Rodrigues adentrou a base com aquele jeito típico de quem já viu demais para ainda acreditar em finais felizes. Era um rosto familiar para Navalha, uma lembrança viva de um passado m*l enterrado. A simples presença dele reabria feridas que o tempo nunca teve coragem de curar. — Ainda acorda gritando, irmão? — perguntou com um sorriso casual, enquanto ambos seguravam xícaras de café entre dedos marcados pelo tempo. A pergunta bateu seco. Navalha enrijeceu. O punho cerrou, a mandíbula travou. — Não. — respondeu. Mentiu. Mas a verdade... a verdade queimava por dentro. Rodrigues, com aquele ar de deboche constante e a mania irritante de cutucar onde mais doía, largou outra frase, jogada como quem não mede consequências: — E a missão em Kandar? Aqueles gritos no meio do fogo... aquilo sim

