Capítulo 31 – Marcas na Pele

1308 Palavras

Anna As cicatrizes dele diziam mais do que qualquer discurso. Cada risco na pele era uma história — e eu, por mais que quisesse negar, queria decifrá-las uma a uma. Naquela noite, o morro estava em silêncio raro, o tipo de quietude que antecede o caos. Kadu apareceu na porta do quarto com o corpo ainda molhado do banho e o olhar firme, desses que não pedem, ordenam. — Vem cá, Anna. — A voz grave dele cortou o ar. Senti o impulso de recusar, só para manter viva a chama da resistência que ainda existia em mim. Era um jogo perigoso, uma dança silenciosa entre a razão e o desejo, e eu sabia que cada passo errado poderia me custar caro. Mas o corpo, esse traidor silencioso, já respondia ao tom dele antes mesmo que eu tivesse coragem de respirar fundo e me erguer em desafio. Me aproximei, de

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