? — Perguntou Vince a Iker com os olhos em Demetria tão intensamente que a menina corou e intimidada pela cobiça dele abaixou a cabeça. — Não. Nenhuma. — Iker o respondeu. Vince sorriu. — Conheço realeza quando vejo uma. Ela é uma princesa. — Vince especificou. Demetria gelou. — Uma princesa? — Iker questionou mesmo tendo a mesma desconfiança. — Não acha que isso é loucura? Quer dizer... ela tem os olhos escuros como da linhagem real de Fenit, mas... — Não é a filha de Luther, seria impossível. Mas pode ser bastarda de Alexander. — Vince o alertou calmo. — Ela é uma princesa. Tem porte nobre, não tem marca de serva e mesmo que se curve, nos olhos dela há o julgamento de um homem como na lenda da Fênix que rege a pátria dela. Deveria ser mais esperto, caro amigo. — Eu juro que odeio Alexander com todas as minhas forças. — Demetria gritou sinceramente, angustiada, mas não negou ser parte da família real. — Se ela é uma princesa e filha mesmo que bastarda de Alexander, se casar-se com ela... A guerra civil entre as nações cessaria. — Vince constatou. Demetria realmente o amou agora. — Contudo há a promessa de seu pai em você casar-se com a filha de Kiera com Luther, a sua prometida que é a rainha banida. Demetria percebeu que queria se casar com Iker novamente. —Mesmo que o faça, que se case comigo, nosso matrimônio não será útil para selar a paz. Meu pai não sabe que eu existo. — Demetria mentiu se odiando. — Alexander não sabe que eu existo. — Repetiu entrando nessa rede de mentiras. — Minha mãe era uma reles serva do castelo. E ele era bem jovem, da idade de vossa alteza quando ela me teve. Mamãe fugiu para me ter com medo de que Alexander a matasse por eu nascer, bem, errada não estava já que ele matou o próprio irmão e segundo histórias a sobrinha. É por isso que eu o odeio. Tenho certeza que ele me mataria se soubesse sobre mim. — Aceitaria se casar comigo então? — Iker a perguntou. — Se casar comigo se for oficializada por seu pai e puder assim impedir o confronto entre nossas nações? Demetria lembrando-se de como Iker e Fedrer quase morreram na batalha contra Alexander mesmo que só oito anos depois deixou a voz ecoar tomando uma decisão díficil, mas necessária: — Aceitaria. Escreva uma carta a Alexander e o fale sobre mim. Irei para Fenit e conversarei com ele e provarei que sou filha dele de alguma forma. Há algum jeito de mostrar que temos o mesmo sangue? Demetria queria que existisse um exame de DNA em Tretagon como na Terra na qual viveu até seus dezoito anos. — Um feitiço de sangue poderia dizer que pertence a linhagem da Fênix. — Vince a respondeu calmo. Demetria acolheu a sugestão. — Então mandem a carta. — Disse Demetria. — Meu nome é Sarah, e sou filha bastarda do rei de Fenit.
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