Marta estava sentada à mesa, os papéis à sua frente, seu olhar fixo na proposta de transferência que acabara de receber. A carta estava clara: uma oportunidade de sair da base, de se afastar de tudo, de voltar para uma vida mais tranquila, longe da tensão e do caos que se formaram ao seu redor. Era a saída fácil, a oportunidade de recomeçar. Mas, por dentro, Marta sabia que não era tão simples assim. Ela olhou para o papel e, com um suspiro, o guardou. Não, ela não ia embora. Não ainda. Não enquanto ela sentisse que podia fazer a diferença, que podia ajudar Navalha a encontrar a saída para o próprio abismo. Horas depois, ela se encontrou com Navalha, como sempre, no pequeno escritório onde as sessões aconteciam. Mas algo estava diferente no ar. Ele estava mais tenso, mais quieto do que o

