CAPÍTULO 07

668 Palavras
“Licença”, ela pediu encontrando a pequena cozinha. “Senti-se” ele pediu puxando uma cadeira, á mesa farta que ele havia preparado. “Nossa, quanta coisa bonita, você tem uma cozinheira?” perguntou inocente, observando que os pães e o bolo haviam acabado de ser assados, tudo estava fresco, “Parece tudo maravilhoso”. “Obrigada” ele disse permanecendo de pé, trazendo um bule antigo a mesa “Não sabia se gostava de chá, ou café, então fiz os dois”. “Nossa” comentou espantada “foi você que fez tudo?”. “Sim”, respondeu envergonhado, mas satisfeito, sentindo-se como um cozinheiro profissional, percebendo causar uma boa impressão. “Estamos há quanto tempo aqui?” ela perguntou se servindo do pão, estava faminta e por mais que desejasse comer pouco não conseguia. “O acidente aconteceu de tarde, passou apenas uma noite e essa manhã” ele respondeu a observando curioso. “Nossa, consegui me lascar inteira, desmaiar no nada, ser resgatada por um estranho e ainda acordar antes do natal, como consigo ser tão azarada?”. Disse percebendo depois que o pensamento saiu em voz alta, “Me desculpe”, ela pediu percebendo estar sendo dramática “às vezes faço isso, falo de mais” comentou se policiando, calando-se com um pedaço de bolo. “Você não gosta?”. “De quê?”. “Do natal”. “Uma besteira falar disso" respondeu tentando não ser chata, "quero te agradecer por me resgatar, lembro do que aconteceu até bater a cabeça em alguma coisa e desmaiar, até onde lembro, estava propicia a morte. Qual é o nome do meu herói?”. “Herói?” ele perguntou não entendendo por que ela não estava furiosa com ele, após terem transado. “Olha moça” ele apoiou os dois braços na mesa, a deixando no meio dele, expondo o forte peitoral, permitindo que um delicioso perfume de desodorante a invadisse, fazendo com que Andreia se encurvasse, na intenção de mostrar o seio discretamente “Irei direto ao ponto, você era virgem?”. A voz de Paul entrou com uma bala na mente de Andreia, perfurando seus pensamentos e sua reação, “que tipo de homem faz essa pergunta?” ela pensava apreensiva, tentando escolher palavras para o responder, mas acabando caindo na gargalhada, que era sua reação quando estava nervosa. “Claro que não” respondeu com a voz tremula da risada, percebendo que havia perdido o controle da situação “Por que seria virgem, tenho mais de vinte anos?”. “Porque estava tão apertada” respondeu sentindo a excitação tomar todo seu corpo, enquanto o nervo enrijecia, o rosto ficava vermelho e ele mordia o lábio, na intenção de conter o t***o que a lembrança dela o trazia. “Você não estava tendo relações, então”. “Como?” Andreia entendia perfeitamente o que Paul estava falando, procurava um jeito de lidar com a situação, sem ter que revelar sua i********e, esse era um assunto delicado, que sempre tinha alguém querendo vasculhar, as amigas insistiam em comentar sobre sua vida s****l, o que a deixava desnorteada, gerando uma ferida, que a tirava do sério. “Olha aqui moço” disse com raiva, “a única coisa que te perguntei foi seu nome e você não respondeu”, ela levantou-se segurando um pedaço de pão, fechando o espaço entre os dois, o deixando sem graça, intimidando-o, “Não tenho que contar sobre minha vida, nós transamo$, somos adultos, não foi um abuso, eu consenti, mas se quer ficar se torturando por algo tão gostoso, faça sem mim” ela colocou o corpo no dele, ficando na ponta dos pés e dizendo “Não é minha culpa que você não consegue apreciar uma bocet@ apertada, é culpa sua”. Disse percebendo que ele ficava ainda mais vermelho, e que arregalava os olhos assustados, "Merda fui vulgar", ela pensou.
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