Em algum momento ontem durante o filme do Doutor Estranho, eu acabei dormindo no sofá, e como isso já aconteceu tantas vezes, Mateo me trouxe para o meu quarto, e me colocou para dormi na minha cama.
Agora me encontro deitada na minha cama, olhando para o teto, enquanto escuto os passos do Mateo andando pelo seu quarto, e logo em seguida indo para o banheiro. Ele não demora muito lá, e quando ele sai, ele dá uma rápida passada no seu quarto, para depois seguir até a sala, e o último barulho que escuto dele, dentro do apartamento, é a porta de entrar se fechando.
E é assim, que eu sei, a minha hora de levantar.
Pego o meu celular que está embaixo do meu travesseiro, me sento na cama, e ao jogar os meus pés para fora do mesmo, eu puxo a minha coberta, e a mantenho enrolada no meu corpo, enquanto me coloco de pé. Com a coberta arrastando, vou até a janela, e a abro, assim o sol das oito horas da manhã, ilumina o meu quarto, e me cega um pouco, já que antes de abrir a janela, o meu quarto, estava quase que completamente escuro.
Ainda com o cobertor em volta de mim, saiu do meu quarto, e faço o meu caminho até a sala, onde me sento no sofá, com o controle da televisão na minha mão, e ao ligá-la, coloco na Netflix, e deixo um episódio de Três Espias Demais, passando, e ao me levantar do sofá, eu deixo o meu coberto e celular para trás, vou ao banheiro, onde faço a minha higiene bocal, e ao voltar para sala, ao invés de ir direto para o sofá, dou a volta pela bancada, e entro na cozinha, onde começo a preparar o café, na cafeteira elétrica, e coloco a água para esquenta na chaleira elétrica.
Enquanto os aparelhos elétricos estão trabalhando, eu pego uma bacia, onde começo a fazer a mistura necessária, para as panquecas, e quando ela já está pronta, eu tampo a bacia, e a coloco dentro da geladeira.
Com tudo que eu tinha que fazer por enquanto pronto, volto para sala, e me deito no sofá, mais sem puxar ele desta vez.
Passo mais ou menos quarenta minutos deitada assistindo, até a porta do apartamento ser aberta, e por ela, passa o Mateo, usando a sua roupa de corrida, e nas suas mãos, uma caixa rosa, com o nome da padaria, que fica a alguns quarteirões daqui.
- Bom dia. – O cumprimento, assim que ele entra totalmente na sala, e deixa a caixinha rosa, em cima da mesa.
- Bom dia. – Ele bebe o resto da sua água, que está na garrafinha na sua mão, e o coloca logo em seguida em cima da mesa também.
- O que você comprou desta vez? – Pergunto jogando o coberto de lado, e me levantando do sofá, para poder chega mais perto dele.
- Comprei Donuts. – Ele me responde, e eu abro a caixinha rosa, para poder ver eles, tem de várias cores, e tudo com granulado colorido por cima. – Eu vou tomar banho, para a gente poder comer.
- Tudo bem. – Concordo, pegando a caixa com uma mão, e a garrafa com a outra. – Eu vou preparar as panquecas.
- Obrigada. – Ele agradece, e se aproxima somente um pouco de mim, para poder dar um beijo na minha testa.
E enquanto Mateo vai para o seu quarto, eu vou para sala, fazer as coisas que falta, para o nosso café da manhã.
Essa é a nossa rotina pela manhã, Mateo sai para correr, eu adianto algumas coisas do nosso café, e quando ele volta, depois do banho, a gente come juntos.
Como o Mateo não gosta de entrar na cozinha, depois de uma corrida, já que a nossa cozinha é pequena, então ele sempre deixa as suas coisas em cima da mesa, e eu guardo para ele.
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Depois do seu banho, Mateo se juntou a mim, na bancada da cozinha, para que possamos tomar café. Mesmo a gente tendo uma mesa na nossa sala, ela só é usada, quando os nossos amigos, ou família vem passar o dia com a gente, mais fora isso, como somo só nos dois, concordamos que a bancada, é um ótimo lugar, para as nossas refeições.
- Eu esqueci de te fala, mais a Alice, conseguiu uma entrevista para mim. – Conto a novidade, depois de tomar o resto do meu chá.
- Vai trabalhar fazendo o que? – Ele me pergunta, e mostra que está interessado.
- Eu não sei ao certo, parece que é um lugar muito reservado. – Dou de ombro. – Pelo que eu entendi, é tipo uma boate, frequentada por essas pessoas da alta sociedade.
- Acho que é Red..., não, acho que Blue Red. – Tento me lembrar o nome do lugar que ela me falou. – É alguma coisa Red.
- Clube BlackRed? – Ele me pergunta, e as suas feições, está muito séria.
- Isso, BlackRed. – Concordo sorrindo, mais ao ver que a minha felicidade, não chega até ele, eu fico séria. – Você conhece, esse clube?
- Já ouvi falar sobre ele. – Mateo me responde, mais eu o conheço muito bem, para saber que ele está mentindo, e ele pode não estar mentindo, mais também está deixando informações, guardadas somente para ele.
- Me diz o que você sabe sobre esse clube? – Peço me inclinando mais para perto dele. – A minha entrevista é para quarta feira, e eu quero saber mais sobre esse clube, para poder chegar lá, já tendo conhecimento, e as minhas chances de ser contratada, seja maior.
- Eu não sei muita coisa de lá. – Mateo não me olha enquanto fala, pois ele sabe que eu sei, que ele está mentindo, e quando ele mente para mim, ele não consegue me olhar diretamente nos olhos. – Por que não procura na internet?
- Eu já fiz isso. – Suspiro, ao perceber que não vou conseguir nada dele. – Tudo que tem é o site do clube, com fotos do local, endereço, telefone, email, e o i********:. Nada muito útil, para quem vai fazer uma entrevista.
- Pergunta para Alice, ela já não está trabalhando lá. – Ele sugere.
- Perguntaria, mais parece que ela assinou um termo de confidencialidade, e como ela é nova lá, ela não quer se arriscar. – Suspiro.
- Por que a Alice, te indicou para um clube, que parece ser tão rigoroso, e cheio de normas? – Ele pergunta, mais ao dizer o nome de nossa amiga, ele não parece muito feliz.
- Ela me viu desesperada atrás de um trabalho, então ela me disse sobre esse que ela conseguiu. – Dou de ombro. – Ela trabalha, nas quintas, sextas, e sábados, e recebe muito bem, por estar indo lá nesses três dias. E pelo que eu entendi, ela recebe dinheiro, das pessoas que frequenta lá, então acho que ela é garçonete.
- Você sabe que não precisa trabalhar como garçonete neste lugar. – Ele passa a mão direita no cabelo, enquanto fala. – Em pouco tempo, você vai está terminando a faculdade, e vai conseguir um trabalho, na sua área.
- Eu preciso de um trabalho para agora, pois se eu esperar terminar a faculdade, o meu pai vai querer que eu volte para casa. – Falo, e levanto a minha sobrancelha direita, na direção dele. – Qual é o problema, de eu querer trabalhar lá?
- Não tem problema, mais eu acho que trabalhar em um clube como aquele, não combina com você. – Ele suspira.
- Se eu não conseguir um trabalho até o final da faculdade, o meu pai vai parar de pagar a minha parte do apartamento, e como não vai ter nada que me prenda aqui, eu vou ter que volta para casa, e procurar um trabalho por lá. – Mantenho os meus olhos fixos, no seu rosto. – Então irei tentar esse trabalho, mesmo não sendo a minha área. Agora me diz, o que você sabe deste lugar.
Mateo levanta da cadeira, e pega o seu prato e xicara, passa por mim, e anda até a pia.
- Eu só sei o nome do lugar. – Ele me responde de costas, para mim. – Eu vou lavar a louça do café, e irei deitar um pouco, para poder ir trabalhar daqui a pouco.
Ao perceber que ele não vai me dizer mais nada, eu deixo esse assunto de lado.
Mais somente, por hoje.