Capítulo 33

1363 Palavras
Capítulo 33 – P.O.V – Lucio  Eu arranquei com o carro porque aquela maluca não ia sair de lá de dentro, e tinha uma certa melancolia no ar, algo indecifrável aos meus olhos que eu nem tinha coragem de perguntar, por que não sabia como ela iria responder. - Você vai nos colocar em uma confusão muito grave Lily! Não deveríamos estar juntos... não depois do que aconteceu! - eu disse tentando não entrar totalmente no assunto. - Eu não ligo para confusões Lucio então, continua olhando para frente e dirigindo. - Você nem sabe para onde eu estou indo direito! O meu celular tocou - fica calada, eu vou atender a Anne! E o celular está no alto falante do carro! - Tudo bem, eu não sou i*****l! - ela me respondeu sendo grosseira, a tensão que estava no ar era algo palpável a mão de qualquer pessoa talvez por isso eu estava me sentindo tão m*l. Atendi - Lucio, você saiu de carro.... eu vou perguntar só uma vez, A Lily está com você? - ela foi direta. - Não, por que estaria? - respondi um pouco nervoso - O marido dela veio até aqui procura-la, não se meta em confusão! Você entendeu? E Lily, você está aí do lado... eu te avisei para ficar longe do Lucio não avisei? - Foi m*l! - eu disse já que ela já tinha sacado tudo - Volta para cá, fique com o seu marido! p***a! - ela bateu o telefone na minha cara - Você viu Lily? o seu marido está te procurando, eu vou dar a volta! - eu disse já deixando sair de mim toda a irritação que tinha no meu corpo, p***a, tinha um marido, tinha toda uma porcaria de um misticismo em volta do nosso reencontro e lá estávamos nós, sentados no mesmo carro como se pudessemos sair por aí visitando todos os lugares do mundo sem acabar com a humanidade inteira. - Eu não ligo que ele esteja me procurando, por favor não faz a volta... só por hoje tem como... - ela estava confusa, tocou a minha mãe no câmbio do carro... me levar a um lugar onde eu possa descansar e ficar segura? - a palavra segura mexia comigo, dava quase para esquecer de tudo o que ela aprontou antes, dava para esquecer aos poucos de tudo o que ela aprontou comigo só por causa dos olhos dela, da forma linda que eles piscavam para mim e no fato dela parecer tão vulnerável. - Droga Cat! - eu disse ainda dirigindo na mesma direção - o que aconteceu? ele, fez alguma coisa para você? - Sua pergunta é "ele te socou quando desconfiou do nosso envolvimento?" é essa a pergunta condensada? - Ele não te socou, por que se tivesse feito isso eu ia perseguir ele até o último dia da vida dele, além de dar uma boa surra! - as palavras certas não eram aquela, demonstrar demais os sentimentos para alguém como Lily era assinar uma sentença de morte. - Ele não socou mesmo.. mas ele não é a pessoa que eu pensava que fosse, por isso eu preciso tomar um ar, reorganizar as coisas e continuar vivendo. - ela virou a cabeça para a janela, parecia tão triste, implorava para que eu a colocasse nos meus braços. - Então eu posso te deixar no aeroporto, você pode viajar para algum lugar, cheio de sol e felicidade, reorganizar a vida... o que você acha? Eu estava fazendo de tudo para me livrar dela de todo jeito, por que eu sabia que se ficassemos debaixo do mesmo teto alguma coisa iria acontecer, e sem saber o que significava tudo aquilo cada coisinha importava, como seria uma real ligação cósmica com Lily se consumassemos nossas vontades? Aposto que libertariamos mais uns mil demônios de seus cárceres! E aquilo não era uma boa coisa, não quando estávamos pensando em como evitariamos a droga do apocalipse. E quem diria, eu preocupado com o que acontece com essa humanidade imunda ao ponto de ligar para minhas ações e vontade, sendo que eu nunca liguei para nada além de mim mesmo. - Não, eu vou com você atrás da tal mulher que invadiu o apartamento da Anne, não é isso o que você vai fazer? eu tenho que fazer alguma coisa Lucio, eu preciso entender o que está acontecendo. Eu estou no meio de algo que parece cósmico, uma guerra que eu não entendo lados, em vias de me divorciar do babaca adultero com quem eu estou a cinco fodidos anos, estou no carro com um cara que eu m*l conheço e que me deixa confortável o suficiente para abrir as pernas em cima de mim piano, então minha vida está uma bagunça, e você me dizer que quer se livrar de mim não me ajuda Lucio! - Nossa, isso foi sinceridade em sua forma mais brutal, olha, eu não quero me livrar de você... você não entende nada ainda, mas só de estarmos no mesmo carro podemos criar uma p***a de uma catástrofe mundial! Por isso estou dizendo que somos melhores separados. - Olha a sua volta, eu acho que tudo parece bem tranquilo! - ela disse toda confiante das palavras que saiam da sua boca, o que me levou a ter alguns minutos de fé também! - para onde vamos agora? - Vamos até o meu apartamento, precisamos passar a noite lá... e aí amanhã vou até o hospital saber mais sobre essa mulher! Você disse que ela estava perseguindo vocês, não é? - Sim, ela estava transando com o meu marido também, então. - Eu sinto muito Cat, eu não fazia ideia! - eu não estava nem aí com nada, f**a-se se aquele filho da p**a tinha traído ela com a maluca possuída, o importante era por que ela tinha se aproximado, por que ela teria interesse em deixar aquele livro para Lily ler? o que ela ganhava causando a p***a do fim do mundo? - Ela tem alguma coisa a ver com essa confusão não tem? eu percebo pela cara que você faz e também a cara da Anne! - Ela tem a ver. Mas eu realmente não posso contar nada a você agora, dá um desconto, eu já estou te levando junto sem querer levar, estou fazendo a minha parte não estou? - Está sim, obrigada por me tirar de lá, se você não fizesse isso, acho que eu seria capaz de ter algum surto psicótico. - Por causa da traição? você descobriu hoje? - perguntei fingindo curiosidade quando eu não conseguia tirar os olhos de seue s***s marcados no vestido. - Sim, a mãe dele me contou. Se você não se importa, eu nem quero falar muito disso. Ah meu Deus, ela tinha sentimentos reais pelo i*****l, por isso estava tão incomodada com o que ele tinha feito! - Tudo bem, não é da minha conta de qualquer jeito. - Você se importa se eu cochilar um pouco aqui no banco? - Claro que não, vai ser mais fácil desovar você em algum banco de praça com um localizador para ajudar o doutor a te encontrar. -Acho que eu vou mesmo ficar acordada, é a melhor opção! - falou tentando sorrir, mas algo a impedia, dava para ver que para ela era impossível. - Não precisa... é brincadeira acredita em mim! pode descansar, eu não vou te abandonar. - Se o fizer não vai ser diferente de depois do meu acidente, então, eu estou letrada já na arte de não valer nada para ninguém! Você não seria o primeiro a me sacanear na vida Lucio! Mas agradeço a promessa! Ela se virou, mas eu vi que não fechou os olhos pelo reflexo de seus olhos lindo no vidro do carro, só estava triste o suficiente para não conseguir continuar falando. Droga, tudo o que eu não podia fazer eu estava fazendo, estava dando pauta para uma pessoa que não poderia ter acesso a isso, eu precisava me recompor e começar a agir com ela do jeito que ela merecia, com o mesmo desprezo que ela me tratou quando eu não servi mais ao seu propósito.
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