Capítulo 4 — O Doce Gosto da Infância

292 Palavras
"Aos dois anos, a vida parecia ter finalmente encontrado um caminho de paz. Eu não era mais aquela semente solitária; agora, eu tinha um irmãozinho. Ele era apenas um bebê, a coisa mais fofinha e amada do mundo, e de repente, eu tinha alguém para dividir as brincadeiras e a vida. Ver aquele pequeno ser ali, do meu lado, me trazia uma felicidade que eu m*l sabia explicar. Nessa época, a nossa casa era cheia de risadas. O homem que minha mãe escolheu para estar ao lado dela agia como um verdadeiro pai para nós. Ele brincava com a gente, me carregava nas costas e sempre aparecia com doces que faziam nossos olhos brilharem. Era um tempo de leveza, onde o medo ainda não tinha lugar. Eu me sentia protegida, amada e, acima de tudo, igual ao meu irmão aos olhos dele. Além desse ambiente em casa, eu era cercada por quatro pilares de amor: meus avós. De um lado, os pais do meu padrasto, que me acolheram com uma fé inabalável. Eu ia para a igreja com a minha avó, sentindo aquela proteção espiritual que ela sempre buscava para mim. Do outro lado, os pais da minha mãe — para mim, as melhores pessoas do mundo. Eles eram o meu porto seguro, o colo onde eu podia ser criança sem nenhuma preocupação. Eu vivia entre esses dois mundos de carinho, brincando e me divertindo, sem saber que o destino ainda guardava muitas reviravoltas. Naquele momento, aos dois anos, minha única preocupação era a próxima brincadeira com meu irmão ou o próximo doce que meu pai traria. Era a calmaria antes de qualquer sombra, um tempo em que a 'Alma de Vidro' ainda estava inteira e brilhava com a luz da inocência
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