Capítulo 35 – P.O.V - Lucio
Lily provocava os piores sentimentos dentro de mim e também os melhores, me fazia falar demais como sempre fez, me fazia ficar ofegante o meu coração batia mais rápido e mais lento tudo ao mesmo tempo e só o que eu podia contar era com o meu autocontrole de merda, o que eu não cultivei nem por um dia sequer em minha vida na terra.
Chegamos ao meu apartamento e já parecia que o perfume dela estava em todos os lugares, era delicioso e insuportável, sempre me tirava do eixo e me jogava em um outro estado mental desconhecido para mim.
- Nossa, o seu apartamento é lindo! E tão chique! Por que se mudou para o subúrbio?
- Você não me viu enfrentar a droga do trânsito? - menti, mas eu já tinha mentido e contado tantas meias verdades aquela noite que não seria exatamente o meu primeiro pecado, e eu já tinha cometido tantos que nem valia a pena contar.
Dei uma olhada na minha caixa de mensagens e deixei tocando com Lily na sala enquanto eu abria as janelas
"Lucio, estou bem preocupado com você...você não retorna minhas ligações... vou aí toda semana e agora você não me chama mais, fiz alguma coisa para te chatear"
Vocês a conhecem, era Fleur, lá do primeiro ato da nossa história, a prostituta que vinha pelo menos três vezes por semana a esse apartamento, e que era uma cópia fiel da Lily. Tudo estava cooperando para me sacanear, eu só tinha que aproveitar a viagem.
Logo outra mensagem começou "Poxa Lucio, não vai mais querer ficar comigo mesmo? pensei que tínhamos uma conexão real"
Com conexão real ela se referia as vezes que eu transei com ela sem olhar o seu rosto, só fodendo bem forte até ela gozar.... mas eu não tinha a intenção real de fazer isso, era só a forma como o corpo dela funcionava.
- Nossa, você arrasa corações por aqui Lucio! - disse Lily parecendo levemente irritada, eu não vou negar que aquilo me deixava um pouco feliz, ela estava finalmente provando do seu veneno.
- Para você ver... - eu disse sem dar muita atenção para os devaneios da cabeça dela, por que eles no geral não eram da minha conta, então não valiam a pena serem levados em consideração.
- Nossa, e você nem fez questão de negar! Quem era a moça do outro lado? - ela disse cruzando os braços bem forte no próprio corpo, a sua expressão de incomodo me deixava até um pouco mais leve, mais realizado, para mim era como renascer vendo a expressão de ciúme em seu olhar, não dava para evitar, ela poderia ter tido mil casamentos, mas ainda sim sempre estaríamos ligados para sempre.
- Eu deveria negar por quê? você está incomodada com alguma coisa? - eu disse olhando para ela que foi baixando o braço devagar... queria a todo custo parecer desapegada daquela situação, então eu agiria da mesma forma.
- Por nada... realmente...
- Respondendo a sua pergunta, o nome dela é Fleur.
- Fleur, um nome diferente! - ela pigarreou e se jogou no sofá, começou a olhar as mensagens para ignorar a minha presença completamente - filho da p**a, tem coragem de me procurar! - balbuciou
- O que disse? quem é o filho da p**a? - me joguei ao lado dela.
- O meu futuro ex-marido! ele é patético! fez o que fez e tem coragem de me procurar. Eu estou bem assistida mesmo, o meu ex-marido me colocou na merda, e o cara que chupou a minha b****a a três dias não deu a mínima para isso e está saindo com uma mulher chamada Fleur...
- Você está mesmo incomodada com isso não está? - era mais forte do que eu, eu cheguei mais perto dela, estava tão linda que me dava nervoso - por que você quer que eu ligue? só para poder me colocar na sua prateleira de troféus?
Ela se levantou e chegou ainda mais perto se inclinando para mim, parecia até que sua intenção real era só mostrar os s***s bem-marcados na roupa, a boca bem marcada pelo batom que ela usava, e o seu perfume entorpecendo a minha mente...
- Eu não sei o porquê eu quero que você ligue, mas eu quero... me incomoda saber que para você foi só mais uma tarde quando isso martelou dentro de mim durante um bom tempo!
Eu segurei o rosto dela, e estavam queimando, tão quentes quanto as minhas mãos, Eu poderia entrar em combustão espontânea ali mesmo, não seria nada além do esperado - repassei aquilo que aconteceu na minha cabeça um milhão de vezes Sam! - a nossa boca se encostou, eu a queria tanto que cada osso do meu corpo parecia doer.
- E no que você pensou? - p***a eu poderia ter tudo dela ali mesmo naquele sofá, eu poderia ter todas as suas expressões de desejo todas para mim outra vez, poderia sentir o seu gosto inundar a minha boca e todos os meus outros sentidos entorpecidos por ela de uma forma que eu não conseguiria escapar.
Ela era o meu alfa e o meu ômega, e nada do que eu fizesse ou resistisse poderia mudar essa narrativa tão bem construída pelo universo.
- Pensei que queria você... de novo... pensei que era insuportável ter que te evitar todos os dias, senti culpa e medo, e principalmente um desejo que me corroía por dentro - eu estava bebendo cada palavra que saía da boca dela, aquela tensão me levava a lugares aonde eu nunca fui, então ela pensou em mim, os dias para ela foram tão insuportáveis quanto foram para mim e isso já valia de muita coisa.
- Não podemos... ficar juntos desse jeito! - fechei os olhos tentando resistir a minha vontade latente de arrancar toda a roupa dela e a tomar ali mesmo no meu sofá sob a luz de uma Nova York iluminada.
- Por que não? eu quero você... - ela se sentou no meu colo, segurou o meu cabelo com força como sempre fez, ela me virou do avesso e tirou de mim qualquer gota de sentimento confuso sobre o meu próximo passo.
O terrível era saber que tudo aquilo não passava de apelo cósmico, então onde se encaixava o amor? onde ele entraria naquela narrativa? éramos apenas o efeito de um velho mundo, que foi criado a milênios e milênios atrás com seus próprios corpos celestes e partículas, éramos seres vivendo em um mundo que não era nosso, não foi feito a nossa matéria nem a nossa maneira.
Mas isso não importava, porque tudo o que eu conseguia enxergar eram os olhos dela me olhando diretamente, só o que eu conseguia sentir era o seu hálito perto da minha boca. A boca dela implorava para ser beijada, ela implorava para ser adorada.
- Me diz Sam, por que não podemos ficar juntos se isso tudo aqui parece ser tão certo? - segurou mais forte em meus cabelos e começou a se esfregar em mim, e finalmente beijou a minha boca, não fez nenhuma questão que fosse leve... o seu t***o e o meu t***o estavam saindo pelos nossos poros sem que a gente quisesse ou percebesse.
Arranquei a roupa dela, para ser sincero eu a rasguei inteira, e não sosseguei até vê-la completamente pelada em cima de mim, os meus olhos chegavam até a brilhar com a visão. Era como ver o diamante mais raro do mundo, passei o dedo leve pela sua b****a e ela gemeu gostoso nos meus ouvidos, mordia os lábios e me olhava de um jeito lascivo que poderia até ser considerado ilegal.
- eu quero de novo Sam, do mesmo jeito que você fez aquele dia... - ela se masturbava olhando para mim, minha vontade era f***r ela bem forte, mas eu não sabia o que podia acontecer, estava tentando muito não deixar os meus instintos falando mais alto do que deveria.
Era uma decisão que eu tinha que tomar o mais rápido possível.