-De morango Tio.
-Eu vou pegar- Hinata riu e se levantou.
A pequena se sentou onde a Hyuuga estava sentada antes, e depois se sentou no meu colo, eu ri e a abracei.
-O que você e a Tia Hina estavam fazendo?- eu fiquei vermelho.
-Nada ué, olhando você.
-Não Tio Naruto, quando eu cheguei.
-Não era nada não, olha lá, ela está voltando com o seu sorvete.
-Cheguei- ela entregou o sorvete para a Naomi e se sentou ao meu lado.
Hinata colocou a cabeça no meu ombro e sorriu olhando para a Naomi.
-Eu queria saber como a sua família é tão linda- A menina deu uma gargalhada- Todos vocês parecem modelos.
-Você já viu a minha mãe?- eu perguntei rindo.
Nós passamos o restante da tarde ali e até fomos jantar no Ichiraku, Naomi adorou o passeio e eu fiquei contente em estar ao lado da Hinata, quando voltamos a pequena foi contar sobre o seu dia para todo mundo, Nagato estava sentado no sofá e a Kushina na poltrona com o seu tablet na mão, provavelmente desenhando, tão concentrada que nem reparou quando chegamos. Hinata avisou que iria tomar um banho e subiu para o seu quarto e eu fiz o mesmo, estava cansado, mas ainda tinha muita energia, tomei um banho e coloquei uma calça moletom preta, fiquei um tempo no quarto e depois desci, quando estava no meio da escada escutei a voz da minha mãe, ela aparentemente falava ao telefone, desci mais um degrau, ela andava de um lado para o outro.
-Não, eu não vou voltar atrás, é só que eu ainda não contei para todos e o Naruto voltou agora, pare com essas paranóias, eu quero a minha família unida e assim que eu contar nós anunciamos a todos. O que? Já falou? Tudo bem Fugaku, amanhã a gente se fala.
O que? Do que será que ela estava falando, desci as escadas em silêncio, ela se jogou no sofá e eu passei pela cozinha sem ela perceber, eu preciso descobrir o que ela está tramando. Peguei um copo de água e subi para o meu quarto novamente. Eu não consigo dormir, virei na cama a noite toda até escutar batidas na porta, levantei a cabeça e percebi que era a Hyuuga, ela vestia uma blusa gigante que ia até metade das suas coxas.
-Oi- ela disse baixinho- Estava dormindo?
-Não- ela foi entrando e percebi que ficou vermelha quando me viu, sorri internamente, é bom causar o efeito contrário do que normalmente acontece- Aconteceu alguma coisa?
-Não, só queria saber se queria conversar.
-Claro- ela trazia em suas mãos um balde de pipocas, abri espaço pra ela na cama que se sentou ao meu lado.
-Então, como era lá no quartel?
-Você realmente quer falar disso?- perguntei.
-Não, tá, vai ser rápido. Eu geralmente sou bem direta com o que eu quero falar. E bom… Você já sabe que eu fico nervosa perto de você, Naruto, sei que nos conhecemos a pouquíssimos dias, mas eu não sei o que acontece, quando estou com você parece que eu fico leve sabe? Parece que tudo o que eu passei some e eu gosto- ela me olhou, estava vermelha como um pimentão. Eu não aguentei e comecei a rir- Para de rir- ela bateu no meu braço e eu ria cada vez mais- Para, para, para- ela disse dando vários socos, me deu uma crise risos com isso e ela foi me batendo até cairmos da cama, ela caiu por cima de mim e eu fiquei sério só por ter a boca dela tão perto da minha.
-Se você estava tentando se declarar, funcionou- eu disse isso e depois a beijei.
Começou como uma chama inflamando em meu estômago, eu a segurava pela cintura e ela passou as mãos pelo meu pescoço, os lábios dela são extremamente macios e o cheiro dela já tomou conta de tudo por aqui, ela se apoiou melhor, colocando os joelhos no chão, um de cada lado da minha cintura. O beijo passou de calmo para uma coisa desesperada, eu estava quase sem ar, mas estava cogitando morrer asfixiado só para ter aqueles lábios por mais alguns segundos, quando nos soltamos ela continuou com o rosto perto de meu, eu não abri os olhos, ainda absorvia a sensação maravilhosa que esse beijo deixou, minha boca está formigando e eu sinto a respiração dela em meu rosto.
Resolvi abrir quando parei de sentir o seu cheiro tão perto, ela estava sentada em mim e respirava ainda procurando ar.
-Se esse foi o seu jeito de dizer que aceita a minha declaração, funcionou- eu ri e ela me olhou nos olhos- Seu sorriso é lindo.
-O seu é mais- eu disse e a puxei para mais um beijo.
Acordei novamente com a sensação de ter apagado, estava no colchão e sentia um peso em cima de mim, olhei para baixo e vi a tão conhecida cabeleira preta, Hinata dormia serena agarrada a mim e eu sorri, me lembrando dos beijos e das carícias trocadas ontem a noite, ela me faz bem. Com um extremo cuidado eu me levantei e fui até o banheiro, tomei um banho, fiz a barba e saí enrolado na toalha, entrei no closet sem olhar para a cama, ela parecia estar num sono profundo, me vesti com um short jeans e uma camiseta preta, coloquei um tênis e saí, ela já estava acordada, sentada na cama se espreguiçando.
-Bom dia- eu falei.
-Bom dia- ela disse baixinho- Dormiu bem?
-Muito bem e você?
-Ótima- ela sorriu, eu vou indo, escovar os dentes- ela se levantou e ia saindo quando eu a puxei pelo braço.
-Você não sair assim depois de ontem- ela fica vermelha quando falo nisso.
-Eu não escovei os dentes Naruto.
-Você sabe onde eu estava? O cheiro da sua boca agora não se compara com as coisas de lá.
-Sei que não, mas mesmo assim- fiz um biquinho e ela riu- Você não existe- ela me deu um selinho- só isso, se quiser me esperar, volto já.
-Sem problemas, não saio daqui.
Ela saiu sorrindo e eu me joguei na cama, peguei meu celular e vi algumas mensagens do Lee e da Ino, tinha um do Sasuke que eu apaguei sem nem olhar. Deixei de lado quando ouvi a porta bater.
-Dentes escovados, sou toda sua agora- ela disse e veio na minha direção, pulou em mim e nós nos beijamos.
De novo foi um beijo desesperado, meu corpo parecia pedir o dela com uma intensidade absurda, como se os meus 25 anos vividos fossem apenas para esperar por esse momento. Eu a virei, ficando agora por cima dela, a risada dela também é contagiante e me fez abrir um enorme sorriso, eu não aguentei e comecei a fazer cócegas em todo o seu corpo, a risada dela era estranha e extremamente linda, ela ria tanto que fez o som de um porquinho e aí desandou a rir mais ainda.
-Nossa, o que está acontecendo aqui- a porta foi aberta com tudo, mostrando um Nagato de boca aberta quando me levantei de cima da Hyuuga- Vocês estão juntos?- ele disse estático, nem deixou a gente responder- A mamãe sabe disso? Desde quando? Onde?
-Para de ser uma velha fofoqueira Nagato- eu disse e a Hinata deu um tapa no meu braço.
-Não precisa ficar assim Nagato, seu irmão iria arrumar alguém cedo ou tarde. Não precisa ficar com ciúme.
-Eu não estou com ciúme.
-Eu sei que você me ama- disse sorrindo- Mas sempre vai ter espaço pra você no meu coração, um espaço enorme- ele virou as costas e fechou a porta.
Eu e a Hinata começamos a rir da cara dele, olhei pra ela sério.
-Estamos juntos?- Perguntei.
-O cara normalmente faz um pedido antes.
-Levando em considerando que foi você que se declarou pra mim, as coisas não começaram como normalmente começa- ela sorriu.
-Tem razão.
-E então?
-Você quer?
-Olha, eu vou te falar uma coisa. Não tive muitos relacionamentos na minha vida, mas eu não sou desses caras que saem por aí pegando várias, gosto de ter uma pessoa só na minha vida, mas vou entender se você não quiser.
-Ta brincando comigo? Claro que eu quero- eu sorri.
Todos comiam em silêncio, estava até estranho, Naomi ainda não tinha chegado com a Karin, mas a minha mãe olhava de mim para a Hinata de forma estranha, com um sorriso contido nos lábios. Olhei para o Nagato e ele não olhava nos meus olhos, ficava desviando o olhar. Ele contou.
-Você não consegue manter essa boca fechada não é?
-Então é verdade?- escutei a voz da Dona Kushina ficar fina, sinal de que ela está extremamente empolgada.
-Verdade o quê?- Karin chegou com a filha no colo nesse exato momento.
-Que o seu irmão está namorando com a Hina.
-Está?
-Por isso vocês iam se beijar no parque?
-Quem disse que a gente ia se beijar pestinha?
-eu perguntei pra Mamãe o que as pessoas fazem quando ficam do jeito que vocês estavam.
-Ta vendo Nagato, eu deveria socar a sua cara.
-Não brigue com o seu irmão, você é o errado de não ter contado.
-Eu não fiz nada de errado, não é minha culpa de ter um irmão fofoqueiro.
Eu vi o sorriso no rosto da minha mãe e pude perceber que não era só por causa de mim e da Hinata, ela olhava para todos sentados na mesa com o mesmo brilho no olhar. Então reparei que desde que cheguei essa é a primeira vez que estamos como éramos antes, animados, felizes e principalmente barulhentos. E eu sorri também, porque no fundo eu também sentia falta disso.
E o mais legal foi que desde que cheguei essa é a primeira vez que a Hina fica sem saber o que falar, ela encolhia cada vez mais na cadeira, todos continuaram falando e falando até bem tarde. A Hinata teve que ir trabalhar com a minha mãe e eu fiquei com a Naomi. A noite Hinata se despediu de mim rapidamente e foi para casa, a pequena não quis desgrudar de mim e resolveu dormir comigo, ela ficou com a maior parte da cama é claro.
A noite passou rápido, assim como essa semana. Hoje, no sábado vou levar a Hinata para dar uma volta, estou em frente ao prédio dela a esperando descer com o coração na mão. Eu nunca fui a encontros, a Shion foi o meu único relacionamento sério que tive e a gente não saia do quartel, não tínhamos muitas opções, as saídas que eu tinha na escola não podem ser considerados encontros…
Assim que ela abriu o portão meu coração pareceu querer sair da minha caixa torácica, ela estava linda, usava uma calça rosa bem claro com um uma blusa branca, usava um tênis também branco, estava linda.
-Oi- Ela disse sorrindo.
-Oi-, eu respondi- Você está linda.
-Obrigada, você também.
-Podemos ir?
-Onde vamos?- ela passou o braço pelo meu e se apertou em mim.
-No Ichiraku?- Perguntei meio em dúvida.
-Você realmente gostou daquele lugar- Ela sorriu- Tudo bem, eu também adoro o Ichiraku.
-Então vamos.
Nós já tínhamos terminado de comer, estávamos conversando e morrendo de rir, eu estava contando pra ela sobre o que eu fazia quando era criança.
-Não acredito que fez isso- Ela cobria a boca com a mão- Naruto, você era terrível!
-Verdade- eu não continha meu riso- Nunca apanhei tanto da minha mãe.
-Seu tivesse um filho igual a você não sei o que faria.
Nós passamos a tarde assim, contando histórias de quando éramos crianças, de todas as travessuras que fizemos, foi engraçado saber que a Hinata teve que passar anos no psicólogo para perder a timidez e ainda fez aulas de teatro. Voltamos para casa tomando sorvetes, deixei ela novamente em frente ao seu apartamento.
-Você não quer entrar?- Ela perguntou com um sorriso inocente, infelizmente o meu subconsciente não interpretou dessa forma e eu pude sentir uma pitada de malícia em sua voz.
-Claro- eu não ia recusar.
Nós subimos o elevador em silêncio, toda a tranquilidade que sentíamos antes foi pelos ares, dando lugar a uma tensão absurda, pelo menos pela minha parte, eu não conseguia parar de pensar em cenas picantes e sei que é errado, afinal estamos juntos a alguns dias. Ela abriu a porta e deixou que eu entrasse primeiro.
-Você quer alguma coisa?
-Não, estou bem.
-Certo, já volto, vou colocar uma roupa mais confortável.
Ela entrou no quarto e eu me sentei no sofá, ela voltou poucos minutos depois, vestida num shorts bem pequeno preto e uma blusa regata laranja. Se jogou ao meu lado pegando o controle da TV, colocou num programa qualquer e começou a assistir.
A Hinata é tão pequena que eu consigo cobri-la com o meu corpo, ela é fria apesar do calor infernal que faz agora, eu não sei porque, mas o meu corpo está cada vez mais quente, a ponto de uma gota de suor escorrer pelo meu rosto.
-Você está bem?- ela perguntou me olhando.
-Sim- disse engasgado, eu consigo sentir o meu corpo dando sinais.
-Tem certeza?- ela me olhou um uma sobrancelha arqueada.
-Você pode… Se sentar mais para o lado.
-Eu to fedendo?
-Não, claro que não.
-Então…
-É só que- eu não consigo dizer a ela.
-Que?
-Não dá pra falar.
-Claro que dá, pode falar sobre tudo comigo.
-Hinata, é que… Eu tô- nossa isso é tão vergonhoso.
-Fala de uma vez.
-É que você perto assim faz eu sentir muito t***o- disse e olhei para a televisão.
Quando voltei a olhar para ela vi que ela olhava bem onde não deveria, eu cobri com a mão, mas ainda fiquei calado.
-Bom- a voz dela não estava tão firme como sempre é- eu posso te ajudar com isso.
-Não Hinata- eu disse assim que vi ela se sentando e indo até o zíper da minha calça- O que? O que vai fazer?
-Te ajudar com isso- ela disse passando a mão pelo meu m****o.
-Na na não precisa, eu vou pra casa- eu disse e ia me levantar.
-Ta com medo de quê?
-Nada, eu só achei que…
-Eu não ia querer?
-Isso.
-Essa é a minha resposta então.
Assim que parou de falar abaixou um pouco a minha calça, minha cueca estava apertada já, ela o tirou para fora. Eu não tenho vergonha do meu pênis, ele é um pouco acima da média, mas não é uma coisa exagerada, mas com ela me olhando assim eu claramente fiquei envergonhado. Ela sorriu e começou a passar as mãos fechadas, de baixo para cima lentamente quase que torturante, eu perdi o ar quando ela lambeu da base até a ponta com um enorme sorriso no rosto. Eu não aguentei e pendi a cabeça para trás, as mãos dela se apertaram com mais força, fazendo movimentos mais rápidos, sugou só a pontinha e uma sensação incrível passou por mim. E ela colocou ele inteiro na boca.
***
-Uau- ela disse assim que eu terminei de gozar- Você é resistente em.
-Só um pouco- disse ainda de olhos fechados, estava com a cabeça para trás, a minha respiração totalmente desregulada.
Quando abri os olhos passei por todo o corpo dela, ela estava da mesma forma que eu.
-Sua vez- disse a puxando para se sentar no sofá.
Me coloquei no chão, abaixei o seu short até o pé, ela estava bem molhada, passei meu dedo pela sua v****a ainda coberta pela calcinha e escutei um suspiro alto vindo dela, oh minha nossa, isso vai ser incrível.
***
-Você é perfeita- eu disse ainda sentindo o gosto dela em minha boca.
Ela ficou em silêncio tentando normalizar sua respiração.
-Obrigada por isso.
-Quando quiser- eu disse malicioso e ela olhou pra mim sorrindo.
-Eu não conhecia esse lado seu.
-Que lado?- perguntei me sentando ao seu lado.
-Pervertido.
Eu soltei uma risada alta e sonora, bom… Ela vai conhecer.
***
Assim que abri a porta de casa me deparei com a minha mãe dormindo no sofá, ela estava com o seu Ipad do lado o que indica que ela estava trabalhando, eu ainda não me entendi com ela corretamente, mas já consigo ver as coisas pelo ponto de vista dela, fui até onde estava e me agachei. Eu sempre admirei os cabelos vermelhos da minha mãe, não tem ninguém no mundo com cabelos iguais aos dela, até mesmo os meus irmãos, não são iguais, ela é única e eu percebo porque o papai se apaixonou por ela. Minha mãe é a mulher mais forte que eu conheço, ela é persistente e muito amorosa, para ser sincero eu nem sei descrever o que ela é de tão perfeita. Mas ela também é muito teimosa e às vezes isso é muito maçante. A peguei no colo e levei até o seu quarto, peguei a coberta e a cobri, o quarto da minha mãe é o único cômodo da casa que continua igual, até às fotos espalhadas por ele, a maioria são de mim e dos meus irmãos, mas tem dela com o papai. Eu saí fechando a porta bem devagar. Entrei no meu quarto e logo depois o Nagato entrou.
-Naruto…
-Fala.
-Eu estou com uma dúvida e sabe, como o papai… Eu não posso falar sobre isso com a mamãe.
-Fala de uma vez- ele estava bem nervoso
-Eu ainda sou virgem- eu fiquei em silêncio- E a Konan está querendo, ir além no nosso relacionamento.
-Relacionamento?
-Nós estamos namorando.
-Sem a mamãe saber?
-Esse não é o motivo pelo qual eu vim aqui.
-Eu sei, olha… Você não tem que fazer nada que não queria, se não se sente preparado, não é o momento. Escuta, não é porque você é o homem que tem que estar disposto a fazer isso sempre, sexo é uma coisa séria.
-É que todos os meus amigos.
-Já perderam a virgindade- eu o cortei- Nagato, cada um tem o seu ritmo.
-Com quantos anos você…
-Uns 15 eu acho.
-Então…
-Você é você e eu sou eu. Papai me disse isso. Só saiba que você não é forçado a nada.
-Entendi, me desculpa vir te incomodar, é que eu sinto que não vou saber o que fazer.
-Isso ninguém sabe, até fazer.
-Mas… Como eu, começo?
-Se você espera que eu descreva está bem enganado. Quando você estiver pronto vai saber o que fazer.
-Obrigada, eu não tinha ninguém aqui em casa para ter esse tipo de conversa e agora que você voltou… Fico feliz que esteja aqui.
Eu sorri, mas um pouco nervoso, era para o papai ter essa conversa com ele, mesmo assim, eu fico lisongeado. Mas o meu pensamento foi para a Hinata assim que ele saiu e fechou a porta, como será que ela vai reagir quando souber que provavelmente terei que voltar para o exemplo.