Capítulo 8

990 Palavras
Beto Depois da pequena reunião que tive com o técnico, eu e Roberto fomos para um cafeteria aqui perto para conversar um pouco. Ele me esperou do lado de fora do vestiário. Ainda estava com muita raiva do Luíz, não por ele ter inveja de eu ser o capitão, sempre teve essa richa do Lucas e agora por mim, mas por ter me dado aquele soco. Que i****a! Mas também o deixei bem m*l, rsrs. Assim que entramos na cafeteria vimos um homem segurando no braço de uma mulher, olhando daqui parece que conhecia aquela mulher? Notei que as outras pessoas olhando aquela cena não fazem nada! Isso é um absurdo! — O que você vai fazer? — Questiona o Roberto por eu ter dado um passo para frente em direção do cara segurando a tal mulher. — Vou ver mais de perto para ver. Se por acaso se agravar tenho que impedir. — Digo olhando para ele. — Está maluco? Não ver que é briga de casal, que não se deve se meter. — Me puxa sussurrando no meu ouvido. Afasto o meu braço e o fito. — Mas não posso permitir isso! Não ver que aquele cara está louco? Pode acontecer uma tragédia! — Depois que disse isso, vejo o homem sacudindo a mulher com força. Então, consigo ver o rosto da mulher. Não pode ser? É a minha ruiva! É aqui que ela trabalha, mas por que esse i****a está machucando ela? O tal homem ergue a mão com telefone segurando e ameaça bater nela. Não posso permitir! Sem pensar vou até aquele babaca. Pego no seu ombro o puxando, que me fita. Antes de falar algo dou um soco no estômago, com isso ele solta o braço dela que se curva sentindo o soco que dei. Aproveito essa oportunidade e dou mais dois no seu rosto que cai no chão. Enquanto ele se contorce no chão, vou até ela. — Você está bem? Ele te machucou? — Pergunto. — Você? — Abriu os olhos e se espanta quando me viu. — O que está fazendo aqui? E cadê o Alexandre? — Olha para os lados procurando alguém. Quando dá um passo para frente e vê o cara caído no chão. — O que você fez? — Primeiro dei um soco no estômago e depois dei mais dois no seu rosto. Mas não precisa agradecer. — Sorri para ela, que olha para atrás de mim, quando me viro o babaca que estava no chão estava de pé. Se apoiando na cadeira. — Esse é seu amante, né Anu? Vou matar você! — Aponta para mim. — Caramba, ganhei a fama sem ter feito nada. Você gostou mesmo do beijo? — Cala boca! — Braveja ela. Coloca a mão no peito para passar ficando na minha frente e fitando ele. — Chega Alexandre! Estamos separados e vai embora! Ou vou chamar a polícia! — Ele olha para ela, depois olha para mim. — Isso não vai ficar assim… — Bem perto dela, ele sussurra. Depois pega no seu braço. — Solta ela seu babaca! — Alerto, dando um empurrão que a solta. Quase que cai de novo, mas se segura na cadeira. Se ajeita e encara mais uma vez, depois sai bufando de raiva. Depois que ele foi embora me viro para saber da minha ruivinha. — Tudo bem? — Sim… Eu nunca o vi desse jeito… — Reparei que ela estava abalada. Puxo a cadeira para ela sentar, também sento ficando ao seu lado e segurando sua mão. — Fiquei com tanto, mas tanto medo. Fechei os olhos e pedi a Deus para me ajudar… — Ela olha para mim com os olhos cheios d'água. — E você apareceu… Muito obrigada… — Cai uma lágrima no seu rosto. Puxo a cadeira para mais perto dela, ergo minha mão e enxugo o seu rosto. Meu peito chega doer vendo desse jeito. Ainda bem que vim para essa cafeteria. Senão… Não quero nem pensar nisso! — Olha, não fique assim. Você disse que nunca viu ele fazer isso? — Sim… Era meu marido, quer dizer, meu ex marido, depois do que ele fez. Agora quero ele longe de mim. — Dar uma pausa. Afasta sua mão da minha e se levanta. — Obrigada. — Estava saindo e peguei na sua mão, que se vira olhando nos meus olhos. — Que tal sairmos? — Ela levanta a sobrancelha. — Só para conversar, pode ser um jantar? Não precisa responder agora, também seu chefe deve chegar a qualquer momento e você tem que voltar ao trabalho. — Quando disse isso, ela começa a gargalhar. Olho para ela sem entender. — Qual é a graça? — Perguntei. — Desculpa. Mas você achar que sou funcionária, mas também estou usando esse avental é normal se confundir. — Para de rir e a jogar o cabelo para trás, para olhar para seu rosto e note que está roxo na altura do sua sobrancelha direita. Aquele desgraçado! Foi pouco o que fiz com ele! Ela desvia o olhar, fica pensativa, depois volta a olhar para mim. — Olha, vou aceitar jantar com você, mas para agradecer pelo que fez por mim. Mas lembrando que vai ser só essa vez. — Avisa, sorrio para ela. Balanço a cabeça que sim. Ela foi até a mesa, que estávamos sentados e pega um guardanapo, dar uns passos no balcão pedindo para atendente uma caneta escrevendo algo no guardanapo. Isso! Deve estar colocando seu número para eu ligar pra ela. Ela vem e me entrega o guardanapo. Olho para o papel intrigado e ela disse que é endereço do apartamento dela, que é para aparecer hoje às sete e meia. Se despede e saio dali encontrando com o Roberto ali na entrada da cafeteria. Fez mil perguntas, falei que ia responder. Mas preciso ir na casa do técnico e pedir um adiantamento, que hoje tenho um jantar muito especial.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR