BEATRIZ Eu senti. Antes mesmo de vê-lo, antes mesmo de ouvi-lo. O cheiro do sangue, o calor da luta. Coringa sempre chegava no momento certo, como se soubesse quando eu estava prestes a cruzar um limite. Mas dessa vez, ele também havia cruzado o dele. O gosto metálico do sangue ainda estava nos meus lábios quando me virei para encará-lo. Ele sorria, como sempre, satisfeito com a própria brutalidade. Eu queria odiar isso. Mas não conseguia. Beatriz: "Sempre com essa mania de aparecer no último segundo. Um dia, pode ser tarde demais." Coringa: (arqueando uma sobrancelha) "Ah, princesa, sem drama. Você sabe que eu nunca deixaria isso acontecer." Eu sabia. Esse era o problema. Ele me conhecia bem demais, e isso me irritava. A luta havia acabado, mas a adrenalina ainda pulsava no meu cor

