Capítulo 7

705 Palavras
Anu ― Finalmente, Como é difícil falar com você! ― Disse a Elena na linha. Estava no balcão atendendo um cliente, uma funcionária estava doente. Então decidi ficar hoje atendendo, tinha acabado de servir um café e misto quente. E ainda por cima estava louca, depois daquela noite que a minha amiga me convenceu a sair. Sem contar que aquele louco ter me beijado.Estou com muita raiva, mas não paro de pensar no beijo dele. Só de pensar sinto minhas pernas a formigar. Para com isso, Anu! Estou parecendo uma adolescente, não tenho essa idade! ― Anu? Anu? Está me ouvindo? ― Volto em si, olho para o celular que estava segurando e percebo que tinha esquecido da Elena. Dou uma olhada para os lados e notei que o movimento diminuiu, faço sinal para atendente se ela dá conta, ela acena a cabeça em sinal que sim. Saio do balcão e vou para uma das mesas, me sento. ― Oi Elena, desculpa estava ocupada. Não estou com tempo livre para conversar… ― Nesse momento, o homem de 1,80 m com o cabelo raspado, bem na minha frente. Meu corpo começa a gelar, é o Alexandre. Está com um olhar enfurecido. ― QUE p***a É ESSA ANU? ACHA QUE SOU o****o? ― Berra, noto que os clientes e funcionários começam olhar para a gente. ― Alexandre, pára com isso. Estão todos olhando para a gente. Se acalme. Vamos conversar? ― Me levantei e afastei o celular do ouvido, peço para ele parar com aquela cena ridícula. ― Conversar? Você me traiu e quer conversar? Quem está falando no telefone? É o cara que você estava na boate? ― Aponta para o celular que está na minha mão. Ergo a sobrancelha de reprovação. Nesse momento, ele fica desconfiado e tenta para cima de mim, segura a minha mão com força. Peço para ele me soltar, mas ele ignora, tentando pegar o telefone.Eu tentando disputar força com ele que consegue pegar o celular da minha mão. ― Alexandre! Me devolve o meu celular! Não tem o direito… ― Quando vou até ele para pegar o celular, me esbofetea com o aparelho que estava na sua mão no meu rosto. Pelo pacto do tapa cair no chão. ― CALA BOCA SUA p*****a…. ― Ainda no chão com a mão no rosto sentindo o tapa que ele me deu. Ele está procurando alguma coisa no meu celular, uma ligação ou mensagem, sei lá. Aproveito que está ocupado, tento me levantar e sair dali o mais rápido possível. Consigo ficar em pé, dou a volta na mesa, mas ele percebe o que estava fazendo. ― Onde você pensa que vai? ― Segura no meu braço olhando fixamente para mim. Está com um olhar bem sóbrio. Sinto um arrepio na espinha. ― Por favor, Alexandre. Me solta, podemos resolver isso de outro jeito. ― Peço, cai uma lágrima no meu rosto. Sacode o meu braço com força e acabo soltando um gemido pela forma que aperta o meu braço. ― Não estou conseguindo achar a ligação do seu amante, sua vagabunda! Está com medo né? Mas na boate estava bem à vontade com ele, estava até se beijando. ―Levanto a sobrancelha surpresa com aquela revelação. ― Como você sabe disso? ― Pergunto. ― Você me seguiu? ― Claro que a seguir, tinha que saber onde minha mulher estava indo e para minha surpresa, foi para uma boate para ficar com outros caras! ― Você não tem esse direito. Estamos separados! Eu o expulsei de casa, lembra? ― Alego, fazendo força para ele me soltar. ― NÃO ESTAMOS! VOCÊ CONTINUA SENDO A MINHA ESPOSA E NÃO DEVIA TER FEITO ISSO! ― Continua me sacudindo até que para. E noto que ele ergue a mão para o meu rosto. Acho que vai me bater de novo! Fecho os olhos e peço para Deus me ajudar. Por favor, senhor! Sinto ele soltando o meu braço. Abrir para ver o que tinha acontecido, vejo um moreno na minha frente, inclino a cabeça para o lado noto que o Alexandre está caído no chão com o nariz quebrado. ― Você está bem? ― Se vira perguntando como estou. Não pode ser? É o moreno da boate!
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